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CGTP convoca manifestações para 1 de outubro

A central sindical defende que é necessário criar um sistema para criação de indemnização a trabalhadores despedidos em "situações excecionais" como o encerramento de empresas completamente descapitalizadas.

16:04 Sábado, 24 de setembro de 2011
A central sindical liderada por Carvalho da Silva convocou manifestações em Lisboa e no Porto para 1 de outubro
A central sindical liderada por Carvalho da Silva convocou manifestações em Lisboa e no Porto para 1 de outubro
Pedro Cordeiro
A CGTP defendeu hoje a criação de um sistema  para indemnizar trabalhadores despedidos sem indemnização e anunciou duas manifestações contra o que diz ser o ataque "mais cínico, retrógrado e abusivo" dos últimos cem anos aos direitos dos trabalhadores.

Em conferência de imprensa, a central sindical considerou que, na situação de crise que o país atravessa, é necessário criar um sistema para criação de indemnização a trabalhadores despedidos em "situações excecionais" como o encerramento de empresas completamente descapitalizadas.

Este sistema teria como características ser exclusivamente financiado por contribuições dos empregadores, prever a responsabilidade subsidiária do empregador pelo pagamento das indemnizações dos trabalhadores em caso de insuficiência do sistema, ter natureza coletiva e ser gerido por entidade pública.

Carvalho da Silva salientou que este sistema seria "subsidiário e não substitutivo da indemnização por despedimento" que defende ter de continuar a existir, não obstante o "Fundo de Compensação Social" proposto pelo Governo.

Na opinião do secretário-geral da CGTP o "Fundo de Compensação do Trabalho" é uma "forma encapotada" de tentar passar uma revisão da legislação do trabalho.

Carvalho da Silva fala em "manipulação grosseira"


Apresentado como tendo a dupla função de assegurar o pagamento de indemnizações e de incentivar a poupança individual, o "fundo" serve de "instrumento à eliminação do conceito de indemnização por cessação de contrato de trabalho e tem como finalidade injetar fundos no mercado de capitais", afirmou.

O líder sindical considera uma "manipulação grosseira" pretender misturar o direito à indemnização com planos de poupança individuais, como sugere o documento, e sublinha que estes só são possíveis com "salários justos".

O responsável não deixou de salientar o facto de o "fundo se dirigir prioritariamente aos novos contratos de trabalho, atingindo sobretudo os mais jovens e recém-chegados ao mercado de trabalho".

Na sequência destas propostas governamentais, a CGTP convocou duas manifestações para Lisboa e Porto, no dia 1 de outubro, para lutar contra políticas que têm como objetivo "a eliminação da indemnização por despedimento, a liberalização dos despedimentos e a redução dos salários".

Carvalho da Silva alertou que "a retirada de direitos e intensificação da exploração não tem qualquer relação com o pagamento da dívida de Portugal" e ameaça em poucos anos baixar em cerca de 30% o seu nível de desenvolvimento.

Fim dos direitos conquistados


Na opinião do responsável, a saída apontada pelo Governo não resulta em entrada de dinheiro nos cofres do Estado mas sim nos cofres das empresas.
O problema é que para pagar a divida "precisamos de produzir riqueza e não é isso que as politicas em marcha estão a fazer", afirmou, sublinhando que "o que estamos a fazer é acumular divida sobre divida".

Carvalho da Silva considera que o que os empresários e entidades patronais "mais retrógrados" estão a fazer é "aproveitar o cenário de crise" para alterar o quadro jurídico relativo aos direitos dos trabalhadores.

O sindicalista mostrou preocupação com o caminho que está a ser trilhado em direção ao "fim dos direitos conquistados, fruto de uma luta de século e meios" e apelou aos jovens para que se "mobilizem e forcem a reconstrução da solidariedade na sociedade".

