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As cunhas mais descaradas "metidas" a figuras públicas

A cunha é uma instituição bem portuguesa e está por todo o lado. Clique para saber quais foram as cunhas mais descaradas que foram pedidas a várias personalidades portuguesas.

Bernardo Mendonça e Cândida Santos Silva (www.expresso.pt)
6:12 Domingo, 2 de maio de 2010

Não se arme em santo. De uma maneira ou de outra todos os portugueses já fizeram ou pediram um favor. Um puxar de cordelinhos. Um toque aqui. Uma palavra ali. Um primo conhecido acolá. Para facilitar a resolução de um problema. Apressar a entrega de uns papéis, furar a fila na repartição de Finanças, antecipar a marcação de uma consulta para um parente doente ou conseguir a vaga num colégio de elite. O país vai nu e hoje, mais do que nunca, todas as redes de contactos são válidas e preciosas para sugerir um filho, um sobrinho, um amigo que está à procura de emprego.

A cunha é bem portuguesa e parece fazer parte do nosso ADN. Começa pelo "agradinho". O galo capão que se entrega nas mãos do senhor doutor, as flores que se oferecem à senhora professora, o whisky de 15 anos que chega à mesa do "soutor" juiz, a casa de férias emprestada ao senhor árbitro ou ao senhor presidente da Câmara.

Estes são alguns cabazes de favores que não se entregam só no Natal. Isso faz de nós um país de cunhas? Parece que sim. Basta referir que num inquérito realizado aos portugueses, em 2008, concluiu-se que toleramos bem o tráfico de influências e consideramos que é até um atalho necessário para ultrapassar um Estado lento e desatento aos nossos direitos e necessidades.

No livro 'A Corrupção e os Portugueses. Atitudes, Práticas e Valores', de Luís de Sousa e João Trigães, publicado pela RCP Edições, somos apresentados como um país de corrupçõezinhas. "Que não assentam necessariamente no suborno e na troca directa de dinheiro que compra decisões, mas construída socialmente ao longo do tempo, através da troca de favores, de simpatia, de prendas e hospitalidade". Pedimos cunhas, pagamos favores. Mas não somos generosos no delito.

"O grosso da corrupção que chega a tribunal é de 100 a 500 euros, raramente vai além desses valores". Os escândalos que envolvem milhões são inconclusivos ou arquivados. É essa uma das ideias que fica da leitura do relatório 'A corrupção participada em Portugal - 2004-2008' realizada pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), em parceria com o ISCTE.

Não é cunha, não senhor! Perguntámos a várias personalidades da sociedade portuguesa se tratavam a "cunha" por tu, por você, ou se lhe viravam a cara. Ao contrário do que se esperava, não houve espaço para o politicamente correcto. O ex-presidente da Assembleia da República, Almeida Santos, respondeu que vai morrer como nasceu: "Incapaz de ser indiferente à injustiça e às dificuldades dos mais desprotegidos." Tal como ele, Alberto da Ponte, CEO da Central de Cervejas, assume, sem pruridos, que este não lhe é um tema estranho. "Foram inúmeras as cunhas que me pediram e sempre adoptei um princípio - Isto não é uma cunha, não é não senhor. É uma proposta genuína e uma potencial oportunidade que deve ser analisada com toda a seriedade. Explico-me: A cunha é incontornável, um dever de objectividade. O de julgar seriamente as suas reais virtudes." Alberto da Ponte entusiasma-se com o assunto e até explica que há quatro tipos de cunha:

A profissional: "Conheço um rapaz óptimo, por acaso meu primo. Podes...?"

A ocasional: "Grande festa esta. Já que temos este amigo comum vou-lhe oferecer em primeira-mão..."

A maquiavélica: "Sou grande amigo do... Ambos ficaríamos agradecidos se..."

A concorrencial: "Tenho o seu concorrente interessadíssimo. Mas isto pode ser seu por..."

O presidente da Sagres remata o assunto como um profissional da bola: "Para mim nada se descarta. Tudo é uma proposta, nada é cunha."

