Arma encontrada na mochila de criança de 11 anos em Faro
GNR está a investigar o caso de uma criança de 11 anos que fez alguns disparos com uma arma que transportava na mochila junto a uma escola em Faro. (Veja a reportagem da SIC no final do artigo)
A GNR de Faro está a investigar o caso de uma criança de 11 anos que na quarta feira fez alguns disparos com uma arma que transportava na mochila junto à escola EB 2,3 de Montenegro.
Em declarações à Lusa, o comandante da GNR Vítor Calado explicou que esta segunda feira um menino de 11 anos e um amigo, de 15 anos, fizeram alguns tiros com uma pistola de calibre 6.35 junto da escola EB 2,3 da freguesia de Montenegro, no concelho de Faro, numa zona de obras.
A informação dos disparos chegou à diretora da escola, Ana Fevereiro, que interpelou o aluno e lhe descobriu dentro da mochila a pistola de calibre 6.35, mas sem munições.
A professora e diretora da escola informou à GNR, que se deslocou ao local e apreendeu a arma.
A arma pertence ao avô da criança e está legalizada, contudo o caso está em fase de inquérito para apurar as circunstâncias em que a arma foi parar às mãos da criança.
A criança que transportava a arma na mochila vive com os avós e o pai, mas hoje não foi à escola, tal como o colega que o acompanhava, adiantou fonte da EB 2,3 de Montenegro.
Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
Nota da Direcção do Expresso
O Expresso apoia e vai adoptar o novo Acordo Ortográfico. Do nosso ponto de vista, as novas normas não afectam - antes contribuem - para a clarificação da língua portuguesa.
Por outro lado, não consideramos a ideia de que a ortografia afecta a fonética, mas sim o contrário. O facto de a partir de 1911 a palavra phleugma se passar a escrever fleugma e, já depois, fleuma não trouxe alterações ao modo como é pronunciada. Assim como pharmacia ou philosophia.
O facto de a agência Lusa adoptar o Acordo Ortográfico, enquanto o Expresso, por razões técnicas (correctores e programas informáticos de edição) ainda não o fez, leva a que neste sítio na Internet coexistam as ortografias pré-acordo e pós-acordo.
Da parte do dono da pistola, não a tendo guardado em lugar seguro, e ainda talvez nunca tendo tido uma conversa com o neto sobre a sua utilização e malefícios que podem trazer quando usadas sem se estar habilitado.
O rapazito levava uma arma na mochila quando se calhar aquilo de que precisava era de uma...carcaça com manteiga.
Ironias das ironias. Hoje as pessoas têm tudo o que não é necessário.
Mas para o que é indispensável para a vida, preferem que seja o governo a dar.
Precisam-se de pessoas novas para construir um Portugal novo. Fresco.
É urgente sair deste estado letárgico e doentio em que caímos.
Que se pode esperar de meninos com 7 ou 10 anos, que não têm família, que estão entregues a si mesmos desde que se conhecem a si próprios e cujas mensagens a que assistem diariamente na televisão são a da mais pura e gratuita violência e vingança ?
Como é possível uma criança de 11 anos, ter consigo uma arma de calibre 6.35 ?
Com certeza de que não se tratava de um filho de alguém que tinha um vencimento mensal de 475.00 euros?
Neste caso, quem deveria ser chamado à "PEDRA" era o pai.
Como se vê a insegurança nas nossas escolas é uma realidade indesmentível.
Há que pôr cobro a isto.
O comportamento do aluno é ilícito e reprovável. Todavia, preferia que tivesse sido a GNR a deter o aluno e a revistá-lo no Posto da GNR! Como ficará a confiança deste aluno para com esta Professora que "lhe descobriu (a arma) dentro da mochila"? As buscas da Directora à mala do aluno parecem-me ser um abuso de poder de uma relação pedagógica ("ficámos-lhe com a arma"). Os directores das Escolas precisam de autoridade, mas não podem perder a relação com os alunos. Perdê-los na Escola significará que temos que os recuperar nos Centros Educativos e nas Prisões. A directora da Escola apareceu na tv e mostrou serviço, mas receio que tenha perdido um aluno. Uma actuação Infeliz.