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Courrier Internacional de Janeiro

Cidades Violentas

O "Courrier Internacional" de Janeiro, nas bancas desde dia 18, enumera a miséria e a morte nas grandes cidades devido ao narcotráfico

17:55 Sexta-feira, 11 de Dez de 2009
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De Ciudad Juárez a Caracas, de Lagos ao Rio de Janeiro, miséria e narcotráfico levam a morte às megalópoles que vivem um ambiente de guerra civil com um número de baixas equivalente ao dessas situações.

Duas reportagens, em Ciudad Juárez, México, e Rio de Janeiro, Brasil, e um conto escrito a partir de Lagos, Nigéria, levam-nos ao quotidiano infernal em que vivem juntos os implicados no crime e os inocentes. Dois anos passados sobre o momento em que mais de 50% da humanidade vive em cidades, será que é esta a tendência?

Outros temas de ciência e sociedade ajudam a perspectivar a actualidade. Um texto diz-nos que o homem de Neandertal ganharia sem esforço todas as provas olímpicas quando confrontado em competição com o homem da hodierno. Outro aborda a nova oligarquia que está a desenvolver-se na China. O Mundial de futebol da África do Sul é motivo para parar o abate de elefantes no país e um "derby" no Soweto permite antever a festa de 2010 nas cidades daquele país.

Uma reportagem na Índia ensina-nos como é possível fazer grandes negócios criando tecnologia adaptada às necessidades dos consumidores pobres, um mercado praticamente sem limites. Outra reportagem ainda leva os leitores a fazer um balanço dos 12 anos de New Labour no Reino Unido para concluir que a perda de liberdades no país está longe de ser dispicienda. E descobrimos que Van Gogh não era exactamente pobre nem louco como tem sido mais vulgarmente retratado, mas um escritor de talento. Isto, desde que o seu espólio tem estado a ser organizado.

A edição de Janeiro é uma viagem pelo melhor do que foi publicado na imprensa mundial também nos campos da economia, desporto e multimédia. No que diz respeito a Portugal, descobrem-se os tesouros do Baixo Alentejo e uma fadista catalã que se dedica à obra de Amália Rodrigues.


Palavras-chave  Courrier  miséria  morte  cidades  violentas  narcotráfico
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E, afinal, era tão fácil....
felicidade (seguir utilizador), 1 ponto , 11:38 | Domingo, 20 de Dez de 2009
E, afinal, era tão fácil acabar com este negócio!
Só não acaba porque os donos do dinheiro do mundo não querem. O que eles querem é ter jovens doentes e impossibilitados de lutarem contra o poder que detêm. O que nos vale é que os filhos deles também lá andam e não vão deixar "herdeiros"
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Narcotráfico não é a causa,mas sim a consequência
afonso aguiar (seguir utilizador), 1 ponto , 11:21 | Terça-feira, 22 de Dez de 2009
O narcotráfico não é causa das "cidades violentas" ou do estado de "guerra civil" nas metrópoles(grandes cidades),mas sim a consequência da cultura niilista anárquica generalizada nas cidades,da falta de raízes familiares,de vazio cultural apologista do libertário (inviável neste mundo em que por natureza estamos sempre presos a qualquer coisa ou coisas),do maternal "marianismo" irresponsável,da chantagem contínua para obter os meios de sobrevivência e do oportunismo económico e afectivo e da falta de perspectivas individuais verdadeiramente reconfortantes e reconhecidas como viáveis e saudáveis.
Situações essas que conduzem inevitavelmente ao vazio interior e ao desespero inexplicável com elevados níveis de paranoia e/ou esquizofrenia ou de lucidez da realidade extremamente degradante em que vive o animal racional dito ser humano onde "tudo se compra ou vende" ou "se compra tudo feito" ou "faz-se negócio com tudo",estando entregue a um mercantilismo irracional sem escrúpulos de "salve-se quem puder" e de hipocrisia generalizada em que na realidade já ninguém acredita verdadeiramente em nada(a não ser no fazer simulações de credulidade para obter protecção em troca do seguidismo) e não têm confiança em ninguém(devido a essa conjuntura).
É natural que "o nobre" ser humano queira"fugir"e se refugie nas drogas enquanto der.
E ,como na cultura vigente o que interessa é o dinheiro e o "fazer negócio",é compreensível infelizmente que o negócio do narcotráfico floresça.
Será?
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