Talvez o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros António Martins da Cruz tenha pensado o mesmo quando conseguiu que o colega da Educação, Pedro Lynce, alterasse a lei do acesso ao ensino superior para que a sua filha entrasse no curso de Medicina. O escândalo em 2003 foi tal que passou a manchete nos jornais e levou à queda dos dois ministros do governo de Durão Barroso.

Mas nem todos pensam assim. O padre José Carlos Belchior, responsável durante muitos anos do Colégio São João de Brito, um dos mais selectivos e concorridos de Lisboa, foi alvo de incontáveis pedidos de cunha. Recusou sempre. "De comum acordo com os membros da direcção, estabelecemos uma lista de prioridades. Pessoalmente, era mesmo intransigente na observância rigorosa destes critérios". Essa intransigência só abriu duas excepções. "Por dever de Estado: ao filho do Presidente da República e ao neto do secretário-geral da ONU".

E quanto aos galos-capões, whiskys ou mesmo cheques chorudos oferecidos debaixo da mesa em troca de uma inscrição? "Só tenho conhecimento de um caso. O secretário do Colégio recebeu em casa um pequeno embrulho que, com naturalidade, abriu na presença dos filhos: um monte de notas de conto com um cartão de uns pais a interceder pela entrada do filho. Na manhã seguinte, expôs-me o caso e combinámos a maneira de devolver a 'prenda': converter as notas em cheque e enviar, juntamente com o boletim de pré-inscrição, aos referidos pais; o que foi feito".

A cunha anda à solta por aí. Pode chegar a todas as casas, famílias e partidos. Nos governos de Cavaco Silva, o terreno foi fértil para as senhoras dos senhores do poder. Em 1992, a mulher do ministro da Defesa Fernando Nogueira era adjunta do secretário de Estado da Saúde. Fátima Dias Loureiro, mulher de Dias Loureiro, incluiu um séquito de 'santanetes', ou seja, um staff de girls para Pedro Santana Lopes, na época em que foi secretário de Estado da Cultura.

Mas há mais. No partido socialista, por exemplo, Joel Silveira, genro do patriarca Almeida Santos, foi colocado na Alta Autoridade da Comunicação Social. E a sua mulher, filha de Almeida Santos, trabalhava na Assembleia da República, onde o pai era deputado e depois presidente. Coincidências? Provavelmente... ou talvez não.

Não é preciso ler Antero de Quental ou Eça de Queirós para se saber que no nosso país a cunha é uma instituição. Tal como o pastel de nata. O galão. O fado. O futebol. Ou o vinho tinto. Mas num país que parece pródigo em cunhas, não deverão ser os políticos também filhos de Deus? Obviamente, não. De acordo com o estudo "Corrupção, Ética e Democracia - Um Caso Português", coordenado por Luís de Sousa, investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, os resultados sugerem que os cidadãos estabelecem padrões mais elevados para os políticos do que para si próprios.

Quando confrontados com a hipótese de uma pessoa dever usar os seus conhecimentos para ajudar a família e amigos a arranjar emprego, a maioria respondeu que concorda (81%), o mesmo não acontecendo quando o mobilizador da cunha é um político. No dito inquérito, quando as pessoas foram confrontadas com a pergunta se os políticos poderiam utilizar os seus contactos para ajudarem os seus amigos a encontrarem trabalho a maioria discordava (66%). Portanto, os políticos não são filhos de Deus. Talvez enteados.

Madeira, a ilha das cunhas? Não é preciso ter muitos carimbos no passaporte para se saber que não há nada que se compare à ilha da Madeira. Não só pela beleza natural ou incontinência verbal do seu líder, mas por ser um arquipélago pródigo em tachos, favores e compadrios. Gil Canha, fundador do jornal "O Garajau" e actual vereador da Câmara do Funchal é a voz mais forte e crítica ao Governo de Alberto João Jardim. Com sotaque pronunciado e discurso satírico, denuncia: "Vivo na ilha das cunhas. Até pela nossa localização geográfica, estamos perto de África e longe de Deus. Na Madeira ainda não se deu o 25 de Abril. Existe uma oligarquia alapada ao poder há mais de 30 anos e, nesta circunstância, o regime jardinista criou uma autêntica rede de favorecimento, uma espécie de central de favores gigante que além de satisfazer essa mesma oligarquia também é um instrumento de dominação política".

