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As privatizações que fazem mal ao défice

As privatizações vão fazer o Estado poupar, todos os anos, 170 milhões de euros em juros da dívida. Só a EDP e os CTT dão isso em dividendos. Junte-se a Galp e a Fidelidade...

Daniel Oliveira (www.expresso.pt)
9:00 Quarta feira, 10 de março de 2010

Já ontem aqui falei das privatizações invisíveis . Invisíveis porque foram anunciadas pelo ministro das Finanças à agência de informação financeira Bloomberg mas parecem não merecer a atenção de analistas e jornalistas. Ontem escrevi sobre os efeitos sociais e para a coesão territorial desta medida. Mas uma questão poderia ser levanta: no estado em que estão as nossas finanças públicas, seis mil milhões de euros, que é quanto os cofres públicos poderão arrecadar com estas privatizações, não é coisa pouca.

Não deve ser o único critério - porque este país vai continuar a existir depois e para além do défice e porque o património que se vende nunca mais regressa -, mas pode ser legitimo pensar o que fazer com as empresas que dão prejuízo. E com as que dão lucro? Não é dinheiro que se perde?

Façamos então as contas.

Quanto vamos poupar em juros da dívida pública com a venda das participações do Estado? Segundo o governo, 170 milhões de euros anuais - 0,1 por cento do PIB. Ora, só os CTT e a EDP (a última é detida em vinte por cento pelo Estado) garantiram, em 2009, mais coisa menos coisa, exactamente o mesmo aos cofres públicos em dividendos. Se a isto juntarmos a seguradora da Caixa Geral de Depósitos e a Galp, percebemos que com a venda das suas participações nestas empresas o Estado perde mais do que o que poupa com o todo o pacote de privatizações.

Ou seja, o que se poupa em juros está longe de compensar o que Estado vai perder todos os anos em receitas só com estas empresas. Conclusão: pelo menos a privatização dos CTT, da Fidelidade e das participações do Estado na Galp e na EDP aumenta o défice. Se o problema fosse mesmo o défice, estas empresas teriam seguramente de ficar de fora do pacote de vendas.

Os portugueses não ganham nada com a privatização destas empresas. Nem na economia, nem nas finanças públicas. Resta a outra possibilidade: alguém, que não nós, lucrará com esta decisão. Já sabíamos e confirmamos: a crise orçamental é sempre uma excelente oportunidade para bons negócios.

Palavras-chave  Blogues, Galp, PEC, CTT, edp, privatizações, Fidelidade
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E confrangedor!!!
antespelocontrario (seguir utilizador), 4 pontos (Bem Escrito), 9:52 | Quarta feira, 10 de março de 2010
Esta associacao de aves de rapina rosa e laranja que tomaram de assalto os poderes economico, politico e judicial, ha mais de trinta anos, estao a minar o pais, silenciosamente, como um cancro.

O Estado que vive so dos impostos que cobra, e um Estado em estado precario. Mais ainda, se considerarmos que imensa maioria desses impostos proveem da classe media que a Santa Alianca rosa -laranja, tem vindo esventrar, levando uma parte consideravel para o desemprego e consequentemente, atirando-os do precipicio para cair directamente na pobreza, passando de contribuintes activos a beneficiarios activos, entao a situacao e catastrofica.

Toda a gente sabe que os vao comprar as participacoes do Estado nessas empresas, so pagam os impostos que querem e lhes convem. Movimentam-se nos off-shores como peixinhos em agua nao poluida.

E o povo continua a discutir futebol e a potencia dos motores dos carros a que nao tem acesso.

E realmente confrangedor!!!!!!!
 
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    Meu caro. Tambem teve o meu pontinho..Temos que    Ver comentário
Mordaquikesaileite (seguir utilizador), 2 pontos , 10:22 | Quarta feira, 10 de março de 2010
    Re: E confrangedor!!!    Ver comentário
MUNDO CLEPTOMANÍACO (seguir utilizador), 2 pontos , 12:10 | Quarta feira, 10 de março de 2010
Com as privatizações o Estado fica mais pobre
Mordaquikesaileite (seguir utilizador), 2 pontos , 9:35 | Quarta feira, 10 de março de 2010
e para repôr os lucros que o Estado perde é a população que vai pagar. Afinal qual é a finalidade de mais privatizações?
    Congelam-se os ordenados, as reformas, reduzem-se os beneficios sociais da população para o Estado poupar. Mas depois retiram-se os lucros que o Estado aufere das empresas que se vão privatizar. Podemos concluir que esta manobra vai beneficiar de novo aqueles que têm acumulado riqueza com as anteriores provatizações, à custa da bolsa e de mais sacrificio da população. Mas é ou não é?... isto é trair todo um povo...
 
