18/03/2010 actualizado às 13:43
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As caras de prazer de Clara Pinto Correia

Um conjunto de fotografias da cientista e escritora Clara Pinto Correia em êxtase sexual estão expostas no Centro Cultural de Cascais. As imagens da exposição "Sexpressions" são de Pedro Palma, marido da retratada. Clique para ver a fotogaleria e ler o conto de Clara Pinto Correia.

José Cardoso (www.expresso.pt)
12:10 Quinta-feira, 7 de Jan de 2010
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                                                  GLÓRIA

Tenho cinquenta anos. Devagarinho, quase sem eu dar por isso, os meus seis filhos foram seguindo as suas vidas, até estarem longe, longe. Já há muito tempo que vivo sozinha com a Bolota, numa casa pequenina no alto da montanha, na orla do bosque que não tem fim e de frente para as ondas do Atlântico que nunca acaba. Passam por aqui muitos amigos, mas a companhia íntima dos homens já me desiludiu que chegue e a das mulheres não me interessa absolutamente nada. Estou em paz.

À noite, gosto de me deitar no escuro com a Bolota, a beber um copo e a fumar em silêncio absoluto. Através da janela aberta, ouço o pio dos mochos e o coaxar das rãs, o cair da chuva e as patas dos cavalos. É bom. Enche-me de energia e faz-me sentir disposta a tudo. 

Esta noite, não sei porquê, não conseguia tirar os olhos da janela aberta.

Estava a pensar numa outra noite registada na história, há já três séculos, quando John Adams, que viria a ser o segundo presidente dos Estados Unidos, e Benjamim Franklin, o mais visionário dos Founding Fathers, andavam a fazer campanha pela Revolução Americana e tiveram que partilhar a mesma cama numa hospedaria do caminho.

Olho outra vez para a janela aberta. Há qualquer coisa em mim que se revolve, inquieta, como se, de repente, fosse entrar por ali um mistério enorme. Foi esse mistério que os dois homens sábios discutiram toda a noite no século XVIII, no tal quarto que só tinha uma cama. Exactamente por causa da janela.

John Adams, calvinista devoto, insistia que a janela tinha que ficar fechada, senão morreriam os dois de pneumonia. Benjamin Franklin, deísta entusiasta para quem a Natureza não podia deixar de ser a mais gentil das damas, não parava de bradar que a janela tinha que ficar aberta, para que os zéfiros nocturnos pudessem entrar e encher-lhes o corpo e a mente de energia limpa e renovada. 

A janela não parou de abrir e de fechar até ao romper da aurora.

Calvinistas! A sério, eu, que gosto de respeitar todas as fés, não consigo entendê-los. Claro que a Natureza só pode ser a mais gentil das damas, mesmo nas suas manifestações mais portentosas e destrutivas. Compete-lhe esculpir o planeta e continuar a fazer girar a grande roda. E enviar-nos todas as noites os zéfiros que nos renovam, como estes que entram agora pelo meu quarto, e que, e de repente, me arrepiam. 

Passou-me pela cara um vento morno, carregado de aromas agrestes da floresta, que me brincou nos cabelos, se enroscou neles como uma cobra, e não se foi embora.

Está a acontecer qualquer coisa que não é normal. 

Entrou-me no quarto qualquer coisa que veio com o vento. Não consigo vê-la bem, e, curiosamente, não tenho medo nenhum. É uma coisa poderosa e tem que ser boa, porque a Bolota não rosnou nem arrepelou o pêlo. Limitou-se a saltar imediatamente para o chão, como que a dar-lhe o seu lugar ao meu lado. O que quer que seja, já tocou na minha pele de uma forma muito doce. Aqueceu-me logo nesta noite fria. Está a enroscar-se ao meu lado sem qualquer cerimónia. Só pode ser um animal. Um animal muito quente.

