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As más companhias

Miguel Sousa Tavares (www.expresso.pt)
8:00 Segunda feira, 16 de novembro de 2009

Pode ser que me engane, mas o potencial de danos que Armando Vara pode vir a causar a José Sócrates é bem maior do que todos os outros casos ou pretensos casos que tanto desgastaram a imagem do primeiro-ministro e tão decisivamente contribuíram para a perda da maioria absoluta do PS. Armando Vara (e não a 'Face Oculta') tem a capacidade de, por si só, arrastar Sócrates para a queda num poço de que se desconhece a profundidade. Há amizades que matam, quando se misturam com outras coisas que não são misturáveis. Foi José Sócrates quem, em nome da amizade (porque competência ou qualificação para o cargo ninguém a conhecia, nem ele), fez de Armando Vara administrador do banco do Estado, três dias depois de este ter adquirido uma espécie de licenciatura naquela espécie de Universidade entretanto extinta - e porque uma licenciatura era recomendável para o cargo. E foi José Sócrates quem, indisfarçadamente, promoveu a transferência de Santos Ferreira e Vara da Caixa para o BCP, numa curiosíssima operação de partidarização do maior banco privado português, sobre as ruínas fumegantes do escândalo em que tinha acabado o case study da sua gestão 'civil'.

Manda a verdade que se diga, porém, que estes dois golpes de audácia de José Sócrates em abono de um amigo e compagnon de route político foram devidamente medidos: aparentemente, Sócrates contava com o silêncio e aceitação cúmplice com que toda a classe empresarial e financeira recebeu a meteórica ascensão de Armando Vara aos céus da banca e o take-over do PS sobre o BCP, como se de coisa naturalíssima se tratasse. O escândalo não ultrapassou as fronteiras da opinião pública, de modo a perturbar o núcleo duro do regime. E isso foi um primeiro sinal do nível de promiscuidade aceite entre o político e o económico a que estamos agora a assistir. E, em silêncio sempre, toda a classe empresarial clientelar foi assistindo a uma série de notícias perturbadoras sobre operações bancárias a favor de algumas empresas ou investidores que, por acaso certamente, pertencem ao tal núcleo duro do regime, que goza do favor político da actual maioria. Sempre escrevi aqui que, em minha opinião, o problema do PS não é o que ele deixa de fazer em benefício dos pobres, mas o que faz e consente em benefício dos potentados. O fascínio com o grande capital e os grandes negócios (inspirados, promovidos ou pagos pelo Estado) é a perdição do PS. Aos poucos, este PS tem vindo a copiar o modelo de gestão introduzido por Alberto João Jardim na Madeira: negócios privados com oportunidades e dinheiros públicos, em troca da solidariedade política para com o Governo. Um capitalismo batoteiro, com chancela 'social' e disfarce de 'interesse público'.

Neste clima de facilitismo instalado, já ninguém se espanta com as sucessivas e tremendas notícias sobre o estado de gestão do 'interesse público'. Já não espanta descobrir que nenhuma das contrapartidas da ruinosa e inútil aquisição dos submarinos tenha sido executada e que a sua execução nem sequer esteja devidamente salvaguardada no contrato assinado pelo Estado português. Não espanta que a Grão-Pará (uma empresa que não existiria sem os sucessivos favores do Estado, incluindo do ex-ministro e ex-socialista Pina Moura), possa, finalmente e com o beneplácito do Supremo Tribunal Administrativo, construir, e em grande, na zona de construção proibida do Parque Natural Sintra-Cascais. Não espanta que, antes mesmo de lançadas ou terminadas as obras, as últimas seis concessões de auto-estradas já tenham ultrapassado em 40% o valor das estimativas do Governo - num impressionante 'deslize' de 1110 milhões de euros. Não espanta que o Tribunal de Contas chumbe duas das adjudicações porque as condições em que elas foram outorgadas não são as mesmas do concurso público, mas substancialmente mais gravosas para o Estado. E não espanta que o presidente das Estradas de Portugal venha afirmar que se trata apenas de "interpretações jurídicas" diversas e que a suspensão das empreitadas irá pôr em causa postos de trabalho (um 'argumento' mágico que vale para justificar todas as tropelias cometidas nos últimos anos, em matéria de urbanismo e obras públicas). E não espantará ninguém que, como aqui escrevi a semana passada, em breve se descubra que, antes mesmo de iniciadas as obras, já o TGV e o aeroporto de Alcochete 'derraparam' 20 ou 30% sobre o seu custo anunciado. E, se se conseguir penetrar a meticulosa teia de 'pareceres' técnicos, estudos, cláusulas ocultas dos contratos, arbitragens sempre desfavoráveis ao Estado, se formos tentar descobrir como, porquê e a favor de quem é que não há uma obra pública que cumpra o orçamento, encontraremos sempre mais do mesmo - os mesmos processos, os mesmos truques, as mesmas empresas, os mesmos 'facilitadores' de negócios no papel de go between entre o 'interesse público' e os negócios privados. Isto, num país onde o défice das contas do Estado chegou aos 8% e a dívida pública aos 80% do PIB e o extermínio fiscal sobre os que pagam impostos se tornou insustentável. O ar está a ficar irrespirável.

