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Cavaco recusou participar na homenagem a Melo Antunes

Colóquio na Gulbenkian contou com a participação dos anteriores Presidentes da República: Ramalho Eanes, Mário Soares e Jorge Sampaio

José Pedro Castanheira (www.expresso.pt)
19:45 Sexta feira, 27 de novembro de 2009
Até ao 25 de Abril, Melo Antunes foi major
Até ao 25 de Abril, Melo Antunes foi major
Rui Ôchoa

Cavaco Silva recusou o convite para presidir ao colóquio promovido para assinalar o décimo aniversário da morte de Melo Antunes, o principal ideólogo do 25 de Abril. Segundo uma fonte da comissão organizadora do colóquio, o convite foi endereçado à Presidência da República por Fernando Melo Antunes, irmão do homenageado. O colóquio, que decorre nos dias 27 e 28 na Gulbenkian, conta com a activa participação dos três ex-chefes de Estado vivos: Ramalho Eanes, Mário Soares e Jorge Sampaio.

À data do 25 de Abril, Ernesto Melo Antunes era major. Foi ministro sem pasta dos II e III governos provisórios, e titular da pasta dos Negócios Estrangeiros no IV e VI governos. Pertenceu ainda aos conselhos de Estado e da Revolução e presidiu à Comissão Constitucional - o órgão que antecedeu o actual Tribunal Constitucional. Subdirector-geral da UNESCO, não se candidatou ao cargo de director-geral daquele organismo especializado da ONU por não ter obtido o apoio do governo português, então chefiado por Cavaco Silva.

Autor do programa do MFA


O discurso de abertura do colóquio foi proferido pelo presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, que conheceu Melo Antunes enquanto estudante, na ilha açoriana de S. Miguel. Aliás, foi nos Açores que o então capitão de artilharia redigiu um dos seus primeiros textos teóricos. Foi a chamada "declaração de Ponta Delgada", que constituiu uma espécie de manifesto da oposição democrática, reunida na CDE, às eleições de 1969 para a Assembleia Nacional. Melo Antunes tinha manifestado a intenção de ser um dos candidatos, mas foi proibido pelas autoridades militares - episódio evocado por António Borges Coutinho e Mário Mesquita.

Mário Soares, por sua vez, referiu que foi Melo Antunes quem redigiu, em 1973, o capítulo do programa do ainda clandestino PS sobre as Forças Armadas.

Durante a conspiração dos capitães, saíram da pena de Melo Antunes alguns dos principais documentos, com destaque para o próprio programa do Movimento das Forças Armadas.

Enquanto ministro, foi quem coordenou, nos princípios de 1975, a feitura de um plano económico-social, baptizado precisamente de Plano Melo Antunes - em que teve como colaborador o então ministro da Economia, Rui Vilar, anfitrião do colóquio na qualidade de presidente da Fundação Gulbenkian.

Já no Verão Quente de 1975, foi o autor do famoso "Documento dos Nove", que conduziu a uma realinhamento das forças militares e políticas que saíram vencedoras dos acontecimentos de 25 de Novembro.

Não à tese da "descolonização possível"


Para Jorge Sampaio, que foi seu secretário de Estado no IV Governo Provisório, "Melo Antunes foi o militar com maior intervenção" na revolução, já que esteve associado aos três D's que os capitães se propuseram levar a cabo: a democratização, a descolonização e o desenvolvimento.

Pezarat Correia explicou por que razões Melo Antunes "sempre recusou a tese da descolonização possível". Em relação às colónias, acentuou Pezarat, "fez-se o que tinha de se fazer".

Segundo Maria Inácia Rezola, que está a preparar uma biografia de Melo Antunes, este foi o único militar envolvido na revolução "com um projecto ideológico e um pensamento estratégico para Portugal". Na sua intervenção, começou por citar o obituário com que a revista inglesa "The Economist" assinalou a morte de Melo Antunes, em 1999. O historiador António Reis, num registo completamente diferente das demais intervenções, optou por criticar, no plano teórico, "o idealismo das propostas de Melo Antunes".

O colóquio termina ao fim da manhã de sábado, com uma sessão presidida pelo filósofo Eduardo Lourenço e na qual estão anunciados testemunhos de várias personalidades, como António Lobo Antunes, Artur Santos Silva, Figueiredo Dias, João Cravinho, Manuela Silva, Manuel Alegre e Rui Machete, além do angolano Paulo Jorge e do ex-Presidente da República de Moçambique Joaquim Chissano.