Gil Cunha, que já foi alvo de vários processos por parte do Governo de Jardim, denuncia que "uma forma deste regime calar os potenciais críticos ou dissidentes é arranjar 'tachos' para todos". O vereador vai mais longe na acusação: "A maioria dos familiares directos do Governo Regional trabalha quase todos no executivo ou em empresas ou sociedades por este tuteladas. Por exemplo, a filha do Jardim é chefe de gabinete de Cunha e Silva (vice-presidente do Governo Regional da Madeira), a esposa de Cunha e Silva por sua vez, ocupa o cargo de destaque, o líder parlamentar do PSD, Jaime Ramos, tem o filho como deputado, o sobrinho do presidente da Assembleia Legislativa também o é e a maioria dos filhos dos secretários têm todos os seus tachos assegurados. A rede é tentacular e extensa, o nepotismo na Madeira é uma instituição e tem efeitos terríveis".

O vice-presidente da Assembleia da República e porta-voz do Governo de Jardim, Guilherme Silva, não se escusa a responder a estas acusações: "Só faltava que os filhos de responsáveis políticos ou de entidades públicas fossem prejudicados das suas oportunidades e carreiras por força dos cargos que os pais ocupam. Dos casos que são citados e que conheço, o acesso a todos esses lugares foi por exclusivo mérito próprio. Quando se quer criar justiças que aparentam ser formalmente correctas criam-se normalmente as maiores injustiças".

Cunha ou networking? Num tempo em que os empregos já não são para toda a vida, nem tão-pouco as profissões, ter uma boa rede de contactos pode salvar muitas cabeças. E isso é networking. Seja através das redes sociais (Facebook, Twitter), profissionais (linkedIn, The Star Tracker) ou da lista de conhecimentos que uma pessoa reúne ao longo da carreira. Depois, quando necessário, basta accioná-los.

José Caetano Silva, gestor da empresa de recursos humanos Talent Search traduz esta tendência: "Hoje, qualquer profissional que tenha algum desejo de gerir a sua carreira tem de considerar o networking como fundamental. A grande vantagem é permitir chegar a determinadas oportunidades de mudança ao longo da vida profissional". Mas onde termina o networking e começa a cunha? É José Caetano Silva quem tira a teima: "Quando não estão em causa as qualidades, o que conta é quem indicou, isso é recomendação pessoal, portanto cunha, enquanto que o networking é uma recomendação profissional para colocar a pessoa certa no lugar certo."

Também Pedro Brito, consultor da empresa de gestão de talentos Jason Associates, considera que "a nossa rede de contactos pode ajudar-nos a tomar melhores decisões e a fazer melhores escolhas, mas exige que as relações sejam cultivadas. Não serve de muito ter uma enorme rede de contactos se não existir uma relação de confiança. O networking exige trabalho e disciplina". Foi você que pediu uma cunha?

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O factor "C"
Malekas (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 11:49 | Domingo, 2 de maio de 2010
O que aqui vou escrever pode parecer uma provocação vinda supostamente de alguém que teve essa benesse. Da parte que me toca, garanto que nunca soube o que era isso. O percurso efectuado teve sempre a ver com a capacidade que fui capaz - ou não - de evidenciar nos mais variados tempos da minha vida.
Posto isto, digo-vos que sinceramente não acho que a cunha seja assim tão "diabólica".
Desde que o/a recomendado/a seja capaz de desempenhar com competência as suas funções, nada a opôr.
Porém ao que temos assitido em Portugal - talvez um pouco por todo o Mundo - é o favorecimento de pessoas que nada têm de relevante, a não ser o cartão partidário ou algum descaramento. E aqui sim. Aqui é que o bem comum fica seriamente prejudicado por ostracisar os mais competentes e preparados, dando primazia e preferência àqueles ou aquelas cujo - único - factor que joga a favor deles é o do padrinho.
Mas iskto das cunhas, quando as pessoas são conduzidas a lugares sem qq. preparação para os mesmos, também tem que se lhes diga. Os incompetentes e apadrinhados ficam ad eternum hipotecados a quem lhes arranjou o emprego, E é aqui que surge o problema, pois em Portugal abundam os cargos de confiança e escasseiam cada vez mais os de exclusiva competência tecnica.
Mas isto das competências levantam-nos muitas outras questões. Como por exemplo, que tipo de competências hoje em dia mais se valorizam ? As do ser ou as do parecer ?
 
