O candidato do PS à Junta de Freguesia de Ermelo (Vila Real), suspeito de ter assassinado, domingo, o marido da adversária política concorrente ao cargo, continua a monte, disse hoje fonte da GNR. Segundo a fonte, o efectivo da GNR "continua no terreno" a tentar encontrar o alegado homicida.
Em declarações prestadas domingo à tarde, o tenente Eduardo Lima, do Destacamento Territorial da GNR da Régua, referiu que o suspeito, António Cunha, dirigiu-se às 7h10 à mesa de voto de Fervença e "disparou um tiro de caçadeira que atingiu mortalmente a vítima na cabeça".
A vítima, Maximino Clemente, tinha 57 anos e era marido da presidente da Junta de Freguesia de Ermelo, Glória Nunes (PSD), integrando também a lista social-democrata à Assembleia Municipal de Mondim de Basto.
Manuel António, membro da mesa de voto de Fervença, contou à Lusa que ele e a vítima estavam dentro da assembleia de voto, com a porta aberta, uma vez que ainda faltavam delegados, quando chegou o candidato do PS à Junta de Freguesia de Ermelo.
"Trazia a arma encostada à perna, não proferiu palavra, passou pelas pessoas e alvejou o marido da presidente da Junta, Maximino Clemente. Disparou e pôs-se em fuga", contou.
Eduardo Lima referiu que o carro e a arma do suspeito foram encontrados junto ao mercado de Peso da Régua, sendo que a GNR recuperou mais duas balas de pistola caídas numa rua da aldeia, não se sabendo se estão relacionadas com o caso.
As duas mesas de voto de Ermelo - Fervença e Ermelo - não chegaram a abrir, estando já agendada para o próximo domingo a repetição do acto eleitoral.