Numa primeira fase dispõe de 100 milhões de euros, durante períodos de oito anos, para investir em todas as oportunidades que surjam em diversos mercados, do Leste da Europa ao Brasil e ao continente africano. Esta é a base de partida de Pedro Pinto Coelho para constituir a carteira da recém-criada AGI - Amorim Global Investors.
"Actualmente há muitas oportunidades, desde a recapitalização de negócios saudáveis, que estão a sentir restrições ao crédito, até às empresas que estão a ser negociadas com um grande desconto em relação ao seu valor real, por efeito do ciclo económico que atravessamos", refere Pinto Coelho.
A estratégia de investimento da AGI em cada empresa deve ser balizada por um valor entre 5 milhões e 15 milhões de euros e deverá contemplar uma fase de três a quatro anos, para a consolidação do investimento, e outros tantos anos para procurar oportunidades para desinvestir.
"Portugal tem um mercado demasiadamente pequeno para ter assim tantas oportunidades de grande valorização a médio prazo, razão pela qual faz mais sentido gerir um fundo de capital privado no mercado global", adianta o presidente da AGI.
Um dos maiores mercados, mas também dos mais exigentes, é o brasileiro, onde é preciso recorrer a uma análise bastante sólida para seleccionar as oportunidades mais relevantes.
"Desde o sector alimentar ao imobiliário e à saúde, o Brasil dispõe de um dos mais variados leques de alternativas credíveis para o investidor", considera Pinto Coelho.
Na Europa de Leste, também aumentaram significativamente as boas oportunidades, sobretudo em países como a Hungria, onde a actual conjuntura criou relações custo-benefício quase únicas. Boa parte das oportunidades existentes estão relacionadas com a massiva saída de investidores norte-americanos. Há situações insólitas em que o valor patrimonial líquido é manifestamente superior ao valor de cotação em Bolsa. Em África, as oportunidades estão nos minérios e na agricultura.