23/02/2012 atualizado às 3:54
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Cimeira europeia: Grécia saiu prejudicada

O economista Ricardo Cabral fez as contas da reestruturação da dívida grega em mãos dos privados e concluiu que "os credores internacionais não só não perdem como ainda ganham"

 

Jorge Nascimento Rodrigues (www.expresso.pt)
7:23 Segunda feira, 25 de julho de 2011

A cimeira europeia de quinta-feira passada (21 de julho) acalmou os analistas e os políticos. Os analistas acreditaram, de imediato, que o default iminente grego tinha sido afastado. Os políticos dos três países resgatados sublinharam, efusivamente, a baixa das taxas de juro dos empréstimos da FEEF (Facilidade Europeia de Estabilização Financeira) e o reescalonamento dos prazos de pagamento (de 7,5 para entre 15 e 30 anos).

Também a referência a um "Plano Marshall" - uma expressão que desapareceu do comunicado final - de realocação de fundos estruturais para a Grécia foi bem recebida.

Já os mercados da dívida começaram logo pela tarde de sexta-feira a duvidar da euforia e inverteram as tendências de descida nas yields dos títulos públicos no mercado secundário e nas probabilidades de incumprimento das dívidas soberanas de vários países da zona euro, conforme o Expresso noticiou na sexta-feira.

A novidade da reestruturação seletiva


Uma das novidades da cimeira de Bruxelas foi a inclusão de uma reestruturação da dívida grega em mão de credores privados, assumida como "solução excecional e única para a Grécia".

Ricardo Cabral, economista e professor da Universidade da Madeira, fez as contas sobre a solução de reestruturação seletiva da dívida para a Grécia e concluiu que "a proposta de reestruturação [pelos credores privados], ao contrário do que argumenta o The Institute of International Finance (IIF), é muito benéfica para os credores, porquanto, de acordo com estimativas que efetuei, não reduz o valor atual da dívida grega [em mão de privados] em 21% (haircut, "corte de cabelo", na gíria) como alegado pelo IIF, antes o aumenta significativamente. Os credores internacionais não só não perdem como ainda ganham".

A proposta de reestruturação da parte privada foi preparada pelo IIF, uma associação internacional privada de instituições do setor financeiro (bancos, companhias seguradoras, etc), e envolve €135 mil milhões de dívida soberana grega que vencerá entre 2011 e 2020.

Nas contas de Ricardo Cabral, se "se assumir uma taxa de desconto de cerca de 4,5%, que é mais razoável do que a escolhida pelo IIF [que é do dobro, 9%], o valor atual da dívida grega em mão de privados aumenta cerca de 130% - para €157 mil milhões - em relação ao valor a que estava a ser transacionada no mercado secundário antes da cimeira da semana passada (cerca de €67 mil milhões)". O economista refere, ainda, que "nessa altura, a dívida grega estava a ser transacionada com um desconto significativo, porque os mercados assumiam que ocorreria uma reestruturação de dívida".

Expetativa de ganho de 130%


E prossegue: "O que a minha estimativa indica é que quem comprou dívida grega pouco antes da cimeira europeia tem, após o acordo de reestruturação de dívida do IIF, uma expetativa de ganho, no longo prazo, de cerca de 130%. Mas, mesmo um investidor que tenha adquirido a dívida aquando da sua emissão pelo governo grego também fica a ganhar porque a divida emitida pela Grécia com um valor facial de €135 mil milhões passa, após o referido acordo, a ter um valor atual de €157 mil milhões, ou seja, mais 16%". 

"A taxa de juro paga pela Grécia para os €135 mil milhões de dívida que será reestruturada sobe para um patamar entre 5.4% e 6.4%. Essa taxa de juro é o resultado da taxa de juro paga pela Grécia aos investidores privados (entre 4% e 5%) mais 36% da taxa de juro de 3,5% paga à FEEF para adquirir os novos instrumentos de dívida de rating AAA para utilizar como colateral para os credores", acrescenta o economista.

Mesmo se se utilizar a metodologia do IIF, e se assumir a taxa de 9%, escolhida pelo instituto, o valor atual da dívida grega diminui somente 7,4% e não 21%, conclui o professor da Universidade da Madeira.

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crapula (seguir utilizador), 2 pontos , 0:37 | Segunda feira, 25 de julho de 2011
E vem o Tio Aníbal congratular-se pelo resultado da cimeira....

Atrás deles vieram outros.

Os ingleses foram mais cépticos.

E os Gregos foram aldrabados.

Não surpreende, portanto, que as "vantagens" que readquirimos prometem ser mais uma alforrecada.
 