Já há muito tempo que conheço o perigo e há muito tempo que me estou nas tintas. O calor do animal aquece-me e anima-me, do fundo da solidão onde construí o meu sossego. Deixo-me deslizar no seu sentido. Dentro da aura dele, sinto-me, como nunca senti antes, a cair devagar numa banheira de mel. É tudo tão doce e calmo, deste lado da cama onde costuma estar a Bolota. Oiço uma voz que não conheço a pronunciar, calmamente, palavras que eu nunca ouvi. Esta criatura fala. E isto é linguagem articulada. Mas é só quando me abraça toda com infinita doçura - pernas, braços, mãos, cabelos, pescoço, queixo - que me dou plenamente conta do meu erro. Este animal é um homem. Foi um homem que voou pela minha janela, no sopro dos zéfiros nocturnos. 

O escuro da noite, com todos os seus luzeiros distantes, sempre foi meu amigo. Este ano Marte tem estado bem à vista, e consigo ver o seu inconfundível brilho vermelho através da janela aberta. Sobretudo, não quero fechar os olhos. Quero absorver tudo o que sei que nunca mais volta a acontecer. A Bolota está a dormir placidamente, e de vez em quando resmoneia nos seus sonhos. Mas isto, dentro da nossa aura, não é um sonho. O homem que veio com o vento é muito grande. Prendeu-me as pernas dentro das suas como se eu fosse um brinquedo sem peso, e está a explorar-me o corpo todo com umas mãos firmes e suaves que parecem do meu tamanho. Continua a falar comigo calmamente, na sua voz de barítono cheia de música longínqua. Eu não sei falar com ele. Limito-me a oferecer-me incondicionalmente e a sorrir. Mesmo sem o ver, sei que ele sorri também.

O homem muito grande está a divertir-se, como se, também ele, já não desfrutasse há muito do corpo despudorado e feliz de uma mulher que gosta do prazer da entrega. Roça-me a língua pelo pescoço, pelos ouvidos, enche-me de arrepios e eu rio. Ele volta a falar, faz-me suar, acaricia-me os cabelos com ternura e depois puxa-mos com toda a força, até me fazer gritar. Quando eu grito, ele ri. E atrai-me para si ainda mais. Depois segura o seu brinquedo contra o torso poderoso que lhe concederam as Forças da Natureza, lentamente, a respirar fundo sobre os meus ombros. É um homem que gosta de brincar. Tem, de facto, muito pouco de humano. 

Então, mas isto é um jogo, não é? Porque, se é um jogo, eu também sei jogar. E apetece-me. Deu-me para me sentir estupidamente jovem. Começo a empurrá-lo para trás como se já não quisesse mais carícias, com toda a força que tenho que não é nenhuma contra a dele. Ele prende-me as pernas entre as suas com toda a força, eu tento libertar-me com os joelhos, tento puxar-lhe os cabelos mas ele prende-me as mãos, estamos os dois a rir muito, até a Bolota acorda do fundo do seu sono sem remorsos. Nessa altura, porque ele se distrai, liberto uma mão e acendo a luz da minha cabeceira.

Quando olhei pela primeira vez, achei que tinha visto, ao meu lado, na minha cama, a estátua milenar de um semi-deus grego. 

Aqui é onde, de súbito, me sinto com medo da minha própria mente.

Os deistas do século XVIII que queriam as janelas bem abertas acreditavam que da Natureza só lhes poderia vir o Bem. Spinoza dissera, na fórmula mais sucinta e apeladora de todas, Deos sive Natura: Deus ou a Natureza, não há que sofrer mais tormentos teológicos à procura da diferença entre duas entidades que são uma só. John Locke dissera, Os trabalhos da Natureza, por toda a parte, evidenciam suficientemente a existência da Divindade. Eram pessoas extremamente racionais, interessadas em simplificar o mundo espiritual europeu, depois de pelo menos três séculos de carnificinas e torturas sem precedentes da nossa história, todas elas feitas em nome de Deus. 