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Mais um filme......
Alvares_Almeida (seguir utilizador), 2 pontos (Divertido), 9:51 | Quarta feira, 10 de março de 2010
O Comendador Joe já disse que queria tudo e que se a CGD lhe emprestar dinheiro ele compra-a. O homem dos Robalos está a engendrar um plano de asfixia da Galp à custa da "inside information" provinda do expert em Gasóleo o Dr. Gomes do Porto. O Tino de Oeiras vai conseguir um contrato com Galp para patrocínio das "viages" da 3ª idade lá da terra para a Suiça. O Costa vai deixar o Redbull e passará a ser GranaBull, os cornos são parecidos. A família mediática Moniz vai fazer a cobertura destes eventos ao estilo SIC radical versão botox. O Rui Pedro vai com o Figo e o Carneiro no comboio ao circo. O nosso 1º e a Manuela vão viver felizes para sempre... Já diz a sabedoria popular que os opostos atraem-se. Parece que os vejo juntos em Los Angeles a comprar peúgas por 500 € o par. Assim vai a vida nesse belo país chamado Portugal…
 
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    Teve o meu pontinho. Foi mesmo divertido. O que    Ver comentário
Mordaquikesaileite (seguir utilizador), 2 pontos , 10:19 | Quarta feira, 10 de março de 2010
A carta de rendição: o PEC
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 9:55 | Quarta feira, 10 de março de 2010
Estas privatizações vem já na linha da entrega da água ,saneamento e residuos ao sector privado.
Veja-se por ex.o que acontece nas Cãmaras Municipais:liquidados os Serviços Municipalizados,os munícipes tem que telefonar para um Call Center e tentar resolver o seu problema.
O Estado,pela mão de Sócrates e do PS,capitulou perante Bruxelas .Este PEC é uma carta de rendição,sem nenhuma contrapartida e respeito pelas condições do dia a dia da população.
Portugal é um País rural.
Os deputados não tem respeito por essa condição e na sua ignorância,
mudam de opinião como quem muda de camisa,utilizando o ridículo argumento das agências de rating e falando delas como se estivessem no mercado de Trancoso a comprar alheirs da Torre de Moncorvo.
 
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    Re: A carta de rendição: o PEC    Ver comentário
alberto64 (seguir utilizador), 1 ponto , 10:25 | Quarta feira, 10 de março de 2010
As privatizações que fazem mal ao défice
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 10:10 | Quarta feira, 10 de março de 2010
Sem duvida nenhuma que hoje aborda um tema profundamente interessante para todos nós. No entanto prevejo como Santo António que não é mais do que falar aos peixinhos. Aliás isto não é mais do que a continuação da politica dos neoliberais, que lançaram o Mundo nesta crise. Deitaram fogo à casa e depois chamaram os bombeiros para apagar o fogo e a policia para lhe dar proteção e lá vamos todos ter de pagar a irresponsabilidade e incompetência como o caso do BPN e BPP. O que está a ser feito não é mais que tomar um comprimido para aliviar a dor, mas passado o efeito é pior a emenda que o soneto, porque ela regressará com mais intensidade. O capital tem imensa força e duvido que não seja privatizado tudo o que cheire a lucro. Pelo andar da carruagem dentro de algum tempo vão chegar a serviços e bens que agora são impensaveis e estamos cá para ver.
 
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    Ai meu Deus, Toni 2    Ver comentário
maispapistaqueopapa (seguir utilizador), 1 ponto , 12:37 | Quarta feira, 10 de março de 2010
DANIEL, ACORDE! O MUNDO MUDOU
odisseia na terra (seguir utilizador), 2 pontos , 10:43 | Quarta feira, 10 de março de 2010
O Mundo mudou e Portugal insiste em estar acorrentado a esquemas e fórmulas que já pertencem a um passado longínquo. O amigo Daniel acha que ficamos menos independentes e mais dependentes do monstro Capital se as tais empresas ditas de interesse nacional forma parar a mãos privadas. Lamento dizer-lhe que está completamente errado!

Uma das virtudes da globalização é que as fronteiras económicas de um país passaram a ser virtuais e mais assim é quando se está a falar de um país pequeno, periférico e sem modelo económico definido. Portugal só tem a ganhar em dispor de mercado em todas as áreas e sectores. As tais empresas que tanta preocupação lhe merecem vivem sem mercado o que é muito mau especialmente para os consumidores

Hoje manter empresas para simples deleite nacionalista não faz sentido e no caso português as razões para as manter são totalmente falaciosas e prejudiciais. O que devia preocupar o Sr. Daniel é o Mercado e consequentemente o consumidor português.