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socrates_lisboa (seguir utilizador), 1 ponto , 16:49 | Domingo, 2 de maio de 2010
As cunhas mais descaradas
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 12:00 | Domingo, 2 de maio de 2010
A questão é grave e escandalosa quando se põem em determinados lugares pessoas que não têm o mínimo de capacidades para os ocupar, ganhando ainda por cima balurdios, enquanto outros muito mais competentes e sem as tais ditas cunhas fazem o serviço e salvam-lhe a face. A questão é ainda mais grave quando esses incompetentes se armam em competentes e tomam decisões que ainda por cima ninguém ousa criticar para não arranjar problemas. O que é mostrado no texto nem sequer chega a ser uma gota no Oceano, porque desde o particular ao privado há para todos os gostos. É claro que no Público o escândalo é de longe muito maior. Uma pesquisa aos Institutos, Fundações, Câmaras, Ministérios e restantes organismos deixariam qualquer um de boca aberta. Já agora ficaria bem ao PSD e ao BE a convocação de uma Comissão de Inquerito a este assunto, que era capaz de ser bastante útil.
 
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Goodwaves (seguir utilizador), 3 pontos , 13:36 | Domingo, 2 de maio de 2010
CUNHA
ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 12:37 | Domingo, 2 de maio de 2010
Infelizmente a chamada "CUNHA" faz parte do ADN dos portugueses.
À custa da "maldita" cunha há muitas pessoas sem qualquer competência para o desempenho dos lugares que ocupam e ainda por cima a auferirem vencimentos bastante acima da média, em detrimento de muitos outros, de reconhecida competência, que se encontram no DESEMPREGO, porque não têem PADRINHOS"
Lá diz o ditado: QUEM TEM PADRINHOS NÃO MORRE MOURO!
Citam-se no texto alguma pessoas ligadas à Política, mas poderiam invocar-se muitos mais !
Exemplos são às carradas.
 
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Posso meter uma cunha, para me indignar?
CM84 (seguir utilizador), 2 pontos , 15:33 | Domingo, 2 de maio de 2010
Indigno-me sempre, que me incluem em todas as "merdas".

Peço desculpa pelo termo, mas essa, da "cunha" estar no ADN de "TODOS" os portugueses, é uma forma de desvalorizar o assunto e de diluir o problema.

Devido às zonas "cinzentas" do aparelho Estatal, muitos portugueses são "coagidos" a meterem uma cunha.

Mas, muitos dos comentadores, que se insurgem contra a situação, já defenderam actos de "amiguismo", nepotismo ou partidarite, alegando que era um direito de quem tinha ganho as eleições.

Ou argumentando que os anteriores fizeram a mesma coisa. A mim. não me interessa o que fizeram, interessa o que fazem, porque são os actos que ainda consigo evitar.

Na esperança que de futuro, não se repita.

Para evitar a repetição constante destas situações, cabe-nos a nós, todos, não aceitar-mos a situação, indiferentemente de quem a faz. O que não é o caso.

Aceitar estas situações, é aceitar como destino o nosso subdesenvolvimento e consequentemente a nossa pobreza.

Só depende de nós.

