De olhos cravados no papel, Sofia Feria, 22 anos, descreve os sonhos que gostaria de realizar no futuro, até porque o presente está bem encaminhado - em Maio, a finalista do mestrado de Gestão com especialização em Finanças começa a trabalhar na EDP.
Mas a ambição fala mais alto e o seu objectivo é seguir uma carreira internacional. É por isso é que está a concorrer à sexta edição do Primus Inter Pares - ganhar um MBA poderá ser uma "porta de entrada" e o trampolim para o sucesso profissional, defende a estudante.
Neste segundo grupo de concorrentes junta-se apenas outra rapariga num total de 10 rapazes. A razão é simples, "desde que começaram a concorrer finalistas de Engenharia a secção masculina entrou em maioria", explica Amândio da Fonseca, administrador executivo da Egor e responsável pela iniciativa do Santander Totta e do Expresso.
Inês Neves, finalista do curso de Gestão da Universidade Católica, confessa que decidiu participar no Primus Inter Pares não só pelo prestígio do prémio, mas pela própria experiência pessoal e pelo contacto com outros colegas. A jovem de 22 anos também tem um pé no mercado de trabalho, com entrada na PricewaterhouseCoopers dentro de cinco meses.
As únicas concorrentes gerem bem a pressão e numa das provas arquitectam a estratégia com os colegas. A tarefa promete - divididos em dois grupos têm que construir uma ponte em cartão que liga dois países, cujos detalhes têm que comunicar entre si via Walk & Talk.
Neste exercício avaliam-se parâmetros como a criatividade, capacidade de comunicação e inteligência emocional. "Testa-se ainda a tripla dimensão, ou o chamado critical thinking que analisa a relação do eu com a tarefa, com os outros e com ele próprio- uma componente muito ligada à inteligência emocional e vital no mundo empresarial", acrescenta Amândio da Fonseca.