11/02/2012 atualizado às 23:42

CDS-PP abstém-se no Orçamento Rectificativo

A abstenção do CDS-PP é o voto que "melhor serve o interesse nacional", disse Paulo Portas, sublinhando que os cidadãos e as empresas não são responsáveis pelos "erros do Governo". Clique para visitar o dossiê Novo Governo.

12:51 Quarta feira, 9 de dezembro de 2009
O Orçamento Rectificativo constitui uma sonora reprovação do próprio Governo, diz Portas
O Orçamento Rectificativo constitui uma sonora reprovação do próprio Governo, diz Portas
Alberto Frias
O CDS-PP vai abster-se na votação às alterações propostas pelo Governo ao Orçamento de Estado para 2009, considerando que é o voto que "melhor serve o interesse nacional".
Clique para aceder ao índice do DOSSIÊ NOVO GOVERNO

Numa nota enviada à agência Lusa, o líder democrata-cristão, Paulo Portas, justifica a abstenção com o argumento de que "Orçamento Rectificativo constitui uma sonora reprovação do próprio Governo" que "insistiu no ludíbrio dos 5,9% de défice".  
 
"Orçamento rectificativo, precisamente porque rectifica, é a prova fotográfica desse ludíbrio dos 5,9%: qualquer pessoa que lesse a execução orçamental do primeiro semestre, em que a queda de receita estava quase em 20%, mesmo descontando os reembolsos fiscais, saberia prever que o défice era bem mais alto. O Governo sabia disso e optou por esconder um número que só agora, no rectificativo, confessa", refere o líder do CDS-PP.  

Decisão "pragmática"


 
Paulo Portas apresenta ainda uma "razão pragmática" para a abstenção do CDS/PP ao Orçamento revisto: "A despesa já está comprometida; o que falta, em muitos casos, é pagar os compromissos. Ora, os cidadãos e as empresas não são responsáveis pelos erros do Governo. A abstenção do CDS tem precisamente o sentido de viabilizar que o Estado satisfaça os seus compromissos, ou seja, pague o que tem que pagar e não atrase mais as suas dívidas. Seria um erro dar a este Governo - que não sabe fazer contas - o argumento de que não pode pagar salários ou pensões por causa da oposição".  
 
Na discussão sobre o Orçamento na sexta-feira, o líder democrata-cristão promete concentrar-se na crítica a aspectos como o "de crescimento da despesa primária do sub-sector Estado", da "dívida pública exponencial desde 2005" e a "opacidade" do documento, que contabiliza um défice que "não conta sequer com os défices das empresas públicas".
Lusa
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CDS/PP abstém-se no Orçamento Rectificativo
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 14:53 | Quarta feira, 9 de dezembro de 2009
Não é de admirar, pois perante um PSD que não diz coisa com coisa, o CDS espreita esfrega as mãos e já sonha comê-lo vivo, nem que para isso seja necessário engolir sapos. O maior partido ainda por enquanto da Oposição não se sabe nem o que pensa nem o que quer fazer. Esta é mais uma jogada de antecipação para todos falarem dele e demonstrar que é ele a verdadeira Oposição responsavel. Está nas mãos do PSD e do seu futuro Líder ditar o seu futuro. Vai deitar-se na cama que fizer e depois não se queixem.
 
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Quando Francisco Balsemão
António Da Rocha (seguir utilizador), 2 pontos , 14:55 | Quarta feira, 9 de dezembro de 2009

.... alertou para o suicídio colectivo do PSD evidenciou com lucidez aquilo que já toda a gente sabe: que o CDS tem em curso uma estratégia de captura dos valores e de militantes do PSD que já não se revêem na permanente luta de poder pessoal dos diversos protagonistas que se têm sucessivamente engalfinhado por controlar o que nunca teve controlo!

Portas tem a argúcia e a determinação que os diigentes do PSD não têm.

Por isso, ele vai abrindo paulatinamente e com saber as portas do poder que ele pacientemente persegue e que acredita poder vir a conseguir.