Esquece-se que tal como os outros vc também é consumidor e é para estes, os consumidores, que as empresas existem. Uma empresa só melhora e consequentemente trata melhor os seus clientes quando tem que se gladiar diariamente no mercado.
 
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    Meu caro o mundo mudou, mas a História universal    Ver comentário
Mordaquikesaileite (seguir utilizador), 2 pontos , 11:39 | Quarta feira, 10 de março de 2010
    Re: DANIEL, ACORDE! O MUNDO MUDOU    Ver comentário
Fernando Torres (seguir utilizador), 2 pontos , 12:02 | Quarta feira, 10 de março de 2010
As patifarias de Wall Street...
Mordaquikesaileite (seguir utilizador), 2 pontos , 11:37 | Quarta feira, 10 de março de 2010
Os Estados salvaram os Bancos e não exigiram comtrapartidas. Os Bancos recuperam uma renovada força contra os Estados. Saqueiam-nos beneficiando da revelação das torpezas que lhes recomendaram. Porque, quando o crédito público diminui, as taxas de juro dos empréstimos aumentam...Assim. a Goldman Sachs ajudou a Grécia, em segrego, a obter no valor de milhares de milhões de euros. Depois, para contornar as regras europeias que limitavam o nivel da dívida pública, a firma de Wall Street aconselhou Atenas a recorrer a artifícios contabilisticos e financeiros. A factura dessas inovações veio em seguida adensar a volumosa dívida grega. Quem ganha e quem paga? Lloyd Blankfein, presidente do conselho de administração da Goldman Sachs, acaba de receber um bónus de 9 milhões de dolares e os funcionários públicos helénicos vão perder o equivalente a um mês de salário.
Fonte-com a devida vénia do "Le Monde Diplomatique"
E entre nós quem paga o que o Estado perde com as privatizações são os funcionários públicos e a população em geral, para já não falar no famigerado BPN, etc...
 
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O Daniel nunca diz tudo....
Bairrada Vigilante (seguir utilizador), 2 pontos , 11:42 | Quarta feira, 10 de março de 2010
...eventualmente por ignorância neste caso mas, quase sempre, por má-fé.

É verdade que com a venda se consegue amortizar a dívida, sendo também verdade que deixamos de receber os dividendos no futuro.

O que ele não diz é que quem deve (como nós) tem que pagar a quem emprestou não só para honrar compromissos (coisas de capitalistas) mas, fundamentalmente, para continuar a ter crédito no futuro.

Também não diz, por exemplo que se a CGD e a PT fosse totalmente privadas, no presente, não tinhamos assunto para atacar o Sócrates (nem eles se "tentavam").

Quanto à CGD então a coisa vem de muito longe, desde favores ao BCP (por várias vezes), até à imposição de militantes (laranjas e rosas, claro), citando só alguns como Carlos Tavares (que obrigou à saída de Sobral Torres), de Mira Amaral (que levou Ferreira Leite a "partir" a CGD ao meio para ele ser também Presidente), Victor Martins (que não percebia nada do assunto), a Drª. Celeste (imposção do "sério" Bagão Felix) e por aí fora até ao presente conhecido.

Claro que o Daniel Oliveira, como bom comunista, defende as EP como campo de acção da CGTP e afins. Porque é que só há greves nas empresas onde há emprego garantido?

É evidente que não se deve defender as privatizações cegas (e de tudo) mas, também como é óbvio, a argumentação não é a utilizada pelo DO, mas sim outra sem a vertente ideológica tão vincada.........

 
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    O meu caro disse tudo. Tocou num ponto crucial    Ver comentário
Mordaquikesaileite (seguir utilizador), 2 pontos , 11:53 | Quarta feira, 10 de março de 2010
Esqueceu-se de uma coisa...
Fernando Torres (seguir utilizador), 2 pontos , 11:51 | Quarta feira, 10 de março de 2010
Uma coisita sem muita importância...irrelevante mesmo..:
Os vencimentos de administradores gerais..directores gerais..sub-directores..assessores..filhas e filhos mais os sobrinhos e as sobrinhas de uns quantos que assim que se licenciam entram nessas PP a ganhar balurdios..todos esses boys e girls que recebem remunerações nalguns casos obscenas..que entram logo com direito a 15 ou mais anos de descontos para a SS..que saiem passado um ano ou dois para outra PP e veem com indmnizações chorudas e uma reformazita para compensar..só assim se explica que hajam por aí uns mamocratas que teem reformas de 3 ou 4 sitios+as indeminizações e ainda ganham na que estão actualmente por picarem o ponto de vez em quanto..
Quem paga essa "orgia" ?..claro..é o "zézinho"..
Claro que as privatizações assustam essas sanguessugas pois dificilmente terão oportunidade de mamarem numa empresa privada como descaradamente mamam nas publicas e PP´s..
Há bocadinho recebi um mail em que um titular de cargo de Estado contratou o filho sem concurso e lá vai o puto mamar quase 8.000 euros por mês..havendo disto no Estado fácil é imaginar o regabofe que vai nas publicas e PP´s..
Aqui há dias afirmei que sei de quem na TAP tenha ido de "férias" á socapa..em voo da Cia. e durante o mês que andou desenfiado ainda recebeu horas extraordinárias..sei de um..e esse um afirmou que isso era prática corrente..
E o "zézinho" a pagar..
 
