António Feio não resistiu ao cancro no pâncreas que o minava desde há cerca de um ano. Ator e encenador morreu quinta feira à noite, aos 55 anos. (Veja vídeos SIC no final do texto)
António Feio morreu no Hospital da Luz, onde estava internado desta terça-feira
Ana Baião
O ator António Feio morreu na quinta feira à noite, no Hospital da Luz, em Lisboa, onde estava internado desde terça feira, informou hoje a produtora UAU, em comunicado.
António Feio, que sofria de um cancro no pâncreas há cerca de um ano, morreu às 23h40, na unidade de Cuidados Paliativos do Hospital da Luz.
Perda pesada
O presidente da Sociedade Portuguesa de Autores lamentou hoje a morte de António Feio, uma "perda pesada" de quem "ajudou muitos jovens a irem ao teatro" e se revelou com "um talento especialíssimo para a comédia".
"O teatro português perde um dos seus atores mais versáteis e também um encenador muito experiente e inspirado e com um talento especialíssimo para a comédia. Uma comédia moderna, ágil, de costumes, muito virada também para o nonsense (disparate), para o jogo com a linguagem do quotidiano, coisa que aconteceu muito com a 'Conversa da Treta' (na qual António Feio fez dupla com o ator e amigo José Pedro Gomes)", afirmou José Jorge Letria.
Em declarações à agência Lusa, o também escritor elogiou a "imagem muito popular" que António Feio tinha entre os jovens. "Ajudou muitos jovens a irem ao teatro, isso torna esta perda ainda mais pesada", frisou.
Relembre aqui a entrevista que António Feio deu ao Expresso em Maio de 2009
O cancro é daquelas doenças em que se sabe que " a morte está á nossa frente".Mesmo assim ,António Feio, na sua exposição pública ,tratava-a como se assim não fosse,querendo dizer que isso "é conversa da trêta" e o que faz falta é olhar para a vida, agarrá-la e caminhar nessa estrada coletiva, onde cabe toda a Comunidade, se ela souber ser solidária e fraterna , no respeito e dignidade de cada um.
Nã sabía bem o que escrever em sua homenagem,e lembrei-me desta citação de CHARLIE CHAPLIN;
" A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios.
Por isso,cante,dance,ria,chore e viva intensamente,antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos"
Apesar da morte ser a única certeza quando nascemos, só agora consegui escrever algo sobre este caso. Não vale a pena repetir do tanto que já se disse e da perda que acaba de acontecer a todos. A maneira como enfrentou a doença deve ser um exemplo para todos nós, mesmo que tenha sido tão bem representada. É injusto partir tão cedo quando ainda havia tanto a fazer. No entanto não serás esquecido tão cedo, como tão cedo partiste. Se existe o Além dá saudades ao Raúl e à Amália, pois ainda não foram, nem serão esquecidos tão cedo. Só me resta acrescentar que a vida é uma treta.
O cancro no pâncreas não deu tréguas, mas António Feio nunca mostrou as suas fraquezas e, sim a sua força e coragem para lutar contra a sua doença.
Vi alguns comentários na noticía sobre Antonio Feio em que uma pessoa perguntava porque António feio não os poderia fazer aqui em Portugal?
A resposta era a sua força e coragem.
Parece impossível, mas são pessoas fortes, determinadas, e por vezes são elas que nos dão a nós forças.
Oxalá todos consigam ver o lado bom (se é que existe), que consigam estar "em alta" e transmitir essa força que este Senhor SEMPRE MOSTROU EM VIDA. Nem sempre é assim e há momentos em que eles e nós nos vamos abaixo, até porque ninguém tem qualquer garantia de não ter de passar por situações iguais e/ou parecidas.
Força a todA A TODA A FAMILIA ENLUTADA e, que tenhamos a luçidez de "sermos saudáveis" nos nossos comportamentos e atitudes).
Todo o bem que trouxeS-TE DURANTE A VIDA,
toda a expressão do humano sofrimento.
Nós nunca te esqueceremos
como um vôo de andorinhas num dia de céu nevoento.
Anoiteceu de súbito. Acabou-se tudo.. A miragem do deslumbramento...
A tua passagem na vida não se pautou pelo esquecimento;
Agora a saudade ainda será mais forte mas jamais esqiueceremos o que fizeste em vida.
Sofre de ânimo forte, alma tranqüila!
Resumem-se na lembrança de um momento
a alegria que nos transmitias. Olha a noite: ela cintila.
Nossos Pais descobrem que um ser está para nascer e trazer às suas vidas um brilho de luz.
A cada sorriso, palavra, olhar ou suspiro, uma cascata de lágrimas parece inundar seus olhos de alegria.
Crescemos e a busca pela independência é cada vez mais clara. Parece que nos distanciamos de quem nos ama. Esquecemos de dizer que os amamos.
Mas um dia nossos entes queridos se vão. Quando menos esperamos e sem aviso, Deus nos leva o que mais amamos.
No nosso peito apenas a dor de um punhal que a cada "meus pêsames".
Transmitimos a cada gota de sangue do nosso corpo a culpa de nunca ter dito: "amo-te", "preciso de ti", "preocupo-me" e, como se não bastasse, vem a frase mais forte: "a culpa foi minha".
Nossos sonhos caem por terra, nossa independência parece perder a importância.
E a resposta para essa dor? O tempo e uma certeza:
Quando amamos transmitimos em pequenos actos e gestos, e as palavras não importam;
Quando precisamos de alguém, sentimos sua presença, e as palavras não têm sentido;
Quando nos sentimos abandonados, surge uma palavra ou um gesto e descobrimos que nunca estaremos sós.
E a culpa? É da vida que tem início, meio e fim. A nossa culpa está apenas em amar e sentir perder alguém.
Mas o tempo é remédio e nele conquistamos o consolo.
Os nossos sonhos ganham aliados, a nossa independência ganha acompanhantes, a nossa vida conquista anjos. E no fim apenas a saudade e uma certeza:
Não importa onde estejam, estarão sempre connosco.