Cumpts
 
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Abstenção
ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 17:24 | Quarta feira, 9 de dezembro de 2009
Paulo Portas, joga mais uma vez na demagogia e no oportunismo político, em que ele é mestre!
Estejam tranquilos todos os socialistas, que estãoa tecer encómios ao Paulinho das Feiras, que ele não retira um único voto ao PSD. Pode é perder muitos !
Se, ele, ao anunciar este sentido de voto, o fizesse com o objectivo de evitar que o País entrasse na ingovernabilidade, eu seria o primeiro a felicitá-lo.
Mas, não, ele quer é o PODER, nem que seja com o diabo.
Pura hipocrisia política !
Na hipótese de todos os outros partidos da Oposição votarem contra, mesmo com esta "ajuda",há muito prevista, o orçamento será chumbado !
No, entanto, não por hipocrisia e aproveitamento político,mas por sentido de estado, o PSD vai viabilizar o orçamento. Pelo menos, é a minha conviccão !
 
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    Re: Abstenção    Ver comentário
Marco de Salvaterra (seguir utilizador), 1 ponto , 20:00 | Quarta feira, 9 de dezembro de 2009
    Re: Abstenção    Ver comentário
ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 9:34 | Quinta feira, 10 de dezembro de 2009
    Re: Abstenção    Ver comentário
Marco de Salvaterra (seguir utilizador), 1 ponto , 14:46 | Quinta feira, 10 de dezembro de 2009
    Re: Abstenção    Ver comentário
ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 17:31 | Quinta feira, 10 de dezembro de 2009
    Re: Abstenção    Ver comentário
Marco de Salvaterra (seguir utilizador), 1 ponto , 23:04 | Quinta feira, 10 de dezembro de 2009
Não tem nada a ver com interesse nacional
Santropez (seguir utilizador), 1 ponto , 13:43 | Quarta feira, 9 de dezembro de 2009
Esta abstenção não tem nada a ver com interesse nacional, mas sim com interesses partidários e acima de tudo pessoais. Portas tem uma sede de poder tal que faz tudo em seu interesse.

É claro que se os votos do cds não tivessem qualquer influencia no resultado final, votariam contra como sempre o fizeram. Como nesta legislatura tem um peso eleitoral que nunca tiveram (na prática, o mesmo que BE e PC juntos), tentam a todo o custo segurar esta legislatura, pois se houver novamente eleições, não é garantido que mantenham o mesmo peso.

 
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    Re: Não tem nada a ver com interesse nacional    Ver comentário
ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 17:30 | Quarta feira, 9 de dezembro de 2009
    Re: Não tem nada a ver com interesse nacional    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 15:07 | Quarta feira, 9 de dezembro de 2009
    OLHE que tem, olhe que pode ter...    Ver comentário
VISCOPE (seguir utilizador), 1 ponto , 17:04 | Quarta feira, 9 de dezembro de 2009
Orçamento
azrim (seguir utilizador), 1 ponto , 14:12 | Quarta feira, 9 de dezembro de 2009


Que passe o Orçamento rectificativo. Caso contrário ainda seria pior.
No ponto em que está a situação política e económica do País seria muito mau desestabilizar mais a governação e criar a queda do governo.
Não estamos em tempo de nos dar ao luxo de provocar guerras cujo desfecho iria prejudicar ainda mais a situação periclitante em que nos encontramos.
E tenhamos fé em que melhores dias virão!
E melhores governos...
 
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A inteligência ao serviço do partido e do Estado
Marco de Salvaterra (seguir utilizador), 1 ponto , 14:31 | Quarta feira, 9 de dezembro de 2009
Paulo Portas será talvez o político que melhor sabe conduzir os interesses de crescimento do seu partido.

Como resultado dessa política soube conquistar votos e assegurar o "poder de falar" em nome de uma fatia significativa do eleitorado.

Onde poderá Paulo Portas conquistar mais votos? Na área do PSD e é para lá que ele está voltado. Será aí que assegurará o crescimento do CDS.

Contudo, "juntando o últil ao agradável", tomou uma decisão de interesse nacional que poderá "vender" nessa vertente.

