A cada dia, surgem no Brasil 19 novos milionários. A conclusão é da revista "Forbes", que aponta como principais responsáveis por este fenómeno o crescimento do consumo e a alta do PIB (Produto Interno Bruto).
Outro fator apontado pela "Forbes" é os altos salários pagos a quadros de empresas e bancários, que muitas vezes ultrapassam os vencimentos dos congéneres nos EUA.
De acordo com a revista norte-americana (ranking de 2011), o Brasil tem 137 mil milionários e cerca de 30 bilionários, estando 70% da riqueza do país concentrada em São Paulo e no Rio de Janeiro.
A estatística dos 19 milionários/dia foi feita considerando a riqueza individual, incluindo investimentos, propriedades, poupança e outros ativos, além do dinheiro propriamente dito.
Empresas emergentes
A revista ressalta que se trata de milionários em termos da economia brasileira. A pesquisa levou em conta que milhão de reais, moeda local, corresponde a 540 mil dólares (405 mil euros). "indivíduos com património entre 539 mil e 2,7 milhões de dólares formam o grupo de novos milionários".
A reportagem publicada no site da revista norte-americana cita uma conferência de bancos privados da América Latina, realizada na passada semana, durante a qual Guilhermo Morales, chefe de operações do Millenium BCP, disse que o consumo no Brasil continua a crescer fortemente, aumentando a fortuna de comerciantes, banqueiros e empresários.
"Há muitas empresas emergentes que estão a crescer muito rapidamente, especialmente no sector da venda a retalho, mas também na área da saúde, construção e outras indústrias básicas", afirmou.
Economia cresce mas arrefece
De acordo com a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), a economia brasileira está a enfrentar um arrefecimento devido à crise internacional, e essa mudança resultará num crescimento de 3,4% neste ano e de 3,2% em 2012.
Os números avançados pelo relatório semestral da OCDE representam uma revisão para baixo das expectativas que o mesmo organismo apresentou em maio, quando projetou uma progressão do PIB do Brasil de 4,1% em 2011 e de 4,5% em 2012.
Num capítulo dedicado as economias emergentes, citado pela revista "Veja", a OCDE - que prevê aumento do PIB do Brasil de 3,9% em 2013 - destaca que a demanda interna será o motor da economia brasileira, graças à expansão do crédito e ao aumento da receita do trabalho, e em menor medida do investimento.