A PSP de Castelo Branco, dando cumprimento a um mandado de busca a uma residência, apreendeu esta semana diverso material, produto de vários furtos.
Móveis, loiças, têxteis-lar, artigos de decoração, vestuário, acessórios, entre as peças apreendidas encontrava-se de tudo um pouco.
O material apreendido diz respeito a três assaltos a uma mesma residência, em Castelo Branco, e a um outro furto também em residência, registado na zona de Oleiros.
A história deste caso chegou ao Reconquista, pela voz de uma das alegadas vítimas, a quem vamos chamar "Maria", de Castelo Branco que, por considerar esta situação tão "fora do comum", não quis que passasse incólume.
Maria conta que a primeira vez que a sua vivenda foi assaltada foi em Março deste ano, "tendo os assaltantes, na altura, levado sobretudo ouro, num valor entre 12 a 17 mil euros", tendo sido esta também a primeira queixa que apresentou na PSP.
Em Agosto, foi para a Suíça, ter com o marido e os filhos, onde ficou até Novembro, mas antes de regressar, a 17 de Novembro, recebeu um telefonema da funcionária do seu estabelecimento comercial, dando conta que a sua vivenda tinha sido novamente assaltada.
"Desta segunda vez levaram mobílias, quadros, bibelôs, candeeiros, colchas, lençóis, toalhas, tudo num valor de cerca de 30 mil euros", acrescenta, tendo sido apresentada nova queixa.
No dia seguinte voltou da Suíça e no aeroporto alugou um carro. "Estacionei-o longe do meu estabelecimento, mas mesmo assim, quando ao final da tarde cheguei ao carro, tinha o vidro partido e a mala tinha desaparecido, mais uma vez", conta, o que a levou mais uma vez à PSP.
Já este mês, "dia 4, houve uma nova tentativa de assalto, mas uma vizinha chamou a polícia, às 2H30, e os ladrões fugiram, mas deixaram uma escada nas traseiras".
Maria não deu conta porque "com o medo que tinha, já não dormia em casa".
Nova queixa foi apresentada, contudo, dois dias depois o terceiro assalto concretizou-se.
"Aqui levaram roupa, calçado ficou tudo praticamente vazio", lamenta Maria, que não consegue esconder a sua revolta e tristeza, camufladas pelos ansiolíticos aos quais se tem agarrado.
"Isto parece um filme de terror e o mais grave é que as pessoas que se faziam minhas amigas, supostamente me ajudavam e sabiam de tudo o que se estava a passar e dos meus passos, que inclusive me davam comprimidos para me acalmar e para dormir, foram as mesmas que me fizeram isto", desabafa, acrescentando que, como não tinha carro, foi este casal que também lhe emprestou uma viatura. Emprestaram-me o carro, mas não tinha bateria, nem seguro, nem inspecção. Eu tratei disso tudo e ainda lhes agradeci".
Contudo, "tem de haver justiça no nosso país. Eles continuam no seu negócio, na sua vida, como se nada fosse, pois também têm uma porta aberta, enquanto eu, que fui vítima disto tudo, não consigo fazer a minha vida normal e estou sem as minhas coisas".
O casal suspeito da autoria destes furtos, mas para já acusado de receptação de material furtado, foi presente em Tribunal e foram constituídos arguidos neste processo, com Termo de Identidade e Residência.
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