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    Re: Esqueceu-se de uma coisa...    Ver comentário
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 16:53 | Quarta feira, 10 de março de 2010
    Re: Esqueceu-se de uma coisa...    Ver comentário
Fernando Torres (seguir utilizador), 2 pontos , 17:11 | Quarta feira, 10 de março de 2010
    Re: Esqueceu-se de uma coisa...    Ver comentário
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 3:52 | Quinta feira, 11 de março de 2010
Investidores, especuladores
ManuelVilarinhoPires (seguir utilizador), 2 pontos , 12:03 | Quarta feira, 10 de março de 2010
Eu costumo gostar das crónicas deste cronista que, de uma maneira geral, me parecem equilibradas, inteligentes e cheias de bom senso.
Mas quando entra em temas de economia e finanças, não!
Qual é o problema desta?
Há um princípio básico que relaciona o risco de uma aplicação financeira com o seu rendimento esparado: um investimeno de maior risco tem de ter um rendimento esperado mais alto do que um de menor risco.
Se o rendimento esperado de um investimento em acções, que é incerto, fosse inferior ao de um depósito a prazo, que é garantido, ninguém investia em acções.
Os investidores investem segundo as suas preferências de risco: quem está disposto a corrrer mais riscos pode investir em acções, esperando ganhar mais, quem não quer correr riscos investe em obrigações ou faz depósitos a prazo, aceitando ganhar menos.
Ao vender acções e, com a receita, reduzir a dívida, o estado português está a reduzir o risco dos seus investimentos financeiros e, naturalmente, a reduzir o rendimento esperado.
Porque os dividentos pode ganhá-los, ou não, mas os juros da dívida tem que os pagar sempre.
A receita do cronista para o estado ganhar mais dinheiro, toda a gente a pode experimentar: pede dinheiro ao banco a um juro de x, para o investir em acções onde espera ganhar um rendimento superior de y, e lucrará y-x.
Se o rendimento y se vier a verificar.
Se não, o investidor pode perder tudo e ainda tem que pagar ao banco.
Chama-se a este tipo de investidor um especulador.
 
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    Re: Investidores, especuladores    Ver comentário
MUNDO CLEPTOMANÍACO (seguir utilizador), 1 ponto , 16:52 | Quarta feira, 10 de março de 2010
    Re: Investidores, especuladores    Ver comentário
ManuelVilarinhoPires (seguir utilizador), 2 pontos , 17:59 | Quarta feira, 10 de março de 2010
    Re: Investidores, especuladores    Ver comentário
MUNDO CLEPTOMANÍACO (seguir utilizador), 1 ponto , 11:46 | Quinta feira, 11 de março de 2010
Este homem é um "mister"!
Marco de Salvaterra (seguir utilizador), 1 ponto , 10:01 | Quarta feira, 10 de março de 2010
Mas como é que ninguém - tantos consultores, tantos economistas, tantos juristas, tantos fiscalistas a trabalharem para o governo e oposição - viu esta evidência?

É claro que este homem tem uma visão privilegiada deste tipo de assuntos; ele trabalhou com o filho do primo do padrinho que tinha uma mercearia lá no bairro e foi com ele que aprendeu a fazer contas. Não, não me estou a referir à táctica do peso a mais ou àquela do peso do papel de embrulho ser superior ao peso da mercadoria a pesar, nada disso, refiro-me a contas 1+1=2!

Não lhe é difícil, portanto, fazer a análise desta evidência:

«Quanto vamos poupar em juros da dívida pública com a venda das participações do Estado? Segundo o governo, 170 milhões de euros anuais - 0,1 por cento do PIB. Ora, só os CTT e a EDP (a última é detida em vinte por cento pelo Estado) garantiram, em 2009, mais coisa menos coisa, exactamente o mesmo aos cofres públicos em dividendos»

Óbvio! Simples!