 
 
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Porque fui para a Armada ?..
Fernando Torres (seguir utilizador), 2 pontos , 15:41 | Domingo, 2 de maio de 2010
Tinha 16 anos e "escutei" uma conversa entre o meu Pai e o Gen. Galvão de Melo em que o tema era o meu futuro..
O meu Pai foi dos primeiros da FAP (de 1952) e em conversa com o seu amigo e sabendo que eu gostava (e gosto) de aviões e de mecânica lá estavam a ver quais as hipóteses de eu entrar para a Academia..
Como semre gostei de ser eu a decidir sobre os meus destinos lá tratei de conseguir a emancipação (através de meios menos sérios..reconheço..para com o meu Pai..que confiante assinava por baixo o que a familia lhe apresentava..até o divórcio assinou assim..ás "cegas")..e meti a papelada prá Marinha onde acabei por entrar..
Porque fiz isso ?..porque na minha ingenuidade confundi uma conversa com um pedido ou "cunha"..mas não me arrependi..o meu tempo na Marinha foi bastante enriquecedor e grangeei uma grande admiração por parte do meu idolo..o meu Pai..

O estatuto da "cunha" é abominável..é a forma como incompetentes ou responsaveis por incompetentes alcançam lugares ou posições iguais ou superiores aos que os competentes conseguem através do seu esforço e empenhamento..

Palavras chave no universo da "cunha"..Dr."Cunha Valente" ou Eng. "Valente Cunha"..são nomes que abrem mais portas que a fábrica de chaves do Areeiro..basta utilizá-los..
Por mera experiência já os utilizei..gostaria de falar com o sr. fulano de tal..venho da parte do sr. (um daqueles dois que referi)...a resposta normalmente é : faça o favor de entrar...lol..experimentem...
 
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Sem cunha=imprestável
Trintaetrês (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 1:33 | Segunda feira, 3 de maio de 2010
Talvez seja por existir tanto cunhedo neste país, que se observa demasiada incompetência em inúmeros sectores, do público ao privado. Podem existir excepções, de pessoas que mesmo com competências, garantiram o seu lugar num trabalho, através do recurso à dita cuja. Mas a cunha, tem uma parenta ainda mais nociva: a graxa. De facto, muitos trabalhadores são avaliados consoante a beleza do sorriso, ou das amabilidades que se vão fazendo. Talvez esta seja uma das razões que faça com que os portugueses que cá, eram empregados medíocres, tenham-se tornado bons empregados após emigrarem.
 
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O ALMEIDA SANTOS?
Grunf (seguir utilizador), 1 ponto , 11:55 | Domingo, 2 de maio de 2010
Não há engano?
O Almeida Santos, esse senhor respeitável do PS?
Esse grande homem que tanto fez pelo país e nada por si próprio?
Pode lá ser
 
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Os cifrões públicos são tentadores...
Aprendendoepensando (seguir utilizador), 1 ponto , 13:00 | Domingo, 2 de maio de 2010
Sendo Portugal dos países da Europa que mais utiliza a a instituição "Família Cunha", que mais recorre ao pequeno tráfico de influência, só lhe falta criar uma "Fundação" com direito a subsídio!
 
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As cunhas ou ...
Trapezio (seguir utilizador), 1 ponto , 13:22 | Domingo, 2 de maio de 2010
... a validação da corrupção.

Ora, então, segundo este texto, se a "cunha" está no ADN dos portugueses, fará algum sentido insurgirmo-nos contra a cunha e a corrupção nos cargos públicos pagos pelo contribuinte?

Acho que sim. Se a cunha acontecer numa empresa privada, nada tenho contra, pois mais cedo ou mais tarde, é a própria empresa que pagará a factura do acto que cometeu. Conheci alguns exemplos concretos desses em empresas privadas. Não vale a pena estar a bater no ceguinho.

Porém, em cargos públicos, pagos pelo contribuinte, essa situação é INACEITÁVEL e TEM DE SER SEVERAMENTE COMBATIDA, caso contrário perguntar-me-ei se valerá a pena continuar a pagar impostos e se não será mais seguro simplesmente sair do "sistema", já que, a uma pessoa como eu, nada me trouxe, nem nada me trará de bom.
 
