"O que queremos é o anúncio dos novos hospitais Oeste Norte e Oeste Sul", afirmou o responsável, adiantando que os investimentos na saúde previstos no Plano de Acção para o Oeste estão atrasados.
Carlos Lourenço diz compreender os atrasos nas decisões, resultado de "três eleições, tomadas de posse e férias", mas agora "já chega". Os autarcas vão mudar de táctica e passar a pedir prazos ao governo pois querem ver a situação clarificada.
Caso as localizações não sejam anunciadas, ponderam tomar outras medidas e "justifica-se uma audiência ao primeiro-ministro", refere o presidente da OesteCIM.
Após a reunião da Comissão de Acompanhamento da Ota mais quatro (que se realizou há duas semanas) os autarcas oestinos querem a presença regular, nas Caldas, dos governantes. "Pretendemos ter com alguma regularidade, se preferível mensal, a vinda de ministros ou responsáveis de determinadas áreas para trabalharmos sobre esses investimentos", afirmou Carlos Lourenço, especificando que após a ministra da Saúde, querem a presença do ministro das Obras Públicas para tratarem de assuntos relacionados com a Linha do Oeste. Prioritárias são também a Agricultura e o Ambiente.
O responsável acredita que o acordo firmando em Setembro de 2008 entre o primeiro-ministro José Sócrates e os autarcas oestinos é para cumprir. "Sou uma pessoa de boa fé e acredito nas pessoas".
De acordo com Fernando Costa, presidente da Câmara das Caldas, há o "sentimento de algum atraso de todo o programa", defendendo o diálogo com os ministros para tentar resolver este impasse. Já o seu homólogo de Óbidos, Telmo Faria, considera que o Oeste "tem estado muito quieto". Considera que esta é das regiões que mais produz no país e mais riqueza cria, mas "não podemos só dar, temos que ter investimento". Defende que está na altura de ter atenções por parte do poder central e destaca que "há questões que se não forem resolvidas fica um sabor amargo na boca dos representantes políticos".
Também o presidente da Câmara de Alcobaça, Paulo Inácio, acha que é tempo para tomar decisões. "Hoje ficou garantido que a Ministra da Saúde vinha reunir connosco durante o mês de Fevereiro para tomar decisões, pelo que vamos aguardar".
"Todos estamos preocupados", afirmou António José Correia, presidente da Câmara de Peniche, defendendo uma clarificação sobre o novo hospital. "É importante que a ministra traga calendarizações e a metodologia para a escolha definitiva do local", considera o autarca.