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As saídas do Bloco

A saída da NATO, defendida pelo Bloco de Esquerda, seria um passo gigante para o abandono dos ideais de liberdade e democracia que construíram o Ocidente.

Tiago Moreira Ramalho (www.expresso.pt)
9:01 Quinta feira, 9 de setembro de 2010

Independentemente do que consideremos acerca dos submarinos, a verdade é que uma saída da NATO, tal como o Bloco de Esquerda defendeu na sua manifestaçãozinha no Chiado, seria um retrocesso civilizacional tremendo. São organizações como a NATO, a União Europeia e a ONU, que em si contém todas as outras sub-organizações como o FMI e a OMC, que permitem que Portugal, uma promessa de paraíso comunista nunca concretizada, se mantenha no acertado trilho da democracia liberal. Mais do que servir de defesa a ameaças exteriores, o que não é, de todo em todo, pouco, dada a nossa estrutural fraqueza militar, a NATO é a ponte entre a nossa recente democracia e um mundo que não sabe viver de outra forma. Abandoná-la, mais do que um risco militar, seria um risco político, seria a capitulação do ideal democrático em Portugal. A seguir a tal saída, continuaríamos com a nossa proverbial "Diplomacia Económica", estranhamente associada a ditaduras socialistas, e o sonho dos cunhais desta vida teria asas para voar.

Esta proposta já constava no programa eleitoral do Bloco de Esquerda. Naquele programa secundado por 10% da população portuguesa, que seguramente vê no Bloco de Esquerda essa força inspiradora, essa revolução de casa de banho, essa organização guiada por gente brilhante a quem parecem ter sido dados cérebros arrancados de sepulcros franceses e russos. A juventude, qualidade que não é apenas própria dos que têm poucos anos de vida, vai atrás, claro. Acreditam que a proposta é "pacifista" e não estratégica. Enganam-se. Redondamente. O Bloco quer sair da NATO não pelo pacifismo, mas por a saber um freio tremendo à sua febre estatizante. Se houvesse por aí um Pacto de Varsóvia, Louçã e companhia não pensariam segunda vez. Mas isso, claro, fica fora dos cartazes, que a droga tem de ser aumentada em doses pequenas, para não criar má reacção.

Palavras-chave  Blogues, Política, Portugal 2009
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As bandeirs do Louçã
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 9:20 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
O Louça vai mudar de ideias, se Sócrates o convidar para o Governo.
 
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Louçã é uma vuvuzela...
makiavel (seguir utilizador), 2 pontos , 9:36 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
Faz barulho que se farta, é irritante até à exaustão, devia estar em silêncio mas insiste em soar alto, aparece quando queríamos escutar outras coisas mais interessantes.

É impossível deixar de o ouvir quando produz sons desconexos, tal como as vuvuzelas...
 
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Revisitando o PREC no Aparelho de Estado
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 9:55 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
É sabido que a saída do nosso país da OTAN (ou será mesmo da NATO?) seria “um retrocesso civilizacional tremendo”, assim como é sabido que o que o trotskista Louçã quer é enfraquecer-nos para cairmos nas garras dos estalinistas do Pacto de Varsóvia ou/e não ter entraves à sua “febre estatizante”, e que o “sonho dos cunhais desta vida teria asas para voar” como aconteceu em vários países não membros da OTAN como no Chile de Allende...
Rola os dados, ó meu, diria um jogador de Poker! Talvez um dia acertes...
 
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    Re: Revisitando o PREC no Aparelho de Estado    Ver comentário
Rio Grande (seguir utilizador), 1 ponto , 3:08 | Sexta feira, 10 de setembro de 2010
Puxe o autoclismo, sff.
osonodomonstro (seguir utilizador), 1 ponto , 10:36 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
Portugal entrou para a NATO antes do 25 de Abril. Aliás, muitas das armas com que a ditadura sustentou a Guerra Colonial tinham proveniência "democrática". A ditadura militar turca também se inscreveu na NATO. Assim, seja honesto: NATO não é sinónimo de Democracia. O "Pacto de Varsóvia" também não, mas se tivesse um pouco de conhecimento sobre a história dos movimentos políticos em Portugal não faria a sugestão que fez. Não é preciso ser fã de Louçã, basta ser-se rigoroso. Não me "cheira" que goste do homem mas respeite a inteligência de quem tiver o acidente de o ler.
Até porque: lá porque se diz que é o melhor local para pensar, acho um pouco arriscado utilizar o sítio para escrever. Na casa-de-banho arrisca-se a não conseguir perspectivar o mundo e as ideias para além do cerco confortável do cubículo cujo ar respira.
E, sim, não precisamos dos submarinos a não ser para brincar nas manobras da NATO. Prioridades, é o que um país pobre tem de ter!
 
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Tanta Ignorância...
PASe7e (seguir utilizador), 1 ponto , 12:35 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
1. Meter no mesmo saco a NATO, a ONU e a UE é mais ou menos o mesmo que meter no mesmo saco um pepino e uma palmeira! Afinal ambos são do reino vegetal!
2. Portugal aderiu à NATO quando era uma ditadura fascista governada por Salazar. Suíça e Suécia nunca fizeram parte da NATO. A França abandonou a NATO no tempo de de Gaulle. Não sei se Tiago Ramalho desconhece estes simples factos ou se pensa que no tempo de Salazar vivíamos numa “democracia liberal”, que Suíça e Suécia são o “sonho dos cunhais” e que a França passou por uma fase proto-comunista no tempo de de Gaulle. Em qualquer dos casos, é grave.
3. Na parte final deste artigo Tiago Ramalho, para além de alguns insultos de muito baixo nível, faz a pior das demagogias! Não critica o Bloco por aquilo que ele quer ou pensa mas pelas intenções que ele, Tiago Ramalho, lhe atribui! Ainda por cima, demonstra ignorância política ao atribuir a Louçã a vontade de aderir ao Pacto de Varsóvia, se ainda existisse! Louçã é de origem trotskista e, os trotskistas odiavam o Pacto de Varsóvia.
4. Nunca tinha lido nenhum artigo deste senhor. Francamente, não tenho vontade de ler mais nenhum. É que não acho mesmo piada nenhuma a manifestações despudoradas de ignorância.
 
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