Pedreiras ocupam na Arrábida uma área equivalente a cerca de 300 campos de futebol (323 hectares, segundo o Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade) e podem permanecer nesta área protegida por tempo indefinido.
Há anos que isto é falado, criticado, apontado como desastre.
E que medidas foram tomadas? Zero!
Porque, como diz a canção dos Deolinda, "Vão sem mim que eu vou lá ter."
Mais uma vez neste País, NINGUÉM é responsável. NINGUÉM tem autoridade para impedir o desastre. NINGUÉM tem coragem para obrigar os exploradores das pedreiras a reflostar a área, seja a que preço for.
Resta-nos esperar que não queiram explorar pedreiras no pinhal de Leiria, no Caramulo, em Monsanto ...etc.
Pois é assim um pouco por todo o país, a Arrábida está esventrada a Sicó está sangrada e a a Serra D'Aire e Candeeiros rapada. Na extração de inertes quem ganha e muito são as empresas donas das pedreiras que impune e livremente escavam até onde lhes apetece a troco de dez tostões de mel coado. Conheço alguém dono de uma pedreira que se passeia de carro de alta cilindrada e tem umas quantas máquinas guardadas, mas a serra é que está a desaparecer. Ah, e até hoje não vi por lá ninguém da Quercos.
Ora aqui está um excelente trabalho de investigação ambiental... Seria de esperar vindo dos ecologistas, mas não! Esses deixaram-se inebriar pelo CO2, e já não vêem mais nada!!!
SINCERAMENTE NÃO COMPREENDO COMO É QUE SE CRIA UM PARQUE E SE DEIXA LÁ INSTALAR OS SEUS PIORES INIMIGOS.
PRIMEIRO COMEÇOU COM A CIMENTEIRA, MAS ESTA PRECISA DE PEDRA. É O PRINCIPIO DA PESCADINHA DE RABO NA BOCA.
MAS QUE ESTE É UM ESCANDALO DE GIGANTESCAS PROPROÇÕES, LÁ ISSO É, PORQUE OS EFEITOS DAS PEDREIRAS, NÃO SE ESGOTAM DENTRO DAS VEDAÇÕES, BASTA VER EM ALGUMAS DAS FOTOGRAFIAS, A GRANDE QUANTIDADE DE POEIRA NO AR.
ESTE É MAIS UM DOS EXEMPLOS DEMONSTRATIVOS DO PODER DO DINHEIRO. É QUE QUANDO ESTE ATACA, NÃO HÁ NADA QUE VALHA A UM PARQUE, PAISAGEM, OU OUTRA COISA.
E DEPOIS ASSISTE-SE AO QUASE RIDICULO DA PROTECÇÃO DO MAR, ATÉ DOS NADADORES! INCRIVEL, NÃO É?
E O POVO DA REGIÃO? E OS AUTARCAS? E OS POLITICOS? NINGUÉM FAZ NADA?
Como conheço bem o Zambujal vale a pena dizer que o Galo só ocupa uma pequena área. O resto são pedreiras em recuperação ambiental. Nenhuma delas está no parque e existem desde muito antes da implementação do parque.
Geram por ano riqueza para alimentar, por exemplo, a recuperação do parque e os seus incompetentes técnicos que à custa dessa incompetência não deixam abrir caminhos para com,bate a concendios e depois veêm a flora e fauna ser dizimada pelo fogo. Mas como este é o país do faz de conta, fazemos de conta que somos um país rico, fazemos de conta que que temos boa gestão do território e escolhemos uns quantos simbolos para com ou sem razão dar-mos umas cacetadas e espiarmos os pecados.
É um crime a arrábida ser violada desta forma - mas se fosse só na Arrábida .... todo país está a saque ... O Algarve já era - foi destruído - agora passou do turismo de luxo ao turista de pé descalço, por causa do aborto em que se transformou .... por todo país os projectos PIN arrasaram com enormes áreas verdes protegidas, só pela ganância dos empreiteiros e seus associados - os politicos! locais onde os carros não podiam circular, onde os donos nunca poderam fazer um pequeno abrigo são agora ocupados por hoteis e moradias implantadas em dunas, falésias, etc....
