Um físico nuclear francês detido na semana passada no Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN), na Suíça, admitiu aos investigadores ter-se correspondido pela Internet com um contacto do ramo norte-africano da Al-Qaida.
A informação foi hoje divulgada à agência Associated Press por uma fonte judicial que pediu para não ser identificada alegando que a investigação está ainda em curso.
Nos e-mail trocados, segundo a fonte, foram vagamente discutidos planos de ataques terroristas, mas nenhum plano concreto foi mencionado.
O físico francês, 32 anos, de origem argelina, é um dos mais de 7 000 cientistas que trabalham no Grande Acelerador de Hadrões (LHC) do CERN, que procura sondar os mistérios da criação do Universo.
É um de dois irmãos detidos na semana passada por presumíveis ligações com a Al-Qaida do Magrebe Islâmico (Aqmi). O outro, de 25 anos, foi libertado no sábado sem que lhe tenha sido formulada qualquer acusação.