Ou seja. Eu para aqui a construir todo este belo edifício artístico que o corpo e as mãos deste homem me inspiram. E, como acontece tantas vezes, a esquecer-me do lado irracional da existência onde tantas vezes se cristalizam os nossos actos mais profundos. Para os deistas, não havia cá conversas de deuses pagãos, ou de santos postos no seu lugar pela cristianização do Império Romano nos tempos de Constantino. Talvez eu esperasse ver um prodígio natural deitado ao meu lado na cama, não sei, agora que penso nisso - talvez alguma composição fenomenal do Arcimboldo.

E isso, de facto, seria assaz patético.

O que eu não esperava, de certeza, era esta perfeição de linhas, este sorriso de mármore, esta simetria perfeita de traços, esta beleza rigorosa e compulsiva de um Antínuo esquecido debaixo das pedras, ou de um David renascentista num museu. E a flexibilidade quente do corpo da estátua, cada vez mais colado meu. Tudo se contradiz, enquanto o nosso prazer vai subindo imperiosamente de grau no mesmo termómetro de Réaumur que mediu a temperatura do dia do Grande Terramoto de Lisboa. Não há mais perímetros definidos? Ainda bem.

Na glória imensa desta noite sem regras, dou-me ao luxo de fechar finalmente os olhos de puro gozo quando o homem mágico me cobre e de uma vez por todas me enche de si, pujante, quente, pleno, feliz de um desejo tão grande como o meu, agora tão silencioso e compenetrado como eu estou. Deixo-me levar nesta onda magnífica do mesmo mar que rebenta na praia com um estrondo que chega à minha janela, e só volto a abrir os olhos muito tempo depois.

O arquétipo clássico desapareceu. Dentro de mim, em cima de mim, a olhar para mim com um olhar que tem tanto de prazer como de surpresa, está um arcanjo guerreiro pré-rafaelita. É como se uma criatura divina que ia combater o Mal num cavalo branco tivesse momentaneamente pousado o arco, e as setas, e as flechas, e até talvez a espada. Tudo porque cedeu a uma tentação incontrolável, cem por cento extra-programa, que está agora a falar-lhe aos sentidos de uma forma que até então lhe era desconhecida, e que se revela imensamente gratificante.

Meu Deus, é tão bonito.

Não consigo tirar os meus olhos humanos dos olhos líquidos dele.

Talvez o Mal ainda possa andar um bom bocado à solta no que resta desta noite.

Não. Bastou um sopro, um passe de capa do vento, e o arcanjo já se foi embora. O Mal que aguente a sua investida, porque na minha cama a parada subiu de tom. Não sei quem me possui desta maneira. Nem sequer sabia que era possível voar tão alto à superfície da Terra. Volto a fechar os olhos, volto a deixar-me levar, sinto o suor deslizar pelos nossos corpos colados, oiço a respiração dele cada vez mais fremente nas narinas, e tudo no seu abraço enorme continua a dizer-me que não tenha medo. Quando abro os olhos, só me ocorre uma palavra -- Bucéfalo. 

Há qualquer coisa de inominavelmente grandioso em ser-se a mulher do garanhão negro que acompanhou Alexandre o Grande em todas as suas batalhas. E mais ainda em atingir o clímax com ele, num berro sem fim que sacode a montanha e cala o mar.

É neste pacto secreto que adormecemos em paz, estafados, totalmente emaranhados um no outro.

Levantei-me devagarinho, com a brisa doce e cheia de flores da manhã a brincar suavemente na trepadeira, para ir abrir a porta à Bolota. Sentia-me a cintilar por dentro. A criatura mitológica continuava ali em plena luz do dia.

Olha, querida, trazes-me um café lá de baixo? Se faz favor?

Que é isto?

