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As pressões no 'caso Freeport'

Marcos Perestrello
8:00 Segunda feira, 6 de abril de 2009

O bastonário da Ordem dos Advogados trouxe a público um conjunto de factos relativos ao 'caso Freeport', que causaram inédita agitação nos media e provocaram inúmeras reacções de contestação.

Marinho Pinto não emitiu opiniões nem relatou histórias assentes em suposições ou revelou informações sem fonte, fora de contexto e obtidas por violação do segredo de justiça. O bastonário reproduziu, dando-lhes visibilidade, factos constantes do despacho de acusação que a magistrada Inês Bonina proferiu em Julho de 2006 no processo n.º 128/05.OJDL-SB sobre violação de segredo de justiça, e no qual ficou provado que o 'caso Freeport' teve origem numa carta dita anónima enviada, por sugestão da Polícia Judiciária, por um dirigente político da direita. No mesmo processo ficou ainda demonstrado que um inspector da PJ reuniu com jornalistas, com esse dirigente e com o antigo chefe do gabinete de Santana Lopes, homem de confiança do então primeiro-ministro e actualmente deputado do PSD. Ficou demonstrado no processo que essas reuniões destinavam-se a trocar informações, entregar documentos e articular as diligências desse inspector da PJ com as notícias a aparecer nos jornais.

Do processo resulta claro que o 'caso Freeport' teve origem numa acção concertada entre um polícia, jornalistas e dirigentes do PSD e do CDS. A origem política deste processo é, de acordo com o que então foi apurado, indiscutível. E os momentos eleitorais em que o 'caso' surgiu - e ressurgiu - ainda mais o confirmam. No seu despacho de acusação, o Ministério Público afirma ser configurável que, na qualidade de candidato a deputado pelo PSD, o antigo chefe do gabinete de Santana Lopes "tivesse interesse em ver publicada informação que denegrisse a imagem do candidato principal do Partido Socialista em benefício do seu próprio partido" (extracto do despacho).

Vale a pena insistir: afinal, o bastonário limitou-se a relatar factos a que nenhum órgão de comunicação social tinha antes prestado atenção. Mas a verdade é que esses factos foram provados em processo judicial e não derivaram de violações do segredo de justiça e ou de qualquer manipulação avulsa, descontextualizada e abusiva.

A esta luz, compreendo as angústias dos magistrados que se dizem pressionados. Eu, no lugar deles, também me sentiria tremendamente pressionado. Pressionado pelos factos lembrados por Marinho Pinto e pela verdade insofismável deles. Pressionado pela origem política do processo. Pressionado pela promiscuidade entre polícias, jornalistas e altos quadros do governo PSD/CDS de então. Pressionado pelas constantes violações do segredo de justiça, que mostram a continuação dessa promiscuidade entre elementos com acesso à investigação e órgãos de comunicação social. Pressionados, finalmente, por uma campanha sem vergonha e sem limites, que tem como desígnio, não o apuramento de qualquer verdade, mas a tentativa de perpetrar um linchagem política do PS e do seu líder.

Marcos Perestrello

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Desprestigio.
odisseia na terra (seguir utilizador), 2 pontos , 11:05 | Segunda feira, 6 de abril de 2009
Lamentavelmente vc continua a dispor de uma coluna de opinião neste jornal

Pobre, paupérrimo... nada se aprende consigo.
 
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    Re: Desprestigio.    Ver comentário
Hom'Essa (seguir utilizador), 1 ponto , 14:51 | Segunda feira, 6 de abril de 2009
Uma questão
Hermenegildo (seguir utilizador), 1 ponto , 9:11 | Segunda feira, 6 de abril de 2009
Só lhe queria perguntar se os funcionários do partido recebem ao "caractere" pelos artigos que escrevem ou à hora?
 
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Crianças
cjours (seguir utilizador), 1 ponto , 12:02 | Segunda feira, 6 de abril de 2009
Se as pressões foram aquelas que têm vindo a lume, não parecem restar dúvidas que os Procuradores não passam de meninos mimados, prima-donas incapazes de assumirem o seu estatuto ou, sequer, a sua condição de animais erectos. E devem ser desprovidos de hortaliça entre pernas, bem entendido!
1- Se aquilo é que são pressões, vou ali já venho...
2- São estas as coisas tão graves, tão graves, que justificam a histeria do novel presidente?
3- O procedimento dos Magistrados, quando sujeitos a pressões, é falarem com o presidente do Sindicato? Não há, no Magistério Público, cadeias hierárquicas que contemplem esta situação?
4- E o presidente do Sindicato, em vez de ser ele a encaminhar as queixas para o sitio certo, vem para a televisão exigir falar com o Presidente da República?
5- Talvez, como responsáveis pelo processo, os ditos Magistrados possam assumir as quebras de segredo de Justiça...
6- Ou estarão à espera que seja o presidente do seu sindicato a fazê-lo???...
7- Porca miséria!
 