Venham á zona centro e vejam os crimes que se cometem diariamente em São Martinho do Porto ou no Bom Sucesso, por exemplo. Figurinhas com apelidos sonantes conseguiram autorização para destruir habitats inteiros, arrasando todas as árvores e vegetação para construirem casas em cima do mar ... resta dizer que, dentro de 15 ou 20 anos, quando o mar levar os mamarrachos com ele, vão exigir aos contribuintes que indemnizem estes desgraçadinhos, claro está ...
E vamos andando fingindo que está tudo bem nesta latrina mal frequentada ....
A questão é colocada de uma forma claramente falaciosa. A extracção de calcário da Arrábida é uma actividade que se desenvolve naquelas áreas há muitos e muitos anos, muito antes de sequer se pensar em áreas protegidas. A sua existência sustenta muitíssimo postos de trabalho directos e indirectos, isto numa zona em que a pesca definha dia-a-dia e a maioria dos postos de trabalho no turismo não passa de uma espécie de 'ocupação de tempos livres'.
Em virtude da reportagem fotográfica não pretender informar mas simplesmente chocar, quem não sabe fica sem saber que muito antes da criação do último plano de ordenamento foram as empresas que exploram as pedreiras que auto-limitaram as áreas de exploração obedecendo a critérios mais apertados do que aqueles que lhe eram impostos, também não se diz que actualmente as empresas têm cauções milionárias a favor do PNA para o caso da recuperação da área (que é obrigatória por lei) não ser cumprida. Também não se diz que a lei que regula o sector é extremamente exigente do ponto de vista do licenciamento e da exploração, implicando obrigações e responsabilidades inexistentes em muitas outras áreas.
É evidente que não é um sector isento de problemas, mas não é justo 'jogar' com o impacto visual de dúzia e meia de fotografias, em contraponto com centenas de postos de trabalho numa área carente e num sector que cumpre regras que noutros ramos o Estado não exige.
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Excelente como reportagem fotográfica e estemuho ilucidativo da destruição de um Património Natural invulgarmente belo e valioso a todos os títulos.Verdadeiro crime na impunidade perante a passividade do Estado e das suas estruturas políticas
Eu estou-me nas tintas para os postos de trabalho destas empresas com práticas criminosas. Mais, se estas ou outras empresas fossem deslocalizadas, os postos de trabalho mantiam-se. Não se venha com o falso argumento de que já lá estavam antes da criação do parque natural. Tudo se muda se houver vontade. A serra da Arrábida tem um património floral único que era fundamental preservar. Atenção, não sou nenhum ecologista, muito menos contra o progresso. Não entendo é porque o Estado não defende o essencial. A indústria da construção têm de encontrar alternativas em locais que não tenham a importância única da Arrábida. Mesmo que isto custe mais algum dinheiro.
HAJA CORAGEM! Difundam-se claramente as fotografias com as chagas da Arrábida produzidas pela SECIl! Publicitem-se largamente os nomes dos responsáveis que autorizaram tais chagas e dos que permitem que continuem a ser abertas!
Ninguém gosta das pedreiras ou das cimenteiras. Será que está na hora de voltamos a morar em casas de madeira ou em cavernas?
Pois é, todos gostamos de uma casa com bonitos revestimentos em pedra, mas esquecemo-nos da origem dos materiais que são usados nos nossos lares. Já não falar das estradas asfaltadas e das auto-estradas que nos fazem chegar mais rapidamente ao nosso destino.
As pedreiras existem e são um mal necessário para o desenvolvimento do nosso país.
Basta procurar. Jornal "Setúbal na Rede", 12-09-2003: "A Quercus defende a definição de uma data terminal para a laboração da Secil do Outão, na Serra da Arrábida, considerando que 15 ou 20 anos seria “um prazo realista para o encerramento da empresa”. Esta tomada de posição vem na sequência de uma investigação, que comprova a possibilidade da permanência da fábrica de cimento no Parque Natural da Arrábida por mais algumas dezenas de anos. A associação ambientalista reclama ainda uma “posição clara do Governo sobre a forma como vai ultrapassar o dilema”, causado pela incompatibilidade entre o Plano de Ordenamento do Parque natural da Arrábida e os compromissos assumidos pelo Estado junto da Secil em 1994. " Ah! O prazo de concessão da Secil estava a terminar e o governo de Durão Barroso aumentou-o... e Sócrates, depois, enfiou-lhe com a co-incineração de resíduos que noutros países são tratados. Pois, os culpados são "os ecologistas que não fazem nada" e já agora os do Bloco que exibiram essas mesmas imagens há mais de dez anos numa campanha eleitoral.