Se o PSD não estabilizar, se continuar a alinhar no "bota-abaixo", será engolido pelo CDS e alterar-se-ão as relações de força de cada um dos partidos.
 
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    Re: A inteligência ao serviço do partido e do Esta    Ver comentário
ERA 2009 (seguir utilizador), 1 ponto , 18:29 | Quarta feira, 9 de dezembro de 2009
    Re: A inteligência ao serviço do partido e do Esta    Ver comentário
Marco de Salvaterra (seguir utilizador), 1 ponto , 19:46 | Quarta feira, 9 de dezembro de 2009
pois
anamv5 (seguir utilizador), 1 ponto , 14:37 | Quarta feira, 9 de dezembro de 2009
ninguém que dar a primeira facada.
 
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Outra decisão não seria de esperar!!!
costinha79 (seguir utilizador), 1 ponto , 15:01 | Quarta feira, 9 de dezembro de 2009
Não se esperava outra medida se não esta!!!!

Se votassem contra seria hostilizar completamente o Governo através de um orçamento rectificativo que serve apenas para tapar buracos alguns deles muito esquisitos como é o caso do Ministério da Saúde!!!! Na vigência do excelente ministro, Dr. Correia de Campos, as contas andavam "certinhas" e "afinadas"!!! Mas durante o período da "pacifista" Dr. Ana Jorge a contabilidade descarrilou outra vez (sem razão aparente) mas por mais esquisito que seja ninguém fala no assunto!!! Será porque as corporações andam mais confortáveis???

Voltando ao assunto da notícia, acredito que o BE e o PCP votem contra porque votam contra a tudo o que surge da ala centro até à direita!!!!!

Da parte do CDS e do PSD não se espera outra coisa que não seja a abstenção!!!! A hostilização actual ao Governo não beneficia em nada o futuro do país!!! São necessárias medidas alternativas sérias, responsáveis e credíveis que ajudem Portugal a sair do fosso em que se encontra!!!!
 
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A razão a quem a tem!
Miguel Lifôro (seguir utilizador), 1 ponto , 16:15 | Quarta feira, 9 de dezembro de 2009
A realidade é que o estado do país era tão grave que qualquer pessoa podia fazer contas e mais ou menos compreender que o governo estava a ocultar a face ante o país e escondia responsabilidades de gestão.

As contas que eu apresentei aqui erraram por décimas, o que é grave na contabilidade do país, mas eu não tenho qualquer responsabilidade nela. Um ministro não pode errar por margens tão elevadas. Parecem aqueles indivíduos mais burrinhos que já escreviam sobre o rasurado.

Não se pode rectificar eternamente o já rectificado. Que estabilidade pode ter um país que anda sempre com emendas ás emendas?

Quanto a Paulo Portas e a cadeira do poder. Meus amigos, para perder e de graça não anda ninguém!
 
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SAÍDA AIROSA ...
bitcho do mangal (seguir utilizador), 1 ponto , 16:25 | Quarta feira, 9 de dezembro de 2009

Aparentando responsabilidade, derresponsabiliza-se de eventuais consequências, marcando desde já pontos relativamente ao PSD e, evitando "males maiores", para o País, diga-se, e também para o seu partido, em caso de não aprovação do orçamento rectificativo.

Convenhamos, é mais "veia política" do que pragmatismo.

"Paulinho das Feiras", no seu melhor estilo.

 
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-Rodapé
Pedra-Mó (seguir utilizador), 1 ponto , 20:34 | Quarta feira, 9 de dezembro de 2009
ENDIREITAR AS “CAMBETAS”

Paulo Portas, apontando-se-lhe ou não defeitos, está fazendo bem feito o que outros já deveriam ter feito e não souberam fazer.

Seja lá pelo que for, é imperativa a necessidade de haver o tal orçamento retificativo que virá endireitar as “cambetas” que, por alegada conveniência, o Governo terá então encoberto mas já não pode encobrir.

Pesando embora o que tudo isto pesa, será bom haver por aí quem deixe de se “armar” em “puta séria” e trate de arranjar maneira de entrar no bom caminho…
 
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