Virei-me como se tivesse sido mordida por um bicho, com o coração a bater na garganta. Aquilo era um homem. Tinha-se sentado no meio das almofadas com o cabelo todo desgrenhado, e estava a acabar de acender um cigarro com um sorriso rasgado completamente canalha.                 Mas afinal tu falas?

Só quando vale a pena.

E tens por hábito entrar assim a voar, sem mais nem menos, a meio da noite, pela janela das pessoas?

Assim sem mais nem menos? Era o que faltava. Foi só mesmo porque quis ficar contigo.

Mas, prodígio. Eu tenho cinquenta anos. Quer-me parecer que já há muito tempo que não acredito em milagres, topas. 

Eh pá, por pavor, tu poupa-me a conversa mole, fedelha. Eu tenho a idade da Terra, e estou farto de não passar de um mero prodígio, e não vejo por que é que, entre nós os dois, não há-de acontecer mesmo um milagre. Sinceramente. Ando há milénios para aí a fazer nascer Grandes Imperadores, Grandes Guerreiros, Grandes Navegadores, Grandes Artistas, Grandes Cientistas...

Livra. Só és capaz de engendrar homens?Também fui o pai da Joana d'Arc.

Uma maluca mascarada de homem?

Ouve lá. As mães tiveram todo o prazer, os filhos tiveram todas as dores de cabeça e todas as facadas no Senado, portanto acho que o jogo é mais que justo para o teu lado, ou sou eu que estou a delirar? E digo-te, o que eu realmente aprendi foi que, em todos os tempos, em todos os sítios, da mãe do Aristóteles à mãe do Obama, toda a gente acredita em milagres, ouviste, e isto digo-te eu, que já vi tudo, em toda a parte. Qual é o nosso milagre? Tu libertas-me da Eternidade, eu liberto-te da solidão... Gaita que és mesmo boa, mulher. Anda cá que eu faço-te já um filho daqueles normais.

Normais? Numa mulher em menopausa?A Bíblia está cheia delas.

Ao menos diz-me o teu nome, palerma.

E o café que eu já pedi há mais de três quinze dias, gaja? Não digo mais nada sem me trazeres o meu café.

Boa. Agora convenceste-me. És mesmo um homem. Vou buscar o café sem mais demora, chefe. E vais ficar por aqui quanto tempo, já agora, só para eu depois ir à mercearia comprar aquelas porcarias todas de que os homens gostam?

Ele espreguiçou-se todo de puro conforto, com o tal sorriso velhaco a ficar cada vez mais doce.

O resto da vida, estrela-do-mar. 

                                CLARA PINTO CORREIA                               

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Que tal ao contrário...
Julius Caesar (seguir utilizador), 3 pontos (Divertido), 22:03 | Quinta-feira, 7 de Jan
Já que o que conta é ganhar dinheiro de qualquer maneira sem olhar a algum recato que tal umas fotografias do marido a levar no traseiro mostrando as suas expressões (artisticas) faciais? Tenho para mim que seria um trabalho foto-jornalistico muito mais interessante do ponto de vista "cultural".
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    Re: Que tal ao contrário...    Ver comentário
Mare Nostrum (seguir utilizador), 1 ponto , 22:06 | Quinta-feira, 7 de Jan
A Clarinha para o Povo
Gundi (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 10:12 | Sexta-feira, 8 de Jan
Quanto à ideia: muito pouco original. O que não falta pela net fora são fotos e vídeos de caras de senhoras, de muito boa qualidade, feitos pelos respectivos parceiros no momento do êxtase sexual. Claro que normalmente o êxtase sexual é o deles, o que dá outro colorido à coisa. Assim só uma senhora, já entradota, a arreganhar os dentes, não tem muito para ver. E ficamos sempre na dúvida se o êxtase será será genuíno, ou plagi... ehm, fingido.

