Se dependesse dos analistas das casas de investimento, investir agora em acções do principal índice português seria quase sempre uma boa decisão. Por quê? Porque entre as 20 acções que compõem o PSI-20, 19 apresentam preços-alvo médios acima das cotações. O maior optimismo vai para a Sonae Indústria (potencial de subida de 47%), o Banco Espírito Santo (39%) e a Mota-Engil (39%). Já a recém-entrada no índice, a Inapa, reúne um preço-alvo médio que está abaixo do seu preço actual.
Numa carteira que tivesse as 20 acções com pesos iguais, os números dos analistas indicam um ganho médio de 22%, se os valores calculados se concretizarem. Contudo, o último Relatório Anual de Supervisão da Actividade de Análise Financeira
, da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), mostrou que as contas dos intermediários financeiros muitas vezes esbarram com a realidade. Entre 10 das equipas de análise que emitiram mais recomendações de acções, apenas 3 conseguiram que mais de metade dos seus preços-alvo fossem ultrapassados nos 6 meses seguintes.