Como é que ninguém viu uma coisa destas, óbvia e simples???

Este homem é um "mister"!
 
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    Interessante...    Ver comentário
Nack12345 (seguir utilizador), 1 ponto , 20:04 | Quarta feira, 10 de março de 2010
O que Interessa
Jonatas (seguir utilizador), 1 ponto , 10:18 | Quarta feira, 10 de março de 2010
Como é que vai o casamento homosexual?
 
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Poupem... Poupem-me!
userEX44127 (seguir utilizador), 1 ponto , 11:29 | Quarta feira, 10 de março de 2010
Caro Daniel Amaral, o facto do país criar um défice todos os anos significa que gasta mais do que obtém em receitas. Ou seja, pede emprestado todos os anos. Só este ano, os tais 9,3% do PIB são uns 14 mil milhões de euros, a juntar aos 130 ou 140 mil milhões que já devemos! As privatizações que agora se discutem destinam-se apenas a travar o aumento desta dívida, porque se continuasse a aumentar, iamos pagar muito mais em juros. As agências de rating, os especuladores - e, sobretudo, os credores - triturar-nos-iam. Sei que não gosta de uns nem de outros. Mas eles existem, são um facto com o qual temos que viver. E sabe porque precisamos agora de privatizar? Porque andamos há décadas a adiar com subsídios a falência de empresas que há muito deviam ter fechado, porque andámos a pagar ordenados e promoções a professores incompetentes que destruiram o sistema de ensino, enfim, por uma série de problemas daqueles que o Bloco de Esquerda resolveria aumentando os subsídios e as "ajudas" - e o défice, que acha que é um problema abstracto - esquecendo-se (ou ignorando convenientemente) que este dinheiro tem de ser pago. Senhor Daniel Oliveira, o senhor, com essa filosofia de vida, deve ser um óptimo cliente do seu banco! Imagino que todos os meses rebente o plafond do cartão de crédito (em livros e cinema francês, claro!) e entregue todos os meses uma boa maquia em juros. Chame-me antiquado, mas eu prefiro poupar antes de gastar. E gostava que o meu país também pensasse assim.
 
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    Re: Poupem... Poupem-me!    Ver comentário
Colaborador (seguir utilizador), 1 ponto , 12:30 | Quarta feira, 10 de março de 2010
    Re: Poupem... Poupem-me!    Ver comentário
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 12:44 | Quarta feira, 10 de março de 2010
E a ANA?
goncaloa (seguir utilizador), 1 ponto , 11:44 | Quarta feira, 10 de março de 2010
Esta-se a esquecer de uma empresa publica muito importante do ponto de vista estrategico e que dá dividendos "jeitosos" que é a ANA, e que caso se faça alcochete perde-se a receita e mesmo assim veem dizer que se paga a si mesmo.....
PS. Eu por acaso ate sou de direita, mas como não sou parvo e sei fazer contas tambem acho que as empresas de serviço publico lucrativas que se indicam devem continuar no estado e so mais uma achega nos EUA que há partida é quase tudo privado e de estado pouco tem, o serviço postal não só é de responsabilidade do estado como os seus colaboradores são funcionarios publicos. E´por isso que o debate de privatizar mais ou menos deve ser substituido por, o que? e porque?
 
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O PSD e CDS concordam com esta medida...
MUNDO CLEPTOMANÍACO (seguir utilizador), 1 ponto , 11:52 | Quarta feira, 10 de março de 2010
Está-se mesmo a ver qual é o objectivo destas privatizações: passar para as mãos dos amigos destes partidos: PS, PSD, CDS, empresas que, pela sua natureza comercial, dão lucros fabulosos e os políticos querem garantir os "tachos" depois de saírem da cadeira de deputados ou de governantes.
É assim que funciona a máfia instalada depois do 25 de Abril.
Se aquilo que vão poupar em juros da dívida pública é muito inferior aos dividendos que o estado arrecada dessas empresas, não devemos permitir que isso aconteça. Até por que essas empresas serão sempre uma fonte de receita para o estado, ao passo que vendendo as suas participações, poderá receber nesse transacção um valor superior aos dividendos de um ano económico, mas temos que considerar que as empresas não vão fechar no ano seguinte, pelo contrário, continuarão até à eternidade e, fazendo as contas, ao longo do tempo, perde-se milhões e milhões de receitas que nunca mais acabariam para o estado. Agrava-se assim o "défice" do OE.
Mas os partidos estão de acordo. Honra seja feita ao BE e PCP que são contra. Nunca votei em BE nem PCP para não pensarem que são "comuna".
Abaixo esta roubalheira...
 
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