Quanto ao objectivo: depois da passagem pelo "Dança comigo", crónicas no 24 Horas e outras aventuras do género, parece-me o caminho lógico para quem não sabe como atrair visibilidade e quer destacar-se da lusa mediania. Não tardará até que se ofereça para aparecer na Playboy, FHM, ou Dica da Semana, gratuitamente (ou a pagar para isso), rodeada de lagartos hermafroditas.

Quanto ao artigo: quantas vezes será preciso repetir que a senhora não é cientista? Agora que tem o CV online, basta ir lá consultar e ver que a meia-dúzia de artigos que publicou em toda a vida foram escritos (menos de metade por ela) nos anos 90. Hoje é reitora duma privada de rés-de-chão, e aparece em coisas deste género, mas cientista - nunca. Ou seja - e dada a natureza das fotos - nem sequer se pode argumentar que seja uma cientista que faz carreira na horizontal...
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    Re: A Clarinha para o Povo    Ver comentário
golf (seguir utilizador), 1 ponto , 14:47 | Sábado, 16 de Jan
sou a rosa e também adoro a cadelinha bolota
Rosa Engeitada (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 20:46 | Sexta-feira, 15 de Jan
aii aii já li com muita atenção e várias vezes toda a estória escrita pela senhora doutora clarinha e chorei e não sei porquê mas chorei porque aquela cadelinha a bolota fez-me lembrar a lambetuxa que também era uma cadelinha muito simpática e quem era impossível de aturar era a dona e que era a dona máxima que vivia no andar de cima e que era antipática para toda a gente menos para a queridinha da lambetuxa e que de certeza a rodeava de mimos e atenções pois todas as noites a ouvia chama-la de certeza para ir dormir lambetuxa lambetuxa e a cadelinha devia ser dura de ouvido porque a dona máxima gritava mais alto lambetuxa lambetuxa e isso fazia-me pensar como havia pessoas embirrantes para as outras pessoas e tão boazinhas para os animais e um dia sim um dia a lambetuxa sai a correr do prédio e é atropelada e sou a primeira a chegar ao pé dela coitadinha e morre ao meu colo a deitar-me aqueles olhos tristes e a linguazinha de fora e entrego-a à dona máxima que saía desesperada do prédio e estendo os braços e digo-lhe aqui tem dona máxima a pobrezinha da lambetuxa e ela volta-se para mim e no meio do desespero e grita-me que criada mais estúpida a chamar lambetuxa à minha querida tuxa e a chorar convulsivamente volta para casa abraçando com enlevo a pobre tuxa que eu estava convencida que se chamava lambetuxa e a dona máxima escusava de me tratar assim porque eu juro que não me enganei por mal
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    Re: sou a rosa e também adoro a cadelinha bolota    Ver comentário
ZEGOU (seguir utilizador), 1 ponto , 14:55 | Sábado, 16 de Jan
    sou a rosa a agrdecer ao senhor zegou    Ver comentário
Rosa Engeitada (seguir utilizador), 2 pontos , 21:53 | Quarta-feira, 20 de Jan
    Re: sou a rosa a agrdecer ao senhor zegou    Ver comentário
ZEGOU (seguir utilizador), 1 ponto , 9:06 | Quinta-feira, 21 de Jan
invejoso talvez...
odagrom (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 18:06 | Quinta-feira, 7 de Jan
Não sei porquê, mas há certas pessoas que me irritam. Gosto de humildade e sempre que vejo pretenciosismo no horizonte fico mal disposto. Cristiano Ronaldo ou Mourinho, por exemplo, são vaidosos mas não me irritam, pois apesar de nada modestos o talento deles é visível por todos. Agora pessoas medianas com a mania é algo que me dá volta ao estômago. Sou invejoso dirão uns, machista dirão outras, mas o que é certo é que não vejo nada de extraordinário nesta reportagem para que seja digna de aparecer no Expresso. Playboy talvez?...