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    Re: só mesmo no Continente    Ver comentário
odisseia na terra (seguir utilizador), 2 pontos , 12:36 | Segunda feira, 6 de abril de 2009
    Re: só mesmo no Continente    Ver comentário
cjours (seguir utilizador), 1 ponto , 15:15 | Segunda feira, 6 de abril de 2009
    Re: óh dias    Ver comentário
odisseia na terra (seguir utilizador), 2 pontos , 19:31 | Segunda feira, 6 de abril de 2009
    Re: óh dias    Ver comentário
cjours (seguir utilizador), 1 ponto , 10:25 | Quinta feira, 9 de abril de 2009
    Re: Crianças    Ver comentário
139519483 (seguir utilizador), 1 ponto , 18:12 | Quarta feira, 8 de abril de 2009
Pressões?
Lumiare (seguir utilizador), 1 ponto , 14:06 | Segunda feira, 6 de abril de 2009
Por aquilo que tenho ouvido ainda não percebi que pressões terão sido feitas aos investigadores para que estes tivessem receio de vir a fazer xixi pelas pernas abaixo, não me parece que dizer que o facto de Sócrates (como todos os políticos deste país) querer celeridade significa haver qualquer pressão sobre os investigadores. Além disso, sendo o Ministério Público uma instituição em auto-gestão que não depende do Governo e que quando quer mais dinheiro faz umas queixas em público, só faz sentido falar em pressões se os investigadores sonham com uma carreira política dependente de uma nomeação do Governo.
Estas pressões parecem cada vez mais uma sacanice de caserna que não dignifica os queixosos. A partir de agora serão poucos os seus colegas que quererão almoçar com eles, correm o risco de as conversas irem parar aos jornais e aos ouvidos do senhor Palma. Com este espectáculo triste e pouco dignificante é o Ministério Público que perde, a cada dia que passa o MP e os seus procuradores têm cada vez menos credibilidade, já ninguém acredita que é gente desta que defende a legalidade democrática, a mais significativa e importante atribuição da Procuradoria-Geral da República.
Se aquilo que se passou entre magistrados tivesse sucedido entre meninos da escola primária seriam apelidados de sonsinhos e de queixinhas. Como são crescidos até se reuniu o Conselho Superior da Magistratura.
 
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Denúncias e Pressões
AntónioMPSaraiva (seguir utilizador), 1 ponto , 14:51 | Segunda feira, 6 de abril de 2009
Creio que estes factos possam ter intrepretação totalmente diferente. " Era voz pública" (vide notícias publicadas no Expresso) que Manuel Pedro afirmava que J.S. havia recebido dinheiro pela aprovação do empreendimento FreePort. Mas para investigar era preciso uma denúncia. Com as pessoas teêm medo, dadas as personagens envolvidas, combinou-se uma carta anónima. Que haja interesse em um Partido denegrir outro é natural, viu-se isso também na América. Em resumo - os motivos que deram início ao processo pouco importam (emboram não sejam moralmente recomendáveis), importava era verificar se havia algum fundamento para provar, ou rechaçar os factos relatados na denúncia. E que se verificou? Só os "conspiradores da carta anónima" foram investigados e condenados - a investigação sobre o FreePort parou. Só viria a ser retomada quando num processo aberto em Inglaterra, Charles Smith vem dizer que tinha entregue dinheiro a J.S. Este facto não se vericou em ano de eleições, mas sim em 2008, e Charles Smith apenas foi "apertado" pois a empresa proprietária do Free Port foi vendida e os novos administradores detectando dinheiro em falta, quiseram saber onde o mesmo havia sido gasto.
 
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Coitados dos políticos
AntiFar (seguir utilizador), 1 ponto , 15:02 | Segunda feira, 6 de abril de 2009
"Um(a) linchagem política do PS e do seu líder": mas onde é que eu já ouvi isto!? Estes tipos são muito achacados, coitados. Constantemente a ser vítimas de intrigas e mexericos.
Por falar em intrigas, agora que se avizinham eleições lá vamos ter que gramar mais uma vez o caso Camarate. Coitados dos políticos.
Tenho tanta pena!
Bem, tenho de ir que a água das lágrimas já me dá pelos joelhos...
 
