Os três foram considerados culpados, em Março de 2009, de estarem na companhia de membros do sexo oposto que não eram seus parentes, ofensa conhecida como khilwa.
O veredicto foi, subsequentemente, confirmado por um Tribunal de Recursos. Foi recentemente rejeitada uma tentativa de interpor um novo recurso junto do Supremo Tribunal.
Caso sejam presos, a Amnistia Internacional considerá-los-á prisioneiros de consciência, uma vez que a organização encara o crime de khilwa como sendo uma violação do direito à liberdade de expressão e à privacidade, tal como definidos nos padrões internacionais de direitos humanos.
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É abominável que uma idosa enfrente o risco de receber 40 chicotadas. O açoitamento de qualquer indivíduo é cruel e desumano", declarou Philip Luther, Vice-Director do Programa da Amnistia Internacional para o Médio Oriente e Norte de África. "
Apelamos às autoridades para que impeçam a prisão e o chicoteamento de Khamisa, Fahad e Hadyan."
Khamisa Mohammed Sawadi e Fahad foram condenados a 40 chicotadas e quatro meses de prisão, e Hadyan foi condenado a 60 chicotadas e seis meses de prisão. Khamisa Mohammed Sawadi foi também condenada a retornar ao seu país de origem - Síria - após cumprir a sua pena de prisão.
Contexto
Khamisa Mohammed Sawadi, Fahad e Hadyan foram detidos a 21 de Abril de 2008 por membros da Comissão para a Promoção da Virtude e Prevenção do Vício (também conhecida como Mutaween ou polícia religiosa).
No momento do seu primeiro julgamento, Fahad e Hadyan declararam em sua defesa que estavam a entregar pão a Khamisa Mohammed Sawadi. Fahad argumentou que a ofensa khilma não se aplicava uma vez que era parente de Khamisa, que o amamentou enquanto criança. O tribunal, porém, recusou este argumento.
O chicoteamento é obrigatório na Arábia Saudita para inúmeras ofensas e pode também ser aplicado à discrição dos juízes como pena alternativa ou em conjunto com outros castigos.
Nota
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