É também nesse sentido que a central sindical convocou as manifestações: "não podemos permitir na sociedade portuguesa que cada cidadão se isole no seu sofrimento em nome de uma defesa do coletivo".
Lusa
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Torna-se urgente e necessário uma grande
Resistente (seguir utilizador), 4 pontos (Bem Escrito), 17:32 | Sábado, 24 de setembro de 2011
manifestação de repúdio contra o sistema ultra liberal global que está a ser imposto às populações, delapidando o Estado a favor de pequenas minorias, onde o rendimento do trabalho é tributado muito mais do que o capital, numa ditadura do mercado é mais valorizado do que as pessoas, cada vez com menos direitos e mais pobres, com total promiscuidade enttre o poder politico e o economico e financeiro. A crise do capitalismo já não é ciclica, mas estrutural. O problema não é a crise mas o próprio sistema. Para este governo Portugal não passa de um grande negócio, enquanto a população vai ficando na miséria. Temos que resistir ao pensamento único, porque a razão deles é a força e a nossa é a força da razão. Temos pela frente novos oportunistas que não reconhecem fronteiras, nem a identidade nacional (apesar de andarem com a bandeira nacional nas lapelas dos casacos) despontam para tomar conta dos escombros em nome da perpetuação dos previlegios de uma classe dominante predadora e exploradora nacional e transnacional...Passos Coelho não passa de um actor sem glória nem grandeza. Tem-nos condenado a uma existência vil e triste, com promessas que depois dos sacrificios é que vai ser bom para todos nõs. Eles depois vão-se embora para os seus grandes negócios, deixando o País mais pobre e a população cada vez mais na miséria enquanto alguns vão enriquecendo cada vez mais...Ao longo da história da humanidade sempre houve tempos difíceis, mas o povo não vai deixar que se retroceda mais.
 
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    Re: Torna-se urgente e necessário uma grande    Ver comentário
kimarques (seguir utilizador), 2 pontos , 20:02 | Sábado, 24 de setembro de 2011
Cuidado com manifestações !!!
BrincaNareia (seguir utilizador), 2 pontos , 18:19 | Sábado, 24 de setembro de 2011

O bulldog Macedo e o seu Ministério viram o orçamento aumentado em 30%.

São 400 milhões, metade daquilo que nos ROUBARÂO em Dezembro.

Os cacetes estarão afiados, afinados e obedientes contra quem provoque burburinhos de rua.

Não há nada como que realmente !!!
 
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Os portugueses têm que mostrar que os testículos
Resistente (seguir utilizador), 2 pontos , 19:57 | Sábado, 24 de setembro de 2011
não são orgâos internos e lutarem com toda a orça contra estes vendilhões da pátria que até andam com a bandeira de Portugal na lapela dos casacos...
 
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Quem está vivo só resta lutar
alix07 (seguir utilizador), 2 pontos , 20:16 | Sábado, 24 de setembro de 2011
Força aos manifestantes , se não se começarem a mobilizar , nós todos , rapidamente , por este andar , nem os ossos nos restará.
 
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!
Desiludido... (seguir utilizador), 2 pontos , 0:37 | Domingo, 25 de setembro de 2011
Mais um dia de dificuldades para quem quiser trabalhar. Possivelmente transportes parados e o caos no trânsito. Tudo para nada. Foi assim logo a seguir a 1974, quando a CP fazia greve quase todos os dias. Para eles, quanto pior melhor. Quando houve greve nos tempos do desgoverno só-cretino e das manifestações dos homens da luta vi por aqui uns comentários diferentes. Quanto ao senhor Carvalho da Silva sugiro-lhe que arregace as mangas, que crie uma empresa, que pague bons salários e impostos, que dê boas condições de segurança aos seus empregados, que é isso que defende e exige aos outros. Dexe-se de mamar à custa de subsídios do Estado e de quotizações dos trabalhadores. Deixe-se de pertencer à esquerda caviar.
 
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As manifestações vão ser boas
Marshall2k (seguir utilizador), 1 ponto , 20:06 | Sábado, 24 de setembro de 2011
Cavaco Silva no seu tempo de primeiro ministro usava da força para conter as manifestações (força de intervenção).

Quanto a este governo já vimos comentários negativos tanto de Paulo Portas como de Passo Coelho com respeito a manifestações.

Cheira que vão ser duras, e vão usar da força.

Esperamos por dia 1.

Força aos manifestantes.

Cumprimentos.
 
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O QUE SABE FEZAR A CGTP
asantos2545 (seguir utilizador), 1 ponto , 20:46 | Sábado, 24 de setembro de 2011
A CGTP pseudo defensora dos trabalhadores, na sequência do PCP, do qual é braço direito.
É uma central que nunca defendeu os interesses dos trabalhadores, mas sim do PCP, que não é mesma coisa.
Como a política do PCP é a da terra queimada, quem sai prejudicado, são os trabalhadores.
Em vez de greves, promovam movimentos para formação dos trabalhadores e exigência às entidades patronais, para que criem condições de trabalho e que investam nas empresas.
  DEFENDAM OS TRABALHADORES E DEIXEM DE REPRESENTAR O PCP, QUE É UM PARTIDO ANTI DEMOCRÁTICO.
 
