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Cimpor, Brasil e, já agora, Angola

Manuel Ennes Ferreira (www.expresso.pt)
0:00 Sábado, 20 de fevereiro de 2010

Esta crónica não é para ser levada a sério e é dedicada inteiramente aos amantes da teoria da conspiração e da ficção científica.

Acto I: em 2006 a Cimpor vendeu a sua participação de 49% na empresa angolana NovaCimangola. O Governo, depois de adquirir essa quota, reencaminhou-a para a empresária angolana Isabel dos Santos, associada a Américo Amorim.

Acto II: em finais de 2008 soube-se que a Cimpor e a Teixeira Duarte foram autorizadas pelas autoridades namibianas a construir uma fábrica de cimento. A sua operacionalização passará por vender mais de metade da produção a Angola e à África do Sul, reentrando deste modo e indirectamente naquele primeiro mercado

Acto III: no início deste ano a CSN brasileira lançou uma OPA sobre a Cimpor. Agitam-se o mercado, os accionistas e os interesses nacionais. Há quem defenda, há quem se oponha. Aparecem, entretanto, as também empresas brasileiras Camargo Corrêa e Votorantim interessadas no negócio. O presidente da CGD, Faria de Oliveira, que detém 9,6% da Cimpor, afirma que "preferia a solução de uma aliança estratégica" à alternativa da cedência do seu controlo. Sai a terreiro Ricardo Salgado, presidente do BES, dizendo que em termos de centros de decisão "há países e países", o que é um contributo importante em termos do pensamento de geografia variável, como observou Nicolau Santos neste jornal.

Acto IV: os bastidores agitam-se e anuncia-se um acordo entre a CGD e a Votorantim sendo que esta adquire a posição da Lafarge (17,3%). O presidente do BESI, José Maria Ricciardi, reage e afirma que isso é mau pois "não entra um único tostão em Portugal". Ainda as suas palavras ecoavam e é anunciado que a Camargo Corrêa compra a posição da Teixeira Duarte (22,9%).

Acto V: a Cimpor está em vários países africanos, deixou de estar em Angola e quer entrar neste pela Namíbia. Os brasileiros já disseram que este casamento "é uma oportunidade para os empresários explorarem o mercado emergente africano de forma complementar (Angola e Moçambique)". A luta pelo controlo da Cimpor continua e segundo se diz o Fundo de Pensões do BCP pode vender os seus 10% do mesmo modo que Manuel Fino (10,7%). Ora, uns necessitam de cash, outros defendem que há países e países e uns são irmãos, o que inclui Angola naturalmente, outros ainda querem ver investimento directo estrangeiro nesta operação e, finalmente, todos estão de acordo que o mercado angolano é muito importante e há que 'saber salvaguardar os interesses estratégicos nacionais...'.

Acto VI (cuja leitura deve ser acompanhada com música de fundo dos Led Zeppelin, 'Stairway to Heaven'): seja o comprador a NovaCimangola, seja outra empresa ou empresário angolano, seja o vendedor o BCP ou Manuel Fino ou ainda a CGD em nome do alto interesse da nação, como já anteriormente se pôs a jeito, o cenário seria (será) mais um lance na auto-estrada lusófona a caminho do paraíso...

Manuel Ennes Ferreira
Professor do ISEG

Texto publicado na edição do Expresso de 13 de Fevereiro de 2010

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UMA VISÂO INCOMPLETA NO TEMPO
NJP (seguir utilizador), 2 pontos , 22:51 | Sábado, 20 de fevereiro de 2010
Já agora seria mais interessante perceber-se a razão porque a SECIL ULTRAMAR reconvertida em CIMANGOLA perdeu a sua dimensão africana com exportação de "clinquer" produzido no Cacuaco para toda a África Ocidental, da Costa do Marfim, ao Gabão, da Nigéria ao Senegal.
Nesse tempo a SECIL MARITIMA operava uma frota de 4 navios próprios e entre 15 e 20 navios afretados ilegalmente, estes porque a então Junta Nacional da Marinha Mercante impedia Angola de registar navios para a protecção dos navios de Lisboa.
Nesse tempo a SM era obrigada a ter duas contas externa em Nova Iorque e em Copenhaga, isto em contravontade pois a estratégia da SECIL ULTRAMAR era ser uma empresa de crescimento sustentado sempre acima dos dois dígitos.
Muita História Económica está por fazer quando Angola tinha as maiores taxas crescimento do que a OCDE.
 
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portugal;pelas mãos dos comunas e dos xuxas;não ma
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 14:14 | Quarta feira, 24 de fevereiro de 2010
Portugal;pelas mãos sujas de sangue e doutras coizitas mais;ouseja;pelas mãos dos comunas nacionais e internacionais e dos xuxas;a nível;também a nível naCional e internacional;deixar de mandar em coisa nenhuma..As antigas colónias;passaram para o poder dos grandes;como sempre foi assim neste planeta ...ATÉ QUANDO ACORDAM...?E tem mais;quando um grande imperio cai;ou se desfaz;sempre estão outros á espera que os despojos desses impérios sejam para esses mesmos que sempre se formaram..A vez do grande império de portugal;já passou...Pois;houve muito traidor;e também muitos daqueles que dominaram em portugal desde 1500;que não souberam aproveitaram tanta riqueza;e um mundo que tiveram na mão;mas que as elites portuguesas e as castas velhacas foram as maiors causadoras;pois ficaram á somvra da bananeira;e aí dormiram o son dos malandros;enquanto os outros não adormeceram;e aí está o resultado...Até quando..??/ACORDEM POBRES ELITES E VELHACAS DO MEU PAÍS;QUE SÓ PENSAVAM EM ROUBAR OS POVOS;TANTO O MEU POVO;PORTUGUÊS;COMO AONDE SE INSTALARAM..E agora..??/Portugal hoje;é como uma grande empresa falida;e sem rumo.Agora;só tem um caminho..SE COMECE A PENSAR EM PORTUGAL;TAMBÉM SE INVESTIR;EM EDUCAÇÃO;E EM TECNOLOGIA E QUE SÓ ATRAVÉS DO TRABALHO;COMO FIZERAM OS PAÍSES ASIÁTICOS.ATÉ QUANDO..???.cumpts..kantiflas.
 
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