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    Re: As cunhas ou ...    Ver comentário
AM(Lx) (seguir utilizador), 1 ponto , 15:27 | Segunda feira, 3 de maio de 2010
    Re: As cunhas ou ...    Ver comentário
Trapezio (seguir utilizador), 1 ponto , 13:59 | Terça feira, 4 de maio de 2010
    Re: As cunhas ou ...    Ver comentário
Trapezio (seguir utilizador), 1 ponto , 14:02 | Terça feira, 4 de maio de 2010
    Re: As cunhas ou ...    Ver comentário
AM(Lx) (seguir utilizador), 1 ponto , 11:49 | Quarta feira, 5 de maio de 2010
A cunha está na base da mediocridade deste país.
Spitzer (seguir utilizador), 1 ponto , 14:43 | Domingo, 2 de maio de 2010
Resumindo um artigo longo... «não há nada de errado com a cunha».

Permitam-me discordar.
Uma sociedade bem organizada é uma onde as pessoas certas estão nos lugares certos. Um excelente exemplo foi Portugal no século XV: tinhamos leaders inteligentes, navegadore intrépidos, empresários consequentes e trabalhadores incansáveis. É o contrário do Portugal do século XX (e XXI?.. gostav de ser optimista), que que os políticos não uns impostores, os empresários são mamões, os trabalhadores já desistiram de se ver recompensados e navegadores não há.

Para que uma sociedade tenha à sua cabeça leaders com qualidade que tomem as decisões certas, que encontrem soluções (e não desculpas) para os problemas do país, das empresas, das repartições.. ect... para que sejamos liderados por pessoas intelligentes e com nível é preciso um sistema de selecção que para aí esteja orientado. A CUNHA FAZ EXACTAMENTE O CONTRÁRIO.

A cunha é a maneira para os batoreiros, os calões, os imbecís e os medíocres obterem posições (no Estado, nas empresas, nas organizações com relevância económica...) que não correspondem às suas capacidades. A cunha gera e perpetua os medíocres no poder.

Dizer que a cunha é boa é o mesmo que dizer que «não faz mal termos medíocres no poder». Será que preciso de explicar porque é que a cunha é mau para Portugal?Será que preciso de explicar as desvantágens dos chefes e directores incompetentes a tomarem decições nas empresas e no Estado? Ou é evidente para todos?
 
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    Re: A cunha está na base da mediocridade deste paí    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 16:34 | Domingo, 2 de maio de 2010
    Re: A cunha está na base da mediocridade deste paí    Ver comentário
Spitzer (seguir utilizador), 1 ponto , 18:53 | Domingo, 2 de maio de 2010
A cunha,já aqui foi deixada;por todos os povos que
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 15:21 | Domingo, 2 de maio de 2010
Acunha que hoje é a responsável;por muitas desgraças e misérias para o nosso país..E CLARO SEMPRE BENEFICIANDO;SEMPRE AS CASTAS VELHAS E VELHACAS DO MEU AMADO PORTUGAL..ATÉ QUANDO;ESSA MALANDRAGEM;DEIXA DE CONTINUAR A FAZER;O QUE AÍ SEMPRE FOI COMUM..Ou seja;a cunha;já aí a deixaram os visigodos..??ou os romanos..?/ou os celtas..??ou os vândalos..??ou os islâmicos..Afinal de quem é a culpa da cunha..???até quando..??cumpts..kantiflas..(((Agora essa do tal espertalhão do tal almeida santos;é sabido..e os outros..??será que só a família do almeida santos;é que se beneficiou do poder do almeida..???é verdade..??EU QUE AINDA O CONHECI LA EM LOURENÇO MARQUES..E JÁ NESSA ÉPOCA;ERA UM BOM ADVGADO DO DIABO..KAMARADA DO MARIO..ESPERAM O QUÊ...???ATÉ QUANDO..??CUMPTS..KANTIFLAS.
 
