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As notícias sobre morte política de José Sócrates são exageradas

Há quem pense que Sócrates está empalhado e metido num congelador. Nunca se esqueçam de Mark Twain: as notícias sobre a minha morte são manifestamente exageradas.

Tomás Vasques
8:57 Quarta feira, 7 de julho de 2010
As jornadas parlamentares do PS, que ontem encerraram com um discurso de José Sócrates, indicam que, em primeiro lugar, José Sócrates (e o PS) espera eleições antecipadas; em segundo lugar, que está claramente esboçada a sua estratégia eleitoral: o retorno à "ideologia". Nas últimas legislativas, em Setembro passado, quando a "crise internacional" ainda servia apenas de pano de fundo à discussão, José Sócrates permitiu que a agenda do debate fosse marcada pela inabilidade política de Manuela Ferreira Leite e Pacheco Pereira: a construção do TGV e a "asfixia democrática" ocuparam o palco da campanha. Agora, com a "crise internacional" a sugar o bolso dos portugueses, com a dose reforçada de "medidas de austeridade" que se advinha para 2011, com as perspectivas de crescimento e o desemprego a caminharem pelas ruas da amargura, o PS centrou o debate no terreno "ideológico": na luta entre o socialismo democrático e o neo-liberalismo; na defesa do Estado Social contra o "neo-liberalismo", representado pelo PSD. O uso dos poderes conferidos pelas "acções dourados" caiu como mel na sopa: o Estado ao serviço dos "interesses estratégicos" da Nação contra a ganância do "Capital". Nas jornadas parlamentares, Francisco Assis foi claro: "O propósito da direita é o desmantelamento do Estado Social. À luz do que tem sido publicado nos últimos dias estamos perante a direita mais radical dos últimos tempos, contra o Estado Social". Depois, o secretário-geral do PS sintetizou: "Esta proposta (de Pedro Passos Coelho em relação à Saúde e à Educação) (...) tem a ver com a revisão da História. Pretende ser um ajuste de contas com a História, contra o Estado Social e o Estado Providência". A partir daqui, as fronteiras do próximo confronto eleitoral entre PS e PSD estão traçadas. É uma fronteira claramente ideológica: de um lado a esquerda democrática; do outro a direita "mais radical dos últimos tempos". De um lado, a "ganância e o lucro"; do outro, a "defesa do Estado Social e o Estado Providência". E a defesa da Constituição. Ninguém vai querer saber o que cada uma destas "coisas" significa, mas em tempos de profunda crise, "Estado Social" e "Estado Providência" são nomes que soam bem. Há quem pense que José Sócrates já está empalhado e metido num congelador à espera que as próximas eleições legislativas o estilhacem. Mas, ninguém se admire, se ele vier a surpreender. Nunca se esqueçam de Mark Twain: as notícias sobre a minha morte são manifestamente exageradas.
Palavras-chave  Blogues, Política, Portugal 2009
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Marco de Salvaterra (seguir utilizador), 2 pontos , 12:45 | Quarta feira, 7 de julho de 2010
... uma verdade.

Veja o exemplo do seu director Henrique Monteiro que "mata" o Sócrates pelo menos uma vez por ano.
 
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Há que tempos..
Fernando Torres (seguir utilizador), 2 pontos , 16:12 | Quarta feira, 7 de julho de 2010
Para mim qualquer mentiroso..trafulha..pantomineiro e aldrabão fica na mesma situação que a Ayla do Clã do Urso das Cavernas...
 
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Morto e mumificado a bem do País...
éofimdapicada (seguir utilizador), 1 ponto , 15:52 | Quarta feira, 7 de julho de 2010
Ninguém fez pior ao Estado de Providência e ao nosso modelo social que um governo que acumula défices excessivos ano após ano, tornando insustentável a situação económica do País... Como não existem almoços grátis, se gastarmos hoje (muitas vezes no supérfluo) muito mais do que devemos, levando ao aumento inexorável da divida publica alguém terá que pagar essa factura, nomeadamente os próximos governos e as gerações futuras. O caso das “SCUT” é um exemplo paradigmático. Para temos um estado Social, temos que ter uma despesa pública dimensionada à nossa criação de riqueza.
 
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