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Melo Antunes
António Da Rocha (seguir utilizador), 4 pontos (Bem Escrito), 20:57 | Sexta feira, 27 de novembro de 2009

... não foi só um militar, como as pessoas de cultura sabem bem!

Tinha uma grande formação humanista, tinha convicções, era respeitador das diferenças, tolerante e amigo do seu amigo!

Viveu sem ostentações e exerceu múltiplos cargos com total entrega e humildade, como é próprio dos grandes homens, das pessoas com valores e princípios!

Por isso não haverá ofensa que seja suficientemente grande para manchar o seu nome!

Ganhou, por mérito próprio, o direito de ficar na História de Portugal!

O mesmo não acontecerá, certamente, àqueles que acederam a funções para que não estavam preparados, nem intelectualmente, nem culturalmente, nem politicamente, que apenas ficarão associados às pequenas "estórias", às pequenas "celebrações" do quotidiano, pois tudo aconteceu na sequência de uma inusitada rodagem automóvel ou no decurso de uma arrumação de sacristia!

Cumprimentos
 
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    Re: Melo Antunes    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 18:34 | Sábado, 28 de novembro de 2009
Espinha ou indigestão!
Mensagero (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 20:09 | Sexta feira, 27 de novembro de 2009
Há muita boa gente que ainda hoje continua com a espinha na garganta, que foi o 25 Abril!
 
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    Seja como for, o Senhor Presidente fez muito bem:    Ver comentário
Miranda07 (seguir utilizador), 2 pontos , 20:19 | Sexta feira, 27 de novembro de 2009
    Re: Seja como for, o Senhor Presidente fez muito b    Ver comentário
certo iactu (seguir utilizador), 1 ponto , 10:57 | Sábado, 28 de novembro de 2009
    Re: Seja como for, o Senhor Presidente fez muito b    Ver comentário
Miranda07 (seguir utilizador), 2 pontos , 11:24 | Sábado, 28 de novembro de 2009
    Re: Seja como for, o Senhor Presidente fez muito b    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 15:19 | Sábado, 28 de novembro de 2009
    Re: Seja como for, o Senhor Presidente fez muito b    Ver comentário
certo iactu (seguir utilizador), 1 ponto , 11:39 | Sábado, 28 de novembro de 2009
    Re: Seja como for, o Senhor Presidente fez muito b    Ver comentário
lavrador velho (seguir utilizador), 1 ponto , 14:35 | Sábado, 28 de novembro de 2009
    Re: Seja como for, o Senhor Presidente fez muito b    Ver comentário
okagenteve (seguir utilizador), 1 ponto , 9:46 | Domingo, 29 de novembro de 2009
Não vejo o que iria lá fazer
Caldeiradas (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 20:19 | Sexta feira, 27 de novembro de 2009
Não vejo qual a relação entre Cavaco Silva e Ernesto Melo Antunes. Sinceramente não se compara um condutor de um carro de mercadorias com um piloto de testes e provas. São seres de espécies diferentes.
Melo Antunes foi um militar que combateu em áfrica, com coragem e grande dignidade, foi um anti-fascista desde muito cedo, desde alferes logo à saída da Academia Militar, foi candidato a deputado pela oposição, era um homem de uma cultura geral invulgar, melómano, apreciador de literatura. Teve uma intensa vida cívica, foi fundador de uma cooperativa cultural. Era um homem de grande coragem moral e histórica, com uma ampla visão do mundo e que assumiu a condução de um dos mais complexos processos políticos da história de Portugal, o processo da da descolonização das antigas colónias portugueses. Melo Antunes foi um grande homem, no sentido mais rigosroso do termo, um humanista, um homem que ficará na história, cujas ideis serão discutidas e analisadas. Foi um homem que deixou uma marca. Um homem que correu riscos. Sendo assim e independentemente da apreciação da acção de Melo Antunes, o que iria, na realidade, o doutor Cavaco Silva fazer à sessão onde se homenageava um homem destes?
O Presidente da República, se tivesse a noção do valor dos homens na História, esse iria, mas para isso era necessário que o PR tivesse a noçãoda grandeza que Cavaco Silva não tem. Talvez se Melo Antunes fosse contabilista ele lá tivesse ido...
 
