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Autárquicas/Vilar de Mouros: Carlos Alves (CDU) deixa presidência da Junta após 20 anos

Porto, 06 Jun (Lusa) - Carlos Alves (CDU) revelou hoje à agência Lusa que não se vai recandidatar à presidência da Junta de Freguesia de Vilar de Mouros, Caminha, cargo que conquistou há 20 anos ao PSD.

Lusa
17:00 Segunda-feira, 6 de Jul de 2009
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Porto, 06 Jun (Lusa) - Carlos Alves (CDU) revelou hoje à agência Lusa que não se vai recandidatar à presidência da Junta de Freguesia de Vilar de Mouros, Caminha, cargo que conquistou há 20 anos ao PSD.

"A razão principal é que já estou na Junta de Freguesia há cinco mandatos e pensámos, eu e a estrutura partidária, que seria a altura de dar lugar a outro", disse Carlos Alves, frisando que se mantém disponível para colaborar na resolução dos problemas da terra.

Carlos Alves referiu que se irá manter na lista da CDU (no quinto lugar, a CDU elegeu sete elementos nas eleições de 2005), que será liderada pela actual tesoureira da junta, Amélia Guerreiro.

Professora no Colégio de Campos, Vila Nova de Cerveira, Amélia Guerreiro é natural e residente em Vilar de Mouros, tendo presidido à Assembleia de Freguesia oito anos, entre 1997 e 2005.

Vilar de Mouros é a única freguesia liderada pela CDU a Norte de Viana do Castelo, cidade onde a coligação preside a outra junta, de Santa Maria Maior.

Carlos Alves garantiu que a decisão de não se recandidatar "nada teve a ver com as divergências com a Câmara de Caminha", presidida pela social-democrata Júlia Paula Costa, sobre a organização do Festival de Vilar de Mouros.

Eleito pela primeira vez presidente da Junta de Freguesia em 1989, Carlos Alves teve uma participação activa no relançamento do Festival de Vilar de Mouros em 1996, numa edição comemorativa dos 25 anos do chamado "Woodstock" português.

O mais antigo festival português de música ao ar livre assumiu a partir de 1999 periodicidade anual, interrompida com o cancelamento da edição de 2007, na sequência de divergências entre a produtora Portoeventos, a Junta de Freguesia de Vilar de Mouros e a Câmara de Caminha.

Estas divergências só foram sanadas este ano, com a assinatura de um protocolo entre as três entidades, mas ainda nada está decidido sobre a estrutura que irá organizar as próximas edições do festival.

"O festival já teve esta interrupção de três anos e foi demais. Pela nossa parte, estamos com muito interesse em que as coisas se resolvam. Chegámos a propor que se realizasse o festival ainda este ano, mas não tivemos resposta da parte da câmara", afirmou Carlos Alves.

FZ.

Lusa/Fim

Palavras-chave  politica
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