Como se tudo isto não fosse já alarmante, eis que a justiça implodiu de vez e à vista de todos, em sucessivas cenas lamentáveis na praça pública. A coisa ficou tão anárquica que já se tornou normal ver os jornalistas irem pedir opiniões sobre os casos mediáticos pendentes aos sindicatos dos juízes e do Ministério Público! Não fosse a PJ (única entidade da justiça que ainda merece algum crédito) e um seu investigador de Aveiro, e a 'Face Oculta' nunca teria conhecido a luz do dia ou teria logo patinado. Mas, como os maus hábitos nunca se perdem, eis que tudo já entrou na normalidade, com as escandalosamente normais fugas do segredo de justiça a invadirem a imprensa, tratando de sabotar alegremente uma investigação até aqui conduzida num exemplar silêncio e profissionalismo. E já só pode dar vontade de rir (ou de chorar!) assistir ao espectáculo único de ver os dois mais altos magistrados do país - o presidente do Supremo e o PGR - trocando galhardetes de antiga amizade fundada em rivalidades sindicais, empurrando um para o outro as malditas escutas entre Armando Vara e José Sócrates. Seja qual for o conteúdo de tão sensível material, e mesmo que jamais o venhamos a saber, eles conseguiram já o pior de todos os resultados: instalar uma suspeita mortal sobre o primeiro-ministro e o funcionamento da própria justiça, que não tem reparação possível. É, de facto, notável que o único cidadão deste país que não entende que há coisas que não podem esperar dois meses ou até oito dias para serem reveladas, seja o cidadão que ocupa o lugar de procurador-geral da República! Realmente, o lugar parece estar amaldiçoado e desde há muito.

Junte-se então um governo cujo primeiro-ministro é dado a companhias comprometedoras, um sistema em que se fundem e confundem o político e o económico, o público e o privado, uma justiça que verdadeiramente se tornou cega e surda, mas não muda, um Presidente da República que se desautorizou a si próprio no pior momento, e um país onde as noções de interesse público e serviço público já quase se perderam por completo sem vergonha alguma, e tudo isto começa já a cheirar indisfarçadamente mal. Cheira a fim de regime e só os loucos ou os extremistas é que podem achar isso uma boa perspectiva para o futuro.

Texto publicado na edição do Expresso de 14 de Novembro de 2009

 

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Estou envergonhada
yourmag (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 12:54 | Segunda feira, 16 de novembro de 2009
Sinto muita vergonha com tudo o que tem acontecido. Como se a falta fosse minha. Como é possível que permaneçam as mesmas práticas lesivas do interesse público ao longo dos últimos 30 anos? Que classe política é esta? Que país é este que vota em autarcas condenados e considera estas negociatas legítimas? Não há obra pública que não derrape aos milhões, qualquer que seja o governo. Ele foi o Centro Cultural de Belém, a Expo, a Ponte vasco da Gama, as autoestradas e a lista é infinita. Corresponde exactamente a cada adjudicação.
Para juntar ao pântano temos a novela das escutas com o pingue pongue entre os mais altos magistrados da Nação.
Más companhias são as nosas elites políticas, financeiras, empresariais e judiciais. Onde algumas minorias têm manchado e estragado todo o figurino. Sim, porque continuo a acreditar que a esmagadora maioria das pessoas são honestas e prosseguem o interesse público. Será?
 