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    Re: Não vejo o que iria lá fazer    Ver comentário
António Da Rocha (seguir utilizador), 2 pontos , 22:14 | Sexta feira, 27 de novembro de 2009
    Re: Não vejo o que iria lá fazer    Ver comentário
vorten (seguir utilizador), 1 ponto , 22:00 | Sexta feira, 27 de novembro de 2009
    Re: Não vejo o que iria lá fazer    Ver comentário
ajotaef (seguir utilizador), 1 ponto , 22:14 | Sexta feira, 27 de novembro de 2009
    Re: Não vejo o que iria lá fazer    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 22:57 | Sexta feira, 27 de novembro de 2009
    Re: Não vejo o que iria lá fazer    Ver comentário
Tony52 (seguir utilizador), 1 ponto , 23:54 | Sexta feira, 27 de novembro de 2009
    Re: Não vejo o que iria lá fazer    Ver comentário
Goodwaves (seguir utilizador), 1 ponto , 0:39 | Sábado, 28 de novembro de 2009
    Re: Não vejo o que iria lá fazer    Ver comentário
Caldeiradas (seguir utilizador), 1 ponto , 5:43 | Sábado, 28 de novembro de 2009
    Re: Não vejo o que iria lá fazer    Ver comentário
Vidiguera1 (seguir utilizador), 1 ponto , 12:41 | Sábado, 28 de novembro de 2009
    Parabéns    Ver comentário
Caldeiradas (seguir utilizador), 1 ponto , 14:13 | Sábado, 28 de novembro de 2009
    Re: Não vejo o que iria lá fazer    Ver comentário
Caldeiradas (seguir utilizador), 1 ponto , 5:46 | Sábado, 28 de novembro de 2009
    Re: Não vejo o que iria lá fazer    Ver comentário
Vidiguera1 (seguir utilizador), 1 ponto , 12:39 | Sábado, 28 de novembro de 2009
    Re: Não vejo o que iria lá fazer    Ver comentário
Julius Caesar (seguir utilizador), 1 ponto , 1:37 | Sábado, 28 de novembro de 2009
    Re: Não vejo o que iria lá fazer    Ver comentário
Caldeiradas (seguir utilizador), 1 ponto , 5:48 | Sábado, 28 de novembro de 2009
    Re: Não vejo o que iria lá fazer    Ver comentário
tukakubana (seguir utilizador), 1 ponto , 16:13 | Sábado, 28 de novembro de 2009
    Re: Não vejo o que iria lá fazer    Ver comentário
tocaafalar (seguir utilizador), 1 ponto , 18:26 | Sábado, 28 de novembro de 2009
    Chover no molhado    Ver comentário
Caldeiradas (seguir utilizador), 1 ponto , 23:22 | Sábado, 28 de novembro de 2009
    Re: Não vejo o que iria lá fazer    Ver comentário
PAH (seguir utilizador), 1 ponto , 13:01 | Terça feira, 1 de dezembro de 2009
    Denominadores comuns    Ver comentário
Caldeiradas (seguir utilizador), 1 ponto , 13:07 | Terça feira, 1 de dezembro de 2009
eu também recusava...
B l u e S k y (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 20:25 | Sexta feira, 27 de novembro de 2009
...não me misturava com ex-presidentes fora de prazo. Se fosse só R. Eanes, ía com muito gosto. Eanes foi, em minha opinião, o melhor Presidente desde o 25 de Abril.
 
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    Re: eu também recusava...    Ver comentário
PIANINHO (seguir utilizador), 1 ponto , 23:31 | Sexta feira, 27 de novembro de 2009
    Re: eu também recusava...    Ver comentário
Vidiguera1 (seguir utilizador), 1 ponto , 12:34 | Sábado, 28 de novembro de 2009
    Re: eu também recusava...    Ver comentário
PAH (seguir utilizador), 1 ponto , 14:24 | Terça feira, 1 de dezembro de 2009
    Re: eu também recusava...    Ver comentário
PAH (seguir utilizador), 1 ponto , 14:33 | Terça feira, 1 de dezembro de 2009
Melo Antunes
ANO1933 (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 18:01 | Sábado, 28 de novembro de 2009
No meu modesto entender, acho que a Casa Civil da Presidência da República, para que não restassem dúvidas de espécie alguma, devia explicar aos portugueses, a razão porque recusou participar na homenagem a Melo Antunes.
Há diversas interpretações, sobre o caso.
Nada melhor que o adequado esclarecimento.
 