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    Re: O QUE SABE FEZAR A CGTP    Ver comentário
Alex2009/10 (seguir utilizador), 1 ponto , 23:43 | Sexta feira, 30 de setembro de 2011
GREVES?!!!!
asantos2545 (seguir utilizador), 1 ponto , 20:51 | Sábado, 24 de setembro de 2011
Quando é que a CGTP convida os trabalhadores a produzirem, em vez de greves, que é o que o país precisa?
Esta central sindical só sabe estar contra tudo e julga-se dona de toda a razão!
Esta central sindical é um cancro no desenvolvimento do país.
 
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    Re: GREVES?!!!!    Ver comentário
Alex2009/10 (seguir utilizador), 1 ponto , 23:52 | Sexta feira, 30 de setembro de 2011
NÃO AOS CONTRATOS
Trapezio (seguir utilizador), 1 ponto , 1:08 | Domingo, 25 de setembro de 2011
Sou contra os contratos no sector privado. Acho que a relação entre "patrão" e "empregado" devia ser mais do tipo entre colaboradores. Se um empregador tiver de mandar alguém embora por este ser chico-esperto e mandrião, não devia pagar nada. Por outro lado, se um empregado resolver sair da empresa por qualquer motivo (nomeadamente trabalho mal remunerado ou escravo) deve ser livre de o fazer sem ter de dar contrapartidas à empresa. Nas PME's é isso que interessa. O empregador quer ter alguém em quem possa confiar e o empregado sabe que se a empresa tiver sucesso, mantém o emprego.

O problema é que A TRADIÇÃO ESCLAVAGISTA PORTUGUESA faz com que o modelo acima não funcione, pelo menos nos "patrões" de idade mais avançada.

Outro factor que também destrói as PME's, por mais que a relação empregador / empregado seja boa é a excessiva carga fiscal paga pelas PME's ao Estado. Ora, se o Estado afirma estar a cortar "gorduras" (eu que vejo uma classe política cada vez mais com obesidade mórbida), e sendo certo que o dinheiro que se desconta para a Segurança Social actualmente não dá garantias aos reformados do futuro de receberem a sua reforma, pergunto QUE SENTIDO TEM AS PME'S CONTINUAREM A PAGAR UM IMPOSTO COMO A SEGURANÇA SOCIAL?
 
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    O melhor é irmos todos para a praia apanhar sol...    Ver comentário
Resistente (seguir utilizador), 2 pontos , 10:11 | Domingo, 25 de setembro de 2011
    Re: O melhor é irmos todos para a praia apanhar so    Ver comentário
Trapezio (seguir utilizador), 1 ponto , 12:46 | Domingo, 25 de setembro de 2011
    Re: O melhor é irmos todos para a praia apanhar so    Ver comentário
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 16:53 | Domingo, 25 de setembro de 2011
    Re: O melhor é irmos todos para a praia apanhar so    Ver comentário
Alex2009/10 (seguir utilizador), 1 ponto , 0:00 | Sábado, 1 de outubro de 2011
    Re: O melhor é irmos todos para a praia apanhar so    Ver comentário
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 13:07 | Sábado, 1 de outubro de 2011
A minha solidariedade com
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 16:55 | Domingo, 25 de setembro de 2011
todos os trabalhadores portugueses.
A hora é de luta!
 
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A produção do PCP
Motuproprio (seguir utilizador), 1 ponto , 9:56 | Segunda feira, 26 de setembro de 2011
O senhor Carvalho da Silva, que recebe ordenado para conduzir os patetas à greve, vai ajudar, mais uma vez, à produção. Claro que eu gostava era de ver este senhor, "democrata",ter uma empresa própria! Para este "camarada" nenhum governo, até hoje, desde o 25 Abril 74, tomou alguma atitude de lei laboral que lhe agradasse. Chiça que é esquisito!
 
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Equívocos
zéXXI (seguir utilizador), 1 ponto , 12:34 | Segunda feira, 26 de setembro de 2011

É inacreditável o número de utilizadores que não sabe a diferença entre uma greve e uma manifestação.

Quanto ao papel da CGTP (atenção não sou comunista nem nada parecido) é melhor que passe a ser mais apreciado.

Quando isto começar a aquecer a sério a CGTP vai provavelmente ser muito mais eficaz na contenção do previsível colapso social que o Macedo do MAI.
 
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