13/02/2012 atualizado às 13:21
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Tibete

China quer esmagar forças independentistas

A China admite 19 mortos, mas o governo no exílio fala de 99 vítimas mortais e 382 feridos. Num editorial do "Jornal do Povo", o porta-voz do Partido Comunista chinês incentivou ao esmagamento dos actos das forças de independência tibetanas.

9:58 Sábado, 22 de março de 2008

A China acusou hoje o Dalai Lama de enganar a comunidade internacional com a sua proposta de diálogo e insurgiu-se contra a comunicação social estrangeira pelas suas críticas contra Pequim, tendo actualizado de 13 para 19 o número de mortos no Tibete.

Segundo o último balanço do governo tibetano, o número de vítimas mortais apenas durante os protestos do passado dia 14 na capital do Tibete é de 18 civis e polícias "inocentes", enquanto os feridos foram de 382 civis e 241 polícias, muitos dos quais estão em estado crítico.

O novo balanço oficial chinês contrasta uma vez mais com o do Governo tibetano no exílio, que fala de 99 mortos, 80 em Lhasa e 19 na província de Gansú, durante a repressão que se seguiu às manifestações do dia 14.

As perturbações explodiram em Lassa no dia 14 de Março, após as manifestações pacíficas iniciadas pelos monges budistas para comemorar o 49 aniversário da revolta tibetana contra os comunistas chineses, que causou 10.000 mortos e obrigou ao exílio o Dalai Lama e cerca de 100.000 partidários.

China incita ao esmagamento do Tibete

Num editorial publicado hoje, o "Jornal do Povo", porta-voz do Partido Comunista da China, incitou "ao esmagamento resoluto dos actos de conspiração e sabotagem das forças independentistas tibetanas".

"Devemos investigar os maus propósitos das forças cessecionistas, defender a estabilidade social, salvaguardar o sistema legal socialista e proteger os interesses fundamentais do povo", acrescenta o editorial.

O texto reitera que "as evidências mostram que os incidentes violentos foram provocados pelas forças independentistas tibetanas e planificados pelo camarilha do Dalai Lama com o objectivo de minar os Jogos Olímpicos e de separar o Tibete da mãe pátria".

Dalai Lama lançou esta semana uma oferta de diálogo, mas em outro editorial, desta vez da agência oficial Nova China, o líder espiritual dos tibetanos é acusado de tentar enganar a comunidade internacional com tal gesto.

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Re: China quer esmagar forças independentistas
leitura (seguir utilizador), 1 ponto , 13:02 | Sábado, 22 de março de 2008
É de bradar aos céus, a desfaçatez destes representantes dum regime criminoso em apelidar o sr Dalai Lama e seus seguidores, de camarilha. Ou andam a fumar mau produto ou estavam a olhar-se ao espelho. Só pela linguagem divulgada no jornal se vê de que lado estão os bárbaros.
 
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