O Conselho Geral e de Supervisão do Millennium BCP vai reunir-se hoje e a situação de Armando Vara no banco, cujo mandato foi suspenso a seu pedido devido ao alegado envolvimento no caso 'Face Oculta', poderá ser analisada.
O órgão presidido por Luís de Melo Champalimaud aceitou a 11 de Novembro o pedido de suspensão do mandato de vice-presidente de Armando Vara apresentado no início desse mês, tendo procedido à nomeação de Miguel Maya, até então vogal do conselho de administração, como seu substituto.
Hoje, o Conselho de Supervisão volta a reunir-se, conforme confirmou a agência Lusa, e poderão haver novidades sobre um eventual levantamento da suspensão temporária de funções no banco requisitada pelo próprio Armando Vara.
Rede tentacular da sucata
A PJ desencadeou a 28 de Outubro a operação 'Face Oculta' em vários pontos do país, no âmbito de uma investigação relacionada com alegados crimes económicos de um grupo empresarial de Ovar que integra a O2-Tratamento e Limpezas Ambientais, a que está ligado Manuel José Godinho.
No decurso da operação foram efectuadas cerca de 30 buscas, domiciliárias e a postos de trabalho, e 15 pessoas foram constituídas arguidas, incluindo Armando Vara, ex-ministro socialista e vice-presidente do BCP, José Penedos, presidente da REN - Redes Energéticas Nacionais, e o seu filho Paulo Penedos, advogado da empresa SCI-Sociedade Comercial e Industrial de Metalomecânica SA, de Manuel José Godinho.
Um administrador da Indústria de Desmilitarização da Defesa (IDD) também foi constituído arguido no processo "Face Oculta".