23/02/2012 atualizado às 3:54
Análise

Alegria de uns, desespero de outros

Balões são armadilhas de morte

A popularidade do que, até recentemente, não passava de um inocente brinquedo de criança, começa a ter consequências sérias no bem-estar de um número crescente de animais.

Élio Vicente, biólogo marinho / director de Ciência e Educação do Zoomarine
18:05 Quarta feira, 13 de agosto de 2008
Os golfinhos estão entre as espécies ameaçadas pelos balões
Os golfinhos estão entre as espécies ameaçadas pelos balões
Zoomarine

Lembram-se da primeira vez que brincaram com um balão? Eu não... Mas como sempre foi um dos meus brinquedos favoritos, estou convicto que me fascinou desde o primeiro momento...

Para mim, os balões sempre foram objectos mágicos que, com diferentes cores e feitios, desafiando as leis da física e a minha imaginação, divertem qualquer um. No entanto, nos últimos anos tenho desenvolvido um pequeno ódio a esses pequenos flutuantes mundos (que ora encerram hélio ora vulgar ar)...

A razão é simples: a popularidade do que, até recentemente, não passava de um inocente brinquedo de criança, começa a ter consequências sérias no bem-estar de um número crescente de animais (estima-se que dezenas de milhar, anualmente) e é uma fonte extra (e frívola) de poluição.

Sim!, isso mesmo - a alegria de crianças e adultos começa a significar o sofrimento e a morte de aves, peixes, tartarugas, golfinhos, focas e muitos outros seres vivos que têm o azar de ingerir, asfixiar ou ficar preso num balão usado.

O caso começa a ser ainda mais grave pois já se institucionalizou em Portugal uma nova "moda" (ler "ameaça"): as largadas de balões com Hélio, para que possam subir, subir, subir... Eles são festas de aniversários, arraiais populares, festas empresariais, casamentos e até tentativas de recordes internacionais (lembram-se, muito recentemente, de se ter tentado bater, em Coimbra, o recorde Ibérico de lançamento de balões? Supostamente, seriam 200'000 numa só tarde - DUZENTOS MIL!!!!).

Espantosamente, até nas escolas as crianças já vão sendo incentivadas a lançar "mensagens de esperança" (humanitárias, culturais ou, ironicamente, ambientais), sem os seus educadores se preocuparem nas implicações de tais actos.

Mas qual é, afinal, o problema?O problema é que o que sobe também desce! E depois de uma muito rápida euforia (de dois, cinco, dez minutos, no máximo?!) ninguém se lembra mais do balão (ou dos 10, 250, 5'000 ou 200'000 que foram largados)... A Natureza tem, porém, de lidar com eles - e não será apenas por minutos. Por vezes, será durante meses ou anos.

E para onde vão os balões? O que lhes acontece? Simples: os balões rebentam e caem! Caem e ficam presos nas árvores. Caem e aterram em rios, lagos e lagoas! Caem e invadem pastos e zonas de reprodução. Em suma, caem e tornam-se lixo. Lixo não biodegradável... E são, todos os anos, milhares! Um fenómeno crescente nos países ditos "desenvolvidos".

Tudo para uns efémeros e banais momentos de "beleza visual"... Mas haverá MESMO necessidade destas largadas? Eu defendo que não vale a pena prejudicar (directa ou indirectamente, por desconforto, doença ou mesmo morte) milhares de animais por umas fugazes acções sociais sem qualquer benefício (a não ser, quiçá, o reforço do egoísmo humano...).

Por isso mesmo, fica o apelo de um Élio: não usem Hélio! Brinquem com balões, mas não os deixem subir. Encantem as crianças, mas não lhes ensinem a poluir. Alegrem uma festa, mas não danifiquem o ambiente envolvente. Brinquem com balões, mas não os transformem em instrumentos do mal. Porque o que sobe, também desce - e pode matar!

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As largadas dos balões não prejudicam o ambiente
Alainbalões (seguir utilizador), 1 ponto , 16:04 | Sábado, 16 de agosto de 2008
Informo o nosso enorme desagrado quando após ler o seu artigo tem informação errada, os balões não são biodegradáveis em geral e que o sofrimento e a morte de aves e outras animais “E Mentira”.

Eu gostaria de expressar a minha oposição forte a seu artigo que a proposição que proibiria a largada de uns ou grandes quantidades de balões enchido com gás mais leve que o ar. A pesquisa mostra que os balões não constituem o lixo sério ou problemas ecológicos.

Empresas multinacionais dos balões desenvolveram padrões para largadas dos balões a fim de minimizar seu impacto no ambiente. Estas directrizes recomendam o uso de balões auto-amarrados, biodegradáveis e sem acessórios, de incluir cordas, de plásticos ou de outros objectos tornados mais pesados.

Os balões usados para largadas são feitos do látex, não plástico. O látex é um material natural de 100 por cento feito de uma substância leitosa da árvore-da-borracha em um processo similar a fazer o xarope. Desde que o látex é inteiramente biodegradável, um balão de látex enchido tem uma decomposição na taxa mais ou menos idêntica como uma folha do carvalho sob circunstâncias similares.

A pesquisa mostrou que quando um balão é largada, a maioria sobem aproximadamente a 8 quilómetros na atmosfera até que o ar frio faça com que estoure em partes pequenas incontáveis. Estas minúsculas partes flutuam de volta à terra sobre uma vasta área e degrada junto com a folha e outros produtos naturais.

Nos E.U.A. aonde os balões tem ainda mais popularidade; o centro para a limpeza de âmbito nacional da praia e conservação marinha indica que o número de balões que estão sendo largadas no ambiente está declinando baseada na quantidade de fragmentos do balão que estão sendo colectados. Em 1997 voluntários colectarem mais de 125.501 copos de polystyrène e 1.326.695 pontas de cigarro, mas em balão apenas 30.324 partes de mais de 11000 quilómetros de linha costeira. Da quantia de 5 milhão de partes de restos colectados, a quantidade de balões e de um meio de um por cento.

Quando executadas sob as circunstâncias recomendadas, as largadas dos balões não prejudicam o ambiente ou a vida marinha. A indústria do balão e outros investigadores gastaram tempo considerável em investigações contra reivindicações que os balões causaram a morte de uma criatura do mar. Mesmo que nenhuma reivindicação sustente, muitas pequenas empresas em todo o país estão prejudicados financeiramente por tais reivindicações erróneas.

Atentamente,

Alain Derom
aderom@alainbaloes.com
 
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    Re: As largadas dos balões não prejudicam o ambien    Ver comentário
LJT (seguir utilizador), 1 ponto , 1:50 | Terça feira, 19 de agosto de 2008
    Re: As largadas dos balões não prejudicam o ambien    Ver comentário
Alainbalões (seguir utilizador), 1 ponto , 14:29 | Terça feira, 19 de agosto de 2008
    Re: As largadas dos balões não prejudicam o ambien    Ver comentário
LJT (seguir utilizador), 1 ponto , 13:11 | Quarta feira, 20 de agosto de 2008
Balões
vicente1970 (seguir utilizador), 1 ponto , 13:50 | Domingo, 17 de agosto de 2008
MAs afinal os balões são ou não biodegradáveis?!?! Fazem ou não mal à vida marinha?!?!
A industria diz que não... a ciencia diz que sim.... qual delas diz a verdade?
 
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    Re: Balões    Ver comentário
Alainbalões (seguir utilizador), 1 ponto , 20:20 | Domingo, 17 de agosto de 2008
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