12/02/2012 atualizado às 22:01
Página Inicial » Blogues » Blogues Economia » Marketing Box » As principais marcas acompanham o ciclo de vida da categoria?

As principais marcas acompanham o ciclo de vida da categoria?

Pedro Celeste
12:36 Terça feira, 18 de agosto de 2009
Um das edições mais lidas da BusinessWeek é o seu relatório anual sobre as 100 marcas globais de topo e sobre o valor que projectam no mercado. As marcas com direito a pódio são, por esta ordem, a Coca-Cola, IBM e Microsoft.

E até que ponto a performance das marcas é influenciada pelo comportamento do sector de actividade ou da categoria de produto?

Na verdade, é fácil confundir a categoria com a marca porque esta é a face visível da categoria. Mas a primeira decisão do consumidor é a selecção da categoria e a marca segue essa escolha.

De qualquer forma, as categorias e as marcas estão interligadas e se num momento de crise a categoria entrar em declínio, a marca também sofrerá. Vejamos o caso da fotografia e das marcas Kodak e Polaroid, como grandes referências dentro do sector.

Como se sabe, a Kodak é uma marca que domina a categoria da fotografia de película. O que acontece é que mundo se virou para as fotografias digitais. Em 1999, a Interbrand classificou a Kodak como a 16.ª marca mais poderosa do mundo, valendo 14,8 mil milhões de dólares. Desde então a Kodak, fruto do que aconteceu com o sector, foi perdendo valor: em 2007 foi classificada na 82.ª posição, valendo apenas 3,9 mil milhões de dólares e em 2008 não consta das 100 marcas mais valiosas, ainda segundo a Interbrand.

O mesmo aconteceu com as fotografias instantâneas. À medida que a categoria foi perdendo força, o mesmo acontecia ao valor da marca de referência, a Polaroid. A reacção da marca foi lançar uma vaga de novos produtos, todos com a marca Polaroid, incluindo câmaras e película convencionais, impressoras, scanners, sistemas de imagens médicas, sistemas de segurança, cassetes de vídeo, etc... A Polaroid entrou em falência em 2001 e, depois de um período conturbado, passou a ser detida pela Petters Group, em 2005, por 426 milhões de dólares.

Este raciocínio aplica-se a muitas categorias e marcas e a história está repleta de exemplos.Fica a questão: deve uma empresa criar uma nova marca sempre que antevê o declínio da categoria de produto ou alargar a marca para as categorias que emergem?  

Livro recomendado: War in the Boardroom, Al Ries

 

Faça login pelo Facebook e comente este artigo!
PUB
 
Email
O Expresso no
Arquivo
PUB




Market Share: A subjetividade das métricas
17:51 Quarta feira, 25 de janeiro de 2012,
Social Marketing: Never Ending Story
12:32 Segunda feira, 19 de dezembro de 2011,
A Reinvenção de Mercados: as Farmácias
10:56 Quarta feira, 7 de dezembro de 2011,
Amazon: desafiando o futuro
16:18 Quinta feira, 3 de novembro de 2011,
Allgarve: L ou XL?
10:59 Sexta feira, 19 de agosto de 2011, 1
As 3 maturidades do Facebook
12:24 Terça feira, 26 de julho de 2011,
O rigor do posicionamento
11:00 Terça feira, 7 de junho de 2011,
China - das ameaças às oportunidades
13:47 Terça feira, 3 de maio de 2011,
As boas marcas não esmorecem
19:31 Quarta feira, 23 de março de 2011,
Inovação de Produtos: como reinventar um mercado saturado?
10:31 Segunda feira, 21 de fevereiro de 2011,
Leia aqui toda a informação das últimas 24 horas | últimos 2 dias |  anterior »
MBA
Grupo ImpresaACAP