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Um termo novo para aprender, taxa de desconto
jpafonso (seguir utilizador), 2 pontos , 9:54 | Segunda feira, 25 de julho de 2011

Mais um termo novo para aprender, "taxa de desconto".

Que significa aqui este termos?

Significa o desconto médio sobre o valor facial que os credores deverão sofrer quando e se tentarem resgatar as suas dívidas (supondo que eles não esperarão até os empréstimos cumprirem a sua maturidade, mas o tentarão fazer através do mercado secundário)? Ou trata-se antes do desconto que os emprestadores tiveram quando compraram dívida sobre o valor facial?

Neste último caso, falho em perceber porque é que o IIF apresenta os 9% quando seria "mais razoável os 4.5%"... a esta entidade não interessaria apresentar a taxa de desconto mais baixa possível?

Mais uma nova frente de guerra a abrir na minha ignorância. No entretanto, o que Cabral no diz aqui não é a confirmação deste comentário que fiz na sexta, onde sugeri que reunidas certas condições, os privados "não vão ter prejuízo" na ajuda à Grécia?

http://aeiou.expresso.pt/... p=view#3958519
 
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    Re: Um termo novo para aprender, taxa de desconto    Ver comentário
Jorge N Rodrigues (seguir utilizador), 1 ponto , 15:40 | Segunda feira, 25 de julho de 2011
    Re: Um termo novo para aprender, taxa de desconto    Ver comentário
jpafonso (seguir utilizador), 2 pontos , 18:09 | Segunda feira, 25 de julho de 2011
    Re: Um termo novo para aprender, taxa de desconto    Ver comentário
Jorge N Rodrigues (seguir utilizador), 1 ponto , 14:31 | Quarta feira, 27 de julho de 2011
AGENCIAS DE RATING NA GUERRA CONTRA A HUMANIDADE
thais de noronha (seguir utilizador), 1 ponto , 11:29 | Segunda feira, 25 de julho de 2011

ESTAS AGENCIAS DE RATING , ALEM DA FALIBILIDADE QUE, JA DEMONSTRARAM NO INICIO DA CRISE, CONTINUAM COM MÁS PRATICAS DE FORMA RECORRENTE, E IMPUNES, PREJUDICANDO PESSOAS E PAISES SOBERANOS, DE FORMA ABUSIVA, FOMENTANDO, PARA COM ISSO TIRAR DIVIDENDOS, A DESTRUIÇAO ECONOMICA E FINANCEIRA MAS EM BOLUS DE BOMBAS ATOMICAS!

SEM CREDIBILIDADE COMO É QUE EMPRESAS DESTAS PODEM CONTINUAR A EXERCER ACTIVIDADES , INVENTARIANDO O MUNDO A SEU BELO PRAZER, ARRASANDO VIDAS HUMANAS , PROPONDO-LHES A QUALIDADE DE VIDA DOS INFELIZES DA SOMALIA!

SE SE OCUPASSEM EM PROMOVER A QUALIDADE DE VIDA DO MUNDO, ETICAMENTE E HUMANAMENTE FALANDO TINHAM ENCONTRADO O SENTIDO TRANSITORIO DAS NOSSAS VIDAS. SAO PENHORES, SAO ABUTRES, SAO CARNICEIROS, SAO BRIVIK(ES), MAS COMO NAO SE VEEM OS CORPOS DOS ATENTADOS QUE FAZEM , QUE DIARIAMENTE FAZEM , VAO CONTINUANDO A JOGAR XADRES COM O MUNDO FAZENDO XEQUE-MATE!

DEVIAM SER JULGADOS PELO TRIBUNAL DE HAIA POR DANOS IRREPARAVEIS À HUMANIDADE, E ABUSO DE PODER! NAO SAO NEGOCIOS O QUE ALI SE FAZ, SAO ATROCIDADES , SEQUESTROS DE TERRITORIOS ALVO, INFLAMANDO ANIMOS E MATANDO PESSOAS! INFLIGEM MAUS TRATOS E HIPOTECAM A VIDA DE MILHARES DE PESSOAS, CRUCIFICANDO-OS, LAVANDO AS MAOS COMO PILATOS!
SAO TERRORISTAS ECONOMICO-FINANCEIROS A MANDO DE UM PUNHADO DE "HITLERES" QUE TEM SIDO CONSENTIDOS INTERNACIONALMENTE MAS SAO CRIMINOSOS "BRIVIKES", SUBTIS NA DESTRUIÇAO MACIÇA QUE ESTAM A FAZER HÁ ANOS, NA CRISE INTERNACIONAL. NAO É PRECISO ESPERAR
 
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