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Fez bem
Miranda07 (seguir utilizador), 2 pontos , 20:08 | Sexta feira, 27 de novembro de 2009
O Senhor Presidente da República de Portugal, em exercício, não devia nunca presidir a um Colóquio de Homenagem a um Militar Revolucionário, por maior que ele tenha sido, como foi Melo Antunes. De facto, eu acho que isso seria fracturante na sociedade portuguesa e, portanto, nada consentâneo com as altas funções do mais alto dignitário da República de Portugal. Apenas uma questão de princípio, portanto. Além do mais, estamos ainda demasiado em cima do acontecimento para saber a verdade histórica do papel desempenhado por Melo Antunes na nossa história mais recente. Por exemplo, em tudo o que se refere ao trágico processo da descolonização. Ela tinha de ser feita, claro. Mas não assim, tal como foi. E a questão permanece: de quem foi a culpa de um desastre assim? Na verdade, temo que o nome de Melo Antunes tenha também a ver com o assunto. Logo, por respeito para com o seu País, o Presidente da República em exercício não podia ter agido de outro modo. Ou seja: se declinou o convite que lhe foi feito, fez muito bem. De facto, fez apenas a sua obrigação.
 
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    Re: Fez bem    Ver comentário
jpafonso (seguir utilizador), 2 pontos , 22:22 | Sexta feira, 27 de novembro de 2009
    Re: Fez bem    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 22:35 | Sexta feira, 27 de novembro de 2009
    Re: Fez bem    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 2:13 | Sábado, 28 de novembro de 2009
O PR não gosta de revoluções...
dedalo11 (seguir utilizador), 2 pontos , 20:12 | Sexta feira, 27 de novembro de 2009
... parace mais dado a "revolução na continuidade...", desde que ele continue, emsmo sem evoluir...
De qualquer forma, a ideia que tenho - e convivi com esse senhor - não é a melhor. Melo Antunes fez muita coisa que ficou por justificar, sendo que algumas delas não têm justificação. Por isso, e apesar de o dever ser para cumprir, acho que o sr. Silva também não perdeu nada ficando em casa...
 
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Melo Antunes um dos equívocos do 25 de Abril
ajotaef (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 20:23 | Sexta feira, 27 de novembro de 2009
...pois foi afinal o responsável por ter entregue a revolução ao PS. Não é assim por mero acaso que Cavaco não vai estar presente. Se tivesse feito como Salgueiro Maia, feito o golpe de estado e ido embora e deixasse que fosse a dinâmica social a promover a eleição dum presidente da república e de uma assembleia constituinte, as coisas talvez tivessem andado melhor! Mas os equívocos começaram com o ex-pc Mário Soares que meteu o país numa quase guerra civil para impedir a vitória de Freitas do Amaral quando este afinal é hoje um dos conselheiros do PS! E para quê! Para criar o soarismo, o equívoco hipócrita de que só um PS de socialismo na gaveta poderia governar Portugal. Afinal bastaria que Portugal viesse a ser governado pelos portugueses de forma democrática e isso raramente tem acontecido.

 
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    Re: Melo Antunes um dos equívocos do 25 de Abril    Ver comentário
Caldeiradas (seguir utilizador), 1 ponto , 21:00 | Sexta feira, 27 de novembro de 2009
    Re: Melo Antunes um dos equívocos do 25 de Abril    Ver comentário
ajotaef (seguir utilizador), 1 ponto , 21:31 | Sexta feira, 27 de novembro de 2009
    Confusão, razão e história    Ver comentário
Caldeiradas (seguir utilizador), 1 ponto , 21:58 | Sexta feira, 27 de novembro de 2009
    Confusão, razão: Adão & Eva    Ver comentário
ajotaef (seguir utilizador), 1 ponto , 22:41 | Sexta feira, 27 de novembro de 2009
    Re: Confusão, razão e história    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 18:48 | Sábado, 28 de novembro de 2009
    Re: Melo Antunes um dos equívocos do 25 de Abril    Ver comentário
antonius09 (seguir utilizador), 1 ponto , 23:10 | Sexta feira, 27 de novembro de 2009
    Re: Melo Antunes um dos equívocos do 25 de Abril    Ver comentário
ajotaef (seguir utilizador), 1 ponto , 0:04 | Sábado, 28 de novembro de 2009
    Re: Melo Antunes um dos equívocos do 25 de Abril    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 23:23 | Sexta feira, 27 de novembro de 2009
    Re: Melo Antunes um dos equívocos do 25 de Abril    Ver comentário
tocaafalar (seguir utilizador), 1 ponto , 0:12 | Domingo, 29 de novembro de 2009
    Re: Melo Antunes um dos equívocos do 25 de Abril    Ver comentário
ajotaef (seguir utilizador), 1 ponto , 1:54 | Domingo, 29 de novembro de 2009
    Re: Melo Antunes um dos equívocos do 25 de Abril    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 21:30 | Domingo, 29 de novembro de 2009
Coerência
Armando Rocha (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 20:53 | Sexta feira, 27 de novembro de 2009
Agora para manter a coerência só espero que o PR também se digne a não comparecer às cerimónias comemorativas do 25 de Abril.
 