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    Re: invejoso talvez...    Ver comentário
J Saints (seguir utilizador), 1 ponto , 18:44 | Quinta-feira, 7 de Jan
    Re: invejoso talvez...ignorancia concerteza !!!    Ver comentário
Santropez (seguir utilizador), 1 ponto , 23:31 | Quinta-feira, 7 de Jan
    Re: invejoso talvez...ignorancia concerteza !!!    Ver comentário
odagrom (seguir utilizador), 1 ponto , 0:04 | Sexta-feira, 8 de Jan
    Re: invejoso talvez...ignorancia concerteza !!!    Ver comentário
fimdalinha (seguir utilizador), 1 ponto , 1:13 | Sexta-feira, 8 de Jan
    Re: invejoso talvez...ignorancia concerteza !!!    Ver comentário
ajace (seguir utilizador), 1 ponto , 1:17 | Sexta-feira, 8 de Jan
    Re: invejoso talvez...ignorancia concerteza !!!    Ver comentário
Santropez (seguir utilizador), 1 ponto , 11:01 | Sexta-feira, 8 de Jan
    Re: invejoso talvez...ignorancia concerteza !!!    Ver comentário
odagrom (seguir utilizador), 1 ponto , 15:12 | Sexta-feira, 8 de Jan
    Re: invejoso talvez...ignorancia concerteza !!!    Ver comentário
ajace (seguir utilizador), 1 ponto , 18:18 | Sexta-feira, 8 de Jan
    Re: invejoso talvez...    Ver comentário
felicidade (seguir utilizador), 1 ponto , 23:34 | Quinta-feira, 7 de Jan
    Re: invejoso talvez...    Ver comentário
felicidade (seguir utilizador), 1 ponto , 23:36 | Quinta-feira, 7 de Jan
Ai Costa...a vida costa!...
CondestavelXXI (seguir utilizador), 2 pontos , 18:34 | Quinta-feira, 7 de Jan
...mesmo vivendo só com a Bolota.
Votos de bom 2010 para a Clara e que o seu idílio seja real.
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    Re: Ai Costa...a vida costa!...    Ver comentário
Tokarev (seguir utilizador), 1 ponto , 19:29 | Domingo, 10 de Jan
    atao foi a bolota que tirou as fotos?????????    Ver comentário
Cena Macabra (seguir utilizador), 1 ponto , 23:46 | Domingo, 31 de Jan
Medo II
Pedro Lourenço (seguir utilizador), 2 pontos (Divertido), 19:04 | Quinta-feira, 7 de Jan
Há a possibilidade de designar um determinado comentário como "abusivo". Neste caso, também deveria haver essa possibilidade nas notícias... Podiam ao menos arranhar uma gaja com uns dentes melhores...
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    Re: Medo II    Ver comentário
J Saints (seguir utilizador), 2 pontos , 12:03 | Sexta-feira, 8 de Jan
    Re: Medo II    Ver comentário
RedHeadDi (seguir utilizador), 1 ponto , 19:16 | Quinta-feira, 7 de Jan
    Re: Medo II    Ver comentário
golf (seguir utilizador), 1 ponto , 14:41 | Sábado, 16 de Jan
A Clara tem direito à sua (dela) liberdade.
HerriAlex (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 19:05 | Quinta-feira, 7 de Jan
Força Clara, avança, estou contigo.
A Clara tem muitos dias e muitas noites vividas umas, imaginadas outras, de qualquer modo, todos esses momentos e toda essa criatividade são propriedade dela.
Magoa-me a besuntice com que meia dúzia de portugueses(as) fazem questão de erguer a voz para discordar da Clara.
É que há limites, porra!
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SOS
Kinikós (seguir utilizador), 2 pontos , 19:39 | Quinta-feira, 7 de Jan
Ora bem! Não estou a perceber! Se foi o "marido da retratada" que sacou as fotos, porque é que a pequena está assim "tou que nem posso"?
O marido é homem dos sete instrumentos?
Ela é artista de prestidigitação?