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THUNDERSSTORM (seguir utilizador), 1 ponto , 21:13 | Segunda feira, 6 de abril de 2009
Tá-lento....
Brilhantina (seguir utilizador), 1 ponto , 20:39 | Segunda feira, 6 de abril de 2009
Foi preciso que uma Juíza Desembargadora escrever um texto, que devia ter sido escrito por um jornalista, se os houvésse, para centrar a discussão onde ela deve estar. Antes de termos este coro de virgens e justiceiros deveríamos perguntar-nos: estes senhores são procuradores do Ministério Público, que provas recolheram? As declarações do Presidente do SMMP e as contantes fugas, para os media, de informações que pretendem demonstrar a veracidade dessas declarações, não constituem uma tentativa de condicionamento? Não se aperceberão estes magistrados de que a imagem que transmitem é a de figuras frágeis que se acobardam à menor mensão de que poderão ser prejudicados na carreira? Então e se investigassem crimes em que fossem ameaçados de morte?
O que me parece é que mais não fizeram do que já é habito fazerem: não querem ou não sabem conduzir investigações competentes e, como já sabem que em tribunal o seu, mau, trabalho ao ser escrutinado não se aguenta e acaba por resultar em absolvições ou arqivamento por falta de provas, vomitam as fugas de informação necessárias com as suspeições, que não conseguem provar, suficientes para destruir a imagem das figuras envolvidas. Veja-se os casos de Pinto da Costa, Avelino F. Torres, Valentim Loureiro, Fátima Felgueiras e outros que acabam mesmo a receber indemnizações pelo "excelente" trabalho destes senhores magistrados. E não vale acusar os advogados, pelo menos esses, fazem bem o seu trabalho.
 
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    Este escrito não é da minha autoria, foi engano e.    Ver comentário
Brilhantina (seguir utilizador), 1 ponto , 22:54 | Segunda feira, 6 de abril de 2009
Qual será a marca?
leitaojo (seguir utilizador), 1 ponto , 10:46 | Quinta feira, 9 de abril de 2009
Com tanta pressão a panela deve ser de boa qualidade, pois não há forma de arrebentar.
 
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O bastonário da Ordem, é Advogado do PS?
ajotaef (seguir utilizador), 1 ponto , 4:10 | Domingo, 12 de abril de 2009
O bastonário da Ordem dos Advogados trouxe a público um conjunto de factos relativos ao 'caso Freeport' e outros trouxeram outros...todos têm trazido alguma coisa menos o que já não pode ser trazido por ter sido entretanto destruído por incúrias e pressões várias.
Não foi o ferro Rodrigues que começou a meter-se em guerras mediadas com tribunais com o Paulo Portas?
A memória dos políticos pode ser mais curta do que a dos eleitores mas, sé tudo vale em política ok, quem com ferros mata com ferros morre!
A moda pegou e ai temos os políticos a servirem-se dos tribunais ora para se vitimizarem encobrindo-se nas pregas da toga da justiça, ora utilizando os processos como armas de arremesso!
O Sócrates está inocente?
OK. Todos são inocentes até prova em contrários e neste país é tudo bons rapazes como dizia o Padre Ccruz no tempo em que os miúdos da casa pia andavam pelas ruas da amargura!
Mas então, se o Sócrates está inocente quem tem medo de tanto frenesim?
Diga lá o que lhe parece, ó Marcos Perestrello, afinal o Sócrates recebeu luvas ou fez apenas um favor ao tio e aos primos?
O Sócrates está absolutamente inocente? Então esse vacãosito que deixe a politica para gente com eles no sítio e vá à procura de quem o tramou porque o país não tem nada que ficar parado com as trapalhadas que ele, o tio, os primos, o gato, os apartamento da mãe e do emigrante os amigos da guarda e das versas andaram a arranjar!
Sabes Marcos Perestrello, o Sócrates pode ter sido apenas mais um que mais não fez do que é costume fazer mas que por qualquer motivo tudo deu para o torto porque é para isso que lá está a oposição, precisamente para não deixar que se mame na burra até esta desfalecer!
E o DVD e a Polícia Inglesa que faz nesta história toda camarada Marcos Perestrello!
Por isso é que eu espero pelo dia em que possa votar num deputado que possa falar por ele próprio sem ter medo de não fazer parte das listas do partido!
 
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