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CondestavelXXI (seguir utilizador), 1 ponto , 14:06 | Segunda feira, 16 de novembro de 2009
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Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 16:36 | Segunda feira, 16 de novembro de 2009
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CondestavelXXI (seguir utilizador), 1 ponto , 17:07 | Segunda feira, 16 de novembro de 2009
    Re: Eu também    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 18:32 | Segunda feira, 16 de novembro de 2009
As más companhias
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 11:21 | Segunda feira, 16 de novembro de 2009
Por mais que custe a alguns nunca depois de 74 ouve um Primeiro Ministro que gerasse tantos ódios. O grande mal foi mesmo tentar reformar. Mexer em privilégios instalados, apesar de o País não os poder suportar foi um erro. O melhor é deixar tudo como dantes quartel general em Abrantes. A partir daí não há cobras e lagartos que não digam dele. Já o afirmei mais que uma vez, mas o ambiente que estamos a viver tanto económico como politico, assemelha-se muito antes da vinda do Salazar.
 
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Rafael Chust (seguir utilizador), 1 ponto , 11:55 | Segunda feira, 16 de novembro de 2009
    Re: As más companhias    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 13:04 | Segunda feira, 16 de novembro de 2009
    Re: As más companhias ,VENHA O DESERTO    Ver comentário
AUGUSTO ROSA (seguir utilizador), 1 ponto , 15:28 | Terça feira, 17 de novembro de 2009
    Re:    Ver comentário
Zaratustra70 (seguir utilizador), 1 ponto , 14:09 | Segunda feira, 16 de novembro de 2009
    MST... Fidel Castro ou Hugo Chavez?    Ver comentário
kukakente (seguir utilizador), 1 ponto , 21:00 | Segunda feira, 16 de novembro de 2009
    Re: MST... Fidel Castro ou Hugo Chavez?    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 4:36 | Quarta feira, 18 de novembro de 2009
Nada de alrmismos
cjours (seguir utilizador), 2 pontos , 11:45 | Segunda feira, 16 de novembro de 2009
Nada de alarmismos, homem. O povo é sereno!
Eu acho que isto se impõe há muito em Portugal. Estamos a refundar a Democracia, senão a fundá-la!
Todos os males apontados entroncam num: a Justiça.
Se houvesse Justiça em Portugal, se alguma vez tivesse havido Justiça em Portugal, nada disto e de muito mais, se passaria, ou, pelo menos, se passaria com esta facilidade e esta alarvidade.
É o 25 de Abril que está para chegar à Justiça.
Isto está para rebentar e eu, chamem-me louco, vou gostar de vêr! É que estas coisas de fazer revoluções sem mudar nada de substantivo, é porreiro mas, a prazo, não chega!
A Justiça passou ao lado da Democratização do país e não entende sequer o que é isso da Democracia, nem o seu papel nela. Vamos ter que lhes explicar... a bem ou a mal...não vejo nada de errado nisso!
 
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    Re: Nada de alrmismos    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 12:57 | Segunda feira, 16 de novembro de 2009
    Re: Nada de alrmismos    Ver comentário
cjours (seguir utilizador), 2 pontos , 13:15 | Segunda feira, 16 de novembro de 2009
    Re: Nada de alrmismos    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 15:10 | Segunda feira, 16 de novembro de 2009
    Re: Nada de alrmismos    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 16:30 | Segunda feira, 16 de novembro de 2009
    Re: Nada de alrmismos    Ver comentário
Musoko (seguir utilizador), 2 pontos , 21:15 | Segunda feira, 16 de novembro de 2009
Sucata Nostra
CãodaRosa (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 12:22 | Segunda feira, 16 de novembro de 2009
Os acontecimentos relacionados com a operação da Polícia Judiciária, denominada "Face Oculta", tem dominado a comunicação social e preenchido o nosso quotidiano ao jeito de uma telenovela barata com actores muito caros e podres de ricos. É surpreendente a pouca vergonha dos intervenientes, responsáveis pela gestão de empresas públicas e indivíduos com influência junto do poder político que tudo decide de acordo com as suas conveniências, ou seja, com a dimensão do seu bolso. O episódio que tem contornos mafiosos, constituindo assim uma espécie de Sucata Nostra, é grave e lamentável, mas previsível e não é caso único existindo situações idênticas um pouco por todo o lado. A malha do poder foi sendo tecida, impunemente, com base no tráfico de influências, nos órgãos de decisão, políticos e económicos, colocaram-se os amigos, tios, sobrinhos, filhos e afilhados, sem que a opinião pública reagisse com a violência proporcional aos atentados que se faziam ao Estado do Direito e à democracia. Tudo foi sendo aceite e as organizações que movem na obscuridade os cordelinhos, sedimentaram o poder e passaram ao saque generalizado. Antes cuidaram de alcançar um quadro legal que lhes permitisse ir escapando às tímidas investidas da investigação criminal e atacaram-se os operadores judiciários para os descridibilizar, lançou-se a suspeição sobre aqueles, alguns, que os podiam combater. O Povo embarcou nas patranhas que lhe venderam e os Varas, Isaltinos; Felgueiras e outros, medraram.
 
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    Re: Sucata Nostra    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 15:42 | Segunda feira, 16 de novembro de 2009
    Re: Sucata Nostra    Ver comentário
llex (seguir utilizador), 1 ponto , 23:12 | Segunda feira, 16 de novembro de 2009
A. Vara
ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 13:48 | Segunda feira, 16 de novembro de 2009
Este artigo de opinião de Miguel Sousa Tavares é simplesmente devastador para José Sócrates e, igualmente para o Procurador Geral da República, que não tem condições para continuar no lugar, pelo que devia pedir a demissão.
Quanto à Armando Vara, José Sócrates, só se pode queixar de si próprio.
Não viu que os "jeitos" que fêz ao seu amigo eram mais que evidentes e que acabavam por vir à tona da água ?
 
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Zaratustra70 (seguir utilizador), 1 ponto , 14:11 | Segunda feira, 16 de novembro de 2009
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ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 14:28 | Segunda feira, 16 de novembro de 2009
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Zaratustra70 (seguir utilizador), 1 ponto , 14:40 | Segunda feira, 16 de novembro de 2009
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jpafonso (seguir utilizador), 1 ponto , 19:01 | Segunda feira, 16 de novembro de 2009
As más companhias do Sócrates ,
J Saints (seguir utilizador), 2 pontos , 14:57 | Segunda feira, 16 de novembro de 2009


só me fazem pensar nas boas companhias( Maitê ....) do MST ...

1-0 , ganha o Miguel !!!!!
 
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diz-me com quem andas...
B l u e S k y (seguir utilizador), 2 pontos , 16:40 | Segunda feira, 16 de novembro de 2009
...dir-te-ei quem és.
Os ditados estão quase sempre certos. Falta sabem quem é a má companhia... Sousa Tavares acha que é Vara mas eu inclino-me mais para Sócrates... Aliás, não recomendo nenhum...
 
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Os Amigos e as Ocasiões
Zé do Cachené (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 6:16 | Quarta feira, 18 de novembro de 2009
Desta história, fiquei a saber umas coisas:

1. Que o país afinal era dirigido pelo Godinho das Sucatas. E pensava eu que quem mandava era o BES mais o Jorge Coelho.

2. Que é preciso ajudar "o amigo Joaquim". E pensava eu que tínhamos uma imprensa não governamentalizada, tirando a EDP e a RTP como está bem de ver.

3. E o amigo Balsemão, não vinha lá nada?
 
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O saque!
Caldeiradas (seguir utilizador), 1 ponto , 9:50 | Segunda feira, 16 de novembro de 2009
Esta situação assim descrita tinha uma designação na História que a resumia a uma palavra: Saque!
 