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Ética para os campiões e ex.
roze (seguir utilizador), 1 ponto , 15:52 | Domingo, 2 de maio de 2010
campiões da ética da comissão de ética dos legisladores metoéticos das leis éticas produzidas na vacaría ética, mais conhecida por assembleia da República: recentemente em conversa de familia consanguinea dizia a minha filha mais nova - a minha directora foi nomeada para braço direito do director de Setubal - esta, chamou-me e disse-me que eu iria ser chamada afim de ficar no seu lugar; eu, pai, disse-lhe assim: quando fores chamada dizes-lhe assim - muito obrigado pela vossa confiança mas abram concurso, se aceitares, ficas agradecida para toda a vida a ela e ao seu partido. Possivelmente o trabalho da fiel politiqueira não se concretizou porque dias depois um legislador denunciou a dita marosca. Não é por acaso que a única instituição que escapa é os CTT (?)
 
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Dona Cunha
amos (seguir utilizador), 1 ponto , 17:08 | Domingo, 2 de maio de 2010
Neste querido país à beira mar plantado só não recebe um pedido de cunha aquele que não dispõe de algum tipo de poder.Quem não tem poder,não recebe cunhas. A dona cunha também dá pelo nome de favor, consideração,parecer,proposta,caso para estudo e tantos outros nomes. A dona cunha faz parte da nossa essência como povo,provavelmente até faz parte do nosso código genético.
 
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O socialismo dos otários e dos " vigários " I
SIULUX (seguir utilizador), 1 ponto , 17:32 | Domingo, 2 de maio de 2010
O socialismo dos otários e dos " vigários "!
Com este " socialismo " não é preciso ser culto, ser competente, ser honesto e íntegro, o que conta é o canudo e a cunha, para " comer " lorpas e palermas cheios de princípios e valores que não rendem euros nem compram nada !

Nas escolas, para começar, eliminaram-se todos os deveres da criança e do aluno: agora ninguém chumba, ninguém precisa de saber e demonstrar aptidões e capacidades para ser doutor, porque o canudo depende dos anos passados com os livros debaixo do braço e dos " amigos dos papás ".

O aluno tem direito a faltar, a chegar atrasado, a insultar colegas e professores, a destruir as instalações e mesmo a boicotar o acesso ao saber aos " filhos dos ingénuos ", sem contar na venda de droga, na violência gratuita e a chantagem permanente sobre quem não for boçal da mesma laia.

Nas empresas, pouco importam os resultados e a produtividade, porque o que conta é ter emprego: trabalho é para os " monhés " que usam cravo na lapela uma vez no ano, por ocasião do dia do trabalhador.

Os gestores públicos sabem que ninguém lhes exigirá responsabilidades, por isso contentam-se em vegetar e esperar a hora para dar o golpe nos cofres do Estado e nos bolsos dos " sucateiros " a quem fazem fretes!

Os políticos, são uns invertebrados e uns cata ventos, que mudam mais rápido de opinião que de camisa. Nunca agem em coerência e segundo a consciência, mas ao sabor da conveniência ou da disciplina partidária.
...
 
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O socialismo dos otários e dos " vigários " II
SIULUX (seguir utilizador), 1 ponto , 17:33 | Domingo, 2 de maio de 2010
Os políticos, são uns invertebrados e uns cata ventos, que mudam mais rápido de opinião que de camisa. Nunca agem em coerência e segundo a consciência, mas ao sabor da conveniência ou da disciplina partidária.

Os juízes, esses, só fazem justiça quando é para condenar as " sardinhas e os carapaus " porque os tubarões foram sempre as malhas da lei.

O socialismo português sempre mudou de cor, como a cara da freguês: o do pobre e do trabalhador é miserável e só distribui migalhas, o dos " senhores e dos doutores " é socialite, com benesses e cartão de crédito ilimitado e milhões de euros aos maços.

Com um socialismo de " vigários " assim é fartar vilanagem, porque ele só existe graças à cambada de otários que, por um mísero chouriço, não se cansam de passar cheques em branco aos travestis a quem apertam a mão de cinco em cinco anos.
 
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