"As autoridades usaram Juan Manuel Martinez como bode-expiatório o que revela uma grave deficiência no sistema jurídico, que impossibilita que seja realizada uma investigação adequada e permite que o verdadeiro assassino de Brad Will continue foragido," afirmou Kerrie Howard, Directora Adjunta do Programa da Amnistia Internacional para as Américas.
A resolução do caso tornou-se primordial após o Congresso dos Estados Unidos da América terem considerado esta uma condição essencial para a disponibilização de parte do financiamento para a Iniciativa Mérida - uma iniciativa de cooperação bi-lateral regional de segurança e assistência.
Juan Manuel Martinez foi libertado por um Tribunal Federal Mexicano que considerou que não existiam provas para suster a acusação. A Amnistia Internacional congratula-se com a libertação deste activista político, no entanto relembra que além de Brad Will, 17 pessoas foram assassinadas nos confrontos de 2006.
Ninguém foi levado à justiça por qualquer um dos assassinatos que tiveram lugar durante os protestos em Oaxaca. O Procurador-Geral da República analisou sete desses casos, no entanto, em Fevereiro de 2008, informou as famílias das vítimas que os processos seriam arquivados por falta de provas.
A Amnistia Internacional apela para que o homicídio de Brad Will seja alvo de uma investigação eficaz e transparente, assim como os abusos cometidos pelas forças de segurança durante as violentas manifestações políticas em Oaxaca, em 2006.
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