23/02/2012 atualizado às 14:24
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Aprovada proposta de alteração da Lei das Finanças Regionais

A comissão parlamentar aprovou a proposta para limitar o endividamento a €50 milhões a cada uma das regiões autónomas, com os votos contra do PS .

16:58 Quinta feira, 4 de fevereiro de 2010

O PS ficou hoje isolado ao votar contra quase todas as alterações à lei das finanças regionais, com a oposição unida a aprovar a redução do limite de endividamento e o faseamento das transferências por conta do IVA.

A votação indiciária da proposta de lei aprovada na Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira para alterar a lei das finanças regionais e das propostas apresentadas pelos partidos da oposição, na comissão parlamentar de Orçamento e Finanças, prolongou-se por mais de seis horas, tendo continuado mesmo enquanto o plenário estava a decorrer, por autorização do presidente da Assembleia da República, Jaime Gama.

A grande maioria das propostas mereceu o voto favorável ou, em menos casos, a abstenção, do deputado socialista Luís Miguel França, eleito pela Madeira, que assim votou de forma diferente da sua bancada.

Já durante a reunião de hoje, os partidos da oposição apresentaram uma iniciativa para estipular 50 milhões de euros como limite máximo de endividamento, uma proposta que o PS chegou a classificar como "de substância", mas que acabou por votar contra.

PS fala em lei despesista


O socialista Vítor Baptista considerou que esta é uma lei "despesista, que envolve o reforço das transferências, em particular para a Madeira, e também aumento do endividamento em mais cem milhões de euros", lembrando que o Orçamento do Estado para este ano prevê um endividamento zero.

O deputado do PSD Duarte Pacheco afirmou que esta "não é uma posição séria", sublinhando que "o Governo estava disponível para aceitar verbas superiores a esta no OE, desde que não se fizessem alterações à lei das finanças regionais".

Os partidos da oposição viabilizaram as propostas do CDS que defendem uma redução do limite de endividamento de 25 para 22,5% das receitas correntes e ainda uma outra medida que estipula o aumento gradual, até 2013, das transferências para as regiões.

Com esta iniciativa, as verbas devidas por conta da capitação do IVA passam a ser transferidas gradualmente, na ordem dos 50% este ano, aumentando-se para 65 e 80% nos próximos dois anos, alcançando a totalidade do montante em 2013.

Proposta conjunta da oposição


O CDS e o deputado Luís Miguel França abstiveram-se e o PS votou contra, mas os restantes partidos viabilizaram uma proposta conjunta do PSD, PCP e Bloco de Esquerda que defende que, caso uma região autónoma viole os limites de endividamento, essa verba seja retida e descontada na amortização da dívida.

Uma das poucas propostas que mereceu o voto favorável do PS foi uma iniciativa do Bloco de Esquerda, eliminando os artigos que permitiriam aumentar para 35% a retenção dos valores do IRC, IRS e IVA praticados nas regiões autónomas, mantendo-se assim em vigor os atuais 30%, uma medida que, pelas contas do BE, limita a despesa fiscal da Madeira em 37 milhões de euros.

O PS votou favoravelmente e o PSD absteve-se na proposta do Bloco de eliminação do pagamento de retroativos da aplicação da nova fórmula de cálculo, que constava da proposta original da Madeira, estimada em 111 milhões de euros.

Troca de acusações


A reunião decorreu quase sempre sob um clima de alguma tensão, com vários apartes principalmente entre as bancadas do PS e PSD, com o social-democrata Guilherme Silva a acusar os socialistas de fazerem "um boicote que já vai longo", afirmação repudiada pelo socialista Eduardo Cabrita, para quem o é inaceitável este tipo de expressões.

A troca de argumentos sobre os montantes envolvidos também foi constante ao longo da reunião, com o PS a insistir que as propostas têm um impacto orçamental superior a 800 milhões de euros, valor rejeitado pelas restantes bancadas.

O vice-presidente da bancada socialista Ricardo Rodrigues questionou o presidente da comissão, o social-democrata Paulo Mota Pinto, sobre como pretende "ultrapassar a questão constitucional de obrigação de consulta das regiões autónomas", perante as alterações introduzidas à proposta de lei enviada pela Assembleia Regional da Madeira.

