A figura de Winston Churchill está imortalizada nesta estátua londrina que se situa perto do Big Ben
Reuters/Eddie Keogh
Em 1941, Winston Chruchill foi forçado a abandonar o charuto que fumava para participar numa reunião do gabinete de guerra britânico. O charuto, que se tornou uma das imagens de marca do antigo e histórico líder inglês, foi apanhado por um membro do staff do número 10 de Downing Street, a residência oficial do primeiro-ministro e guardado durante quase 70 anos. E acabou agora por ser vendido pela leiloeira Keys, em Norfolk.
Com cerca de 10 centímetros, o resto do charuto tem gravado o nome de Winston Churchill. O valor da oferta final, 4 500 libras, suplantou as melhores expectativas - fonte da Keys havia revelado que se esperava conseguir, no máximo, 400 libras pelo artigo. A oferta final atingiu as 4 500 libras (mais de 5 150 euros), mas já em Novembro de 2009 um prato de manteiga utilizado como cinzeiro por Churchill, num clube de debate londrino, tinha atingido um lance final, num outro leilão, de 4 180 libras (mais de 4 800 euros).
Quase 70 anos de história
Nellie Goble, a funcionária que 'resgatou' o charuto ainda fumegante, enviou-o a um amigo com uma pequena nota escrita em papel timbrado de Downing Street. Na nota lia-se: "Para o Jack, com desejos de felicidades da Nellie. É apenas uma pequena lembrança para te lembrares, numa data futura, de um dos maiores homens que já viveu em Inglaterra".
Jack manteve a carta e o charuto até à sua morte em 1987, data em que o pequeno tesouro passou para a sua filha. A filha, que deseja permanecer anónima, guardou o charuto enrolado na nota escrita por Nellie até que o decidiu vender.
Andrew Bullock, da leiloeira Keys, revelou que "aparentemente era extremamente raro Churchill não terminar um charuto, por isso deve ter sido algo muito, muito urgente" o que o fez parar com o consumo do mesmo. E adiciona Andrew Bullock: "Como se estava em tempo de guerra, é fascinante especular o que poderá ter sido tão importante".