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Imunda putrescência
ameijoafresca (seguir utilizador), 1 ponto , 10:05 | Segunda feira, 16 de novembro de 2009
Nestes dias contados
de imunda putrescência
tantos casos são ocultados
após espumosa efervescência.

A potente ocultação
sinónima de venalidade
patenteia a deleitação
desta abjecta realidade.

No estado de coma
da nossa democracia,
há muito quem coma
desta vil plutocracia.

Factos bem urdidos
por gente poderosa,
em negócios fundidos
de ética indecorosa.

No meio da patuscada
e de negócios sucateiros
ficou gente chamuscada
por vícios batoteiros.
(ameijoafresca.blogspot.com)
 
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    Re: Imunda putrescência    Ver comentário
Vidiguera1 (seguir utilizador), 1 ponto , 11:36 | Segunda feira, 16 de novembro de 2009
    Re: Imunda putrescência    Ver comentário
ameijoafresca (seguir utilizador), 1 ponto , 14:39 | Terça feira, 17 de novembro de 2009
Antes que seja tarde!
AntiFar (seguir utilizador), 1 ponto , 10:30 | Segunda feira, 16 de novembro de 2009
Não deixa de surpreender, pela positiva, que a capacidade corrosiva ímpar, que já conhecemos a este articulista, seja posta ao serviço deste assunto (das más companhias).

À margem:
Se fosse ao PS, em vez de ir desanuviar para a caça, punha já “na calha” um outro primeiro-ministro. Antes que seja tarde!
 
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    Re: Antes que seja tarde!    Ver comentário
AUGUSTO ROSA (seguir utilizador), 1 ponto , 17:10 | Terça feira, 17 de novembro de 2009
Fim de regime ???
certo iactu (seguir utilizador), 1 ponto , 10:42 | Segunda feira, 16 de novembro de 2009
Pois venha ele ! Como diria o Coelho da Alice : " já é tarde, é muito tarde!!! "
 
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Diz-me Com Quem Andas...
Alfredino Cunha (seguir utilizador), 1 ponto , 11:55 | Segunda feira, 16 de novembro de 2009
Diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és.

Sócrates não é vítima do vigarista Vara.

Vara ajudou decisivamente a fazer a carreira política de Sócrates.

Quando Sócrates lhe oferece aqueles lugares todos no sistema bancário era porque precisava de alguém para lubrificar determinados negócios ditos de regime com financiamentos apropriados.

Se alguém sai todos os dias com bêbados é seguro que é bêbado. Se alguém faz grupo de interesse com vigaristas é dificil não o ser também.

Só para terminar. Ao rol de desgraças da último parágrafo, talvez seja de acrescentar "opinion makers" que já foram considerados mas que hoje estão desacreditados.
 
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Salvemos o Miguel
CondestavelXXI (seguir utilizador), 1 ponto , 12:04 | Segunda feira, 16 de novembro de 2009
Não tenho a mínima capacidade para discutir o conteúdo das acusações e das queixas do Miguel. Dou como boas todas a afirmações que faz, mas gostaria de entender o que leva o Miguel a ser tão negativo:
Alimentar o tradicional pessimismo português dando-lhe o que ele gosta? Terá alguma coisa pessoal contra Sócrates ou contra o regime? A vida está a correr-lhe mal?
Se ao menos o Miguel arranjasse alguma coisa de positivo para dar mais credibilidade às sua críticas e para animar alguns portugueses?! O Miguel não está animado e isso nota-se na sua escrita. Salvemos o Miguel!!!
 
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O cheiro que tem...
jotarebelo (seguir utilizador), 1 ponto , 12:14 | Segunda feira, 16 de novembro de 2009
Discordo de MST, quando diz que "..-começa já a cheirar mal...".
Doutor Miguel eu acho que começar, já começou há algum tempo. Quanto? Não consigo dizer! Também é subjectivo.
Sem querer ser pessimista, acho que cheira muito mal! Provavelmente em resultado da putrefacção!
Se os jogos políticos são aceites com normalidade, na Justiça é completamente inaceitável haver "jogo"!
Um dos pilares da Democracia, está em ruínas!
O Estado de Direito tem um braço paralizado!
Que confiança nos merece o PGR?
 
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