Mota Pinto considerou que a obrigação de audição só se aplica se se tratar de propostas "substancialmente inovatórias", mas considerou que é ao presidente da Assembleia da República que cabe esclarecer esta matéria.

Esta notícia foi escrita ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Nota da Direcção do Expresso

O Expresso apoia e vai adoptar o novo Acordo Ortográfico. Do nosso ponto de vista, as novas normas não afectam - antes contribuem - para a clarificação da língua portuguesa.

Por outro lado, não consideramos a ideia de que a ortografia afecta a fonética, mas sim o contrário. O facto de a partir de 1911 a palavra phleugma se passar a escrever fleugma e, já depois, fleuma não trouxe alterações ao modo como é pronunciada. Assim como pharmacia ou philosophia.

O facto de a agência Lusa adoptar, a partir de amanhã, o Acordo, enquanto o Expresso, por razões técnicas (correctores e programas informáticos de edição) ainda não o fez, leva a que neste sítio na Internet coexistam as ortografias pré-acordo e pós-acordo.

Pedimos, pois, a compreensão dos nossos leitores.

Lusa
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Finanças Regionais
ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 19:00 | Quinta feira, 4 de fevereiro de 2010
As Finanças Regionais serão amanhã aprovadas, em plenário da Assembleia da República
Espero que a mesma não dê pretexto para que "este" PS, abandone o "BARCO", à semelhança do que fêz António Guterres.
O povo, já mais esclarecido não entenderia tal decisão.
Na Europa, são inúmeros os Governos com minoria, e conseguem entendimento com a Oposição.
Porque razão, o PS, será uma excepção?
Quem assistiu ao debate de hoje, constatou que a Oposição tudo fêz para que houvesse um entendimento, mas o PS, lamentàvelmente, mostrou-se irredutível!
Não cedeu um milímetro.
Portou-se como se detivesse ainda a maioria absoluta.
O deputado Vítor Batista, confrontado por Honório Novo, quando afirmou que o aumento da despeasa era de 800 milhões,não deu nenhuma justificação convincente.
Afinal, verfica-se que o aumento para as regiões autónomas da Madeira e dos Açores, não passa dos 100 milhões de euros.
Se José Sócrates apresentar a demissão, não duvidem que o tiro lhe sairá pela caulatra.
O pior disto tudo, é que os portugueses é que vão ser os "bombos da festa", passe a expressão.
Mas, quando o "IRREDUTÍVEL" prevalece, sucede sempre o pior.
Eventuais eleições antecipadas, em pouco alterarão o panorama na A. da República
Maioria absoluta, NEM PENSAR !
Mais, a abstenção será enorme.
 
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    Re: Finanças Regionais    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 22:57 | Quinta feira, 4 de fevereiro de 2010
Aprovada alteração da Lei das Finanças Regionais
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 19:05 | Quinta feira, 4 de fevereiro de 2010
Disse-o mais que uma vez que o País ía ficar ingovernavel caso nenhum partido conseguisse uma maioria absoluta. Pelo andar da carruagem, não fui eu que disse que nunca me engano e raramente tenho duvidas. Os ódios, as raivas e as frustações reçabiadas estão agora a vir ao decima. Para que os portugueses não tenham duvidas da irresponsabilidade dos politicos, que preferem por os interesses pessoais e do partido à frente dos interesses do País. Sempre ouvi dizer que quem semeia ventos pode colher tempestades. Apesar de Sócrates ser uma cepa Transmontana com enxertia Beirã, é caso para dizer; porra que é demais. Quem não quer ter uma boa mãe arrisca-se que lhe calhe em sorte uma má madrasta. Por muito menos já vi dois darem às solas e não me parecem que se encontrem arrependidos. Uma coisa eu gostava saber se por acaso alguém vê Manuela F. Leite, Paulo Portas, Jeronimo de Sousa ou Francisco Louçã como Primeiro Ministro. Depois do gay, da amante, Freeport, Face Oculta, além de outras e agora Mário Crespo, pergunto o que se segue. Parece a historia do rapaz e do lobo, mas a continuar assim o homem não vai aguentar.
 
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Mas tanto barulho porque ?
J Saints (seguir utilizador), 2 pontos , 21:51 | Quinta feira, 4 de fevereiro de 2010

- os socialistas da Madeira pediam muito mais . