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Autoestradas eficientes

O artigo O Desafio dos Veículos Eléctricos Autónomos está interessante, não só pela imagem da Marta a sair do alfa pendular e pedir um transporte para a FIL, que ilustra como poderia ser uma sociedade em que a condução autónoma fosse uma realidade. Entretanto, continuo hoje a falar-vos sobre condução autónoma, a ideia de hoje tem a ver com o aumento que poderíamos ter na eficiência das autoestradas.

Carlos Cardeira
10:55 Sexta feira, 16 de outubro de 2009

Há momentos em que viajar numa autoestrada pode ser uma tarefa bastante agradável.

Uma autoestrada relativamente pouco movimentada, passando por zonas do interior onde nunca houve vias com esta qualidade, podendo desfrutar de paisagens novas, rodando calmamente em Cruise Control ouvindo a nossa emissão de rádio favorita (ou previamente gravada). Um sossego, um conforto com que os nossos antepassados bem gostariam de ter podido desfrutar.

Infelizmente, mais tarde ou mais cedo, lá nos aproximamos de um grande centro urbano e aquele sossego e momentos de prazer tornam-se agora numa infinidade de veículos, mais ou menos ordeiramente dispostos em longas filas longitudinais onde o mudar de faixa é uma manobra que implica alguns desafios, enfim, trânsito tipicamente lento, longe de ser uma boa forma de chegar ao destino de forma calma e descontraída.

Ora também aqui a condução autónoma poderia ser uma boa solução. Na verdade, mesmo numa autoestrada congestionada, o índice de ocupação do solo por carros não ultrapassa os 10%. Parece incrível, mas é verdade, mesmo numa autoestrada congestionada, a maior parte do espaço é vazio, fruto da distância que é necessário deixar para o veículo da frente como da distância entre faixas que é bastante mais larga que os veículos.

Se essas distâncias são essenciais por segurança, uma vez que o ser humano é imprevisível na condução, em condução autónoma essas margens poderiam ser mais reduzidas, passando a ver faixas (ou mesmo autoestradas inteiras) em que os carros, ao entrarem, passassem obrigatoriamente para o modo de condução autónoma, levando tranquila e muito mais rapidamente, os veículos todos a bom porto, optimizando o tráfego e as mudanças de faixas dos veículos.

Porque se os nossos antepassados muito gostariam de ter as nossas facilidades de locomoção, já começo também a ter inveja dos meios de transporte autónomos que os nossos descendentes terão à sua mercê.

 

Nota:O conteúdo deste blogue é da inteira responsabilidade da Sociedade Portuguesa de Robótica
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