Estou mesmo confundido!
:-(
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As caras de prazer de Clara Pinto Correia
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 19:41 | Quinta-feira, 7 de Jan
Desisti ao meio, porque não tenho pachora para aturar pessoas que estão sempre a falar nos passarinhos a cantar, mas continuam a querer viver na cidade. Têm uma boa oportunidade de realizarem os sonhos, porque o que não falta neste jardim à beira mar plantado, são aldeias desertas com casas abandonadas e campos por tratar. Se não se despacharem podem não ír a tempo de ainda encontrarem os passarinhos, caso não tenham também rumado à cidade, ou morrido de tédio.
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Sem comentários
NãoHáInocentes (seguir utilizador), 2 pontos , 19:54 | Quinta-feira, 7 de Jan
.
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    Sem comentários/No comment.    Ver comentário
kcorreia (seguir utilizador), 1 ponto , 22:15 | Quinta-feira, 7 de Jan
    Re: Sem comentários/No comment.    Ver comentário
NãoHáInocentes (seguir utilizador), 2 pontos , 22:54 | Sexta-feira, 8 de Jan
Se vissem a expressão da minha vizinha...
Geraldo Sem Favor (seguir utilizador), 2 pontos , 20:34 | Quinta-feira, 7 de Jan
...quando tem orgasmos múltiplos ficavam malucos !!!
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Muito giro
cjours (seguir utilizador), 2 pontos , 10:46 | Sexta-feira, 8 de Jan
Muito giro, muito corajoso, ou completamente louco, ou tudo junto!
Eu adoro ver uma mulher ter prazer e estar disponível para o prazer. Acho belo. Extremamente intimo. Acho estas imagens belas, independentemente das pessoas envolvidas ou dos dentes ou do que seja! Uma das virtudes é, precisamente, não ter usados photoshop!! Mas há pessoas que gostam mesmo é da ilusão do photoshop, do botox, do silicone... eu gosto mesmo é de mulheres!
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    Os tótós da linha.    Ver comentário
aukistoxegu (seguir utilizador), 1 ponto , 18:37 | Sábado, 9 de Jan
    Re: Os tótós da linha.    Ver comentário
cjours (seguir utilizador), 2 pontos , 10:12 | Segunda-feira, 11 de Jan
    Re: Muito giro    Ver comentário
Cena Macabra (seguir utilizador), 1 ponto , 23:31 | Domingo, 31 de Jan
Quanto é preciso
António Da Rocha (seguir utilizador), 2 pontos , 23:15 | Sábado, 9 de Jan

... pagar na página de publicidade do "Expresso", para se publicarem umas fotos tão mazinhas e se ficar famosa?

Façam o favor de publicar a lista de preços, para estimular a clientela!

Já, agora, não se esqueçam de apresentar preços para publicidade fotográfica com prosa e sem prosa!

Só fotos, e a preta e branco deve ser mais baratinho , não?

Cumpts
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CPC EM EXIBIÇÂO NO CCB
NJP (seguir utilizador), 2 pontos , 1:34 | Segunda-feira, 18 de Jan
Clara Pinto Correia é um turbilhão exibicionista onde tudo vale sem qualquer pudor. Só que de tanto se estar nas tintas parea o que deveria ser íntimo corre o risco de que um bom observador das fotos se pergunte como e com quem ela atinge o orgasmo. Sexo virtual, tantrico, com artefactos? De tão exposta a cientista dos papers, que parecem não serem dela, nem sugere erotismo, nem quando pega no cigarro.
O marido aguenta-se na cumplicidade exibicionista sem se perceber porquê. Onde está ele nas fotos a menos que a máquina esteja em disparo automático?
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50 anos?
Miranda07 (seguir utilizador), 2 pontos , 23:09 | Sexta-feira, 22 de Jan
Really? No kidding! É que o texto faz-me pensar numa adolescente com cerca de 17; as imagens, porém, em alguém acima dos 77. Que chatice!
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