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    Re: Coerência    Ver comentário
Miranda07 (seguir utilizador), 2 pontos , 21:09 | Sexta feira, 27 de novembro de 2009
    Re: Coerência    Ver comentário
Armando Rocha (seguir utilizador), 1 ponto , 21:31 | Sexta feira, 27 de novembro de 2009
    Re: Coerência    Ver comentário
Miranda07 (seguir utilizador), 2 pontos , 22:13 | Sexta feira, 27 de novembro de 2009
    Re: Coerência    Ver comentário
Armando Rocha (seguir utilizador), 1 ponto , 22:22 | Sexta feira, 27 de novembro de 2009
    Re: Coerência    Ver comentário
loiraburra (seguir utilizador), 1 ponto , 11:30 | Sábado, 28 de novembro de 2009
Sintomático
user178221 (seguir utilizador), 2 pontos , 21:36 | Sexta feira, 27 de novembro de 2009
Eu vivi intimamente todos os acontecimentos em que interveio Melo Antunes. Ele foi o principal autor do "documento dos 9" e o grande "motor" do 25 de Novembro. Melo Antunes trabalhou frontalmente contra a ameaça dum governo totalitário do Partido Comunista e foi o principal obreiro duma democracia parlamentar e pluralista em verdadeira liberdade e em moldes europeus. Bem ao contrário daquilo que Álvaro Cunhal bem se esforçou por contrariar. E, portanto, uma democracia que não excluísse nenhuma força política da esquerda à direita, incluindo o P.C. Bem ao contrário daquilo que as forças da nossa direita vingativa bem o desejava, depois do 25 de Novembro.
Cavaco Silva não "navegava" nas águas do 25 de Abril, nem do 25 de Novembro, nem tinha actividade política conhecida. A "vocação" política chegou-lhe mais tarde, quando as lutas políticas já eram mais serenas e pacíficas.
Não admira que não queira estar presente e em presença de distintas personalidades que foram os grandes obreiros da democracia que vai sendo possível ter.
Niuno Costa
 
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Melo Antunes o oposto de Cavaco
userEX113852 (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 22:03 | Sexta feira, 27 de novembro de 2009
Melo Antunes foi um Homen Bom!
Devemos, mais do que a ninguém, a Melo Antunes a sociedade livre, tolerante, democrática e próspera em que vivemos.

Melo Antunes foi o ideólogo do 25 de Abril, o cérebro e estratega da consolidação democrática que, com o 25 de Novembro, impediu a deriva comunista em Portugal.

Cavaco é aquilo que nós sabemos: O homem que vetou a obra de José Saramago, o homem que vetou Melo Antunes para as Nações Unidas, o Homem que dizia estar a ser escutado e que fez aquela triste declaração na segunda-feira pós legislativas.
Miguel Baía
 
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A história está por se fazer mas,
machanga1950 (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 10:48 | Sábado, 28 de novembro de 2009
De facto talvez seja tempo de se olhar para trás e começar a avaliar o que foi verdadeiramente a descolonização, que a revolução subsquente ao 25 de Abril reduziu à sua quadricula original, com os acrescentos norte Atlânticos. E a questão para mim e muito simples, será que alguém tinha o direito de alienar todo esse património e em particular as populações que lá viviam como Portugueses? Bom, não venham com o argumento da luta armada, a que agora se chamaria, já sem contestação de Terrorismo. Muito menos venham argumentar com uma alegada resistência dos naturais de pele negra, porque não corresponde à verdade dos factos, dado que muitos lutaram ao lado das Forças Portuguesas. Para além disso haviam os naturais de pele branca, alguns com famílias lá radicadas há 3 e mais gerações. Gente que lá investiu tudo o que tinha e que de um momento para o outro, sem ter sido minimamente questionada, teve de arrumar a roupa e partir. Mais ainda, agora neste Portugal pequenino de ideias e capacidades, estamos muitos confrontados com uma velhice de miséria, porque os sucessores dos descolonizadores não souberam ou não quiseram desenvolver o país e garantir reformas condignas a quem trabalhou lá e/ou cá. Os antigos Japoneses faziam em sinal de vergonha pela sua derrota Harakiri...
 
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    Re: A história está por se fazer mas,    Ver comentário
Trapezio (seguir utilizador), 1 ponto , 20:32 | Sábado, 28 de novembro de 2009
Cavaco recusou participar na homenagem a Melo Ant.
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 11:36 | Sábado, 28 de novembro de 2009
Quero aqui recordar penso que a última entrevista que Melo Antunes deu e que passou na televisão. Não recordo quem era a jornalista, mas que com uma frase disse tudo o que se podia e pode dizer da descolonização. A certa altura a jornalista dispara com a frase de que a descolonização tinha sido uma tragédia, à qual ele responde com a perguta e a colonização não o foi? Quando das últimas eleições presidenciais num frente a frente entre Cavaco e Mário Soares este o acusa de ser um inculto e que só responde se o assunto for sobre economia, porque se for sobre outro pura e simplesmente cala-se. Confesso que não gostei e pensei para comigo que já se encontrava um pouco Xexé. Reconheço hoje que ele tinha razão, mas também que é bem verdade que se pode enganar alguns durante algum tempo, mas é impossivel enganar todos durante o tempo todo. Pelo andar da carruagem arrisca-se a ser o primeiro Presidente a não ser reeleito depois de 74.
 
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OBRIGADO SENHOR ANIBAL...
zeca´s (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 16:20 | Sábado, 28 de novembro de 2009
Por não ter estado presente na cerimónia de homenagem a Melo Antunes.
O mesmo Melo Antunes que foi Capitão mais anos do que todos os outros, porque ele não fez o 25 de Abril para subir na vida.
Foi este Melo Antunes que nunca quis ser General, porque não ajudou a fazer o 25 de Abril para subir na vida.
Melo Antunes foi um Homem com H, grande.
Hoje passados mais de 35 anos recordo que se calhar estou a escrever estas palavras por sua culpa, sim estava no Norte de Angola, em cima de uma viatura com mais 30 camaradas para ir no encalço de um grupo "terrorista" que provavélmente nos espera numa esquina algures no meio de capim e mato para nos embuscar e sabe Deus o que aconteceria depois.
A sua perspicácia quando lhe foi pedido ordem para avançar, felo dizer que " não senhor", amanhã vem os Páras de Helicopetro e fazem o serviço sem correr riscos...
E assim foi...foram mortos mais de 100 "turras" encurralados que foram entre um rio e a montanha.
Foram eles porque senão seriamos nós...
Restou-nos ir a seguir recuperar cerca de 70 arma e...regar os corpos com gasolina (porque os corpos estavam ao fim de 2 dias a entrar em decomposição) e chegar-lhes o fogo, porque ao lugar éra impossivél de chegar de viatura.
Por isso mesmo e não só, Melo Antunes passou muito bem sem a sua presença.
Pela minha parte e pela parte de muitos ex-Soldados da Guerra no Ultramar, só espero que Melo Antunes esteja melhor na sua última morada do que quando passou por este inferno chamado PORTUGAL.
 
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DOIS PRs E DUAS POSIÇÔES: A CLARA E A OBSCURA
NJP (seguir utilizador), 2 pontos , 22:02 | Sábado, 28 de novembro de 2009
Seria preocupante que Cavaco Silva aceitasse presidir ao Colóquio pois o nível político e histórico baixaria drasticamente. Não tem ideias próprias, refugia-se p+ermanentemente em l.ugares comuns, nunca decide com convicção, uma desgraça recorrente, a opinião dos portugueses sobre ele é marcante, ao colocá-lo como a pior imagem de sempre.
Não votei e lamento que Sócrates tenha colocado um presidente amigo em Belém, lançando Soares como manobra de diversão para retirar votos a Alegre e assim conviver com o seu antigo correlegionário do PSD.
Cavaco não tem capacidade para perceber o que Melo Antunes representou política e intelectualmente ao se retirar sem rancores ao contrário de Cavaco, quando o sentido do voto o empurrar de Belém, nas próximas eleições.
O General Doutor António Ramalho Eanes merece o meu profundo respeito demonstrando saber que a História não se reescreve com pacovinices obtusas, na sua independência mostrando que ainda tem uma palavra a dizer no futuro e em Belém.
Todos ganharíamos em ter a honestidade e o carácter de novo em Belém. É tempo de pensarmos nisso.
 
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    pornocracia semântica    Ver comentário
ajotaef (seguir utilizador), 1 ponto , 1:52 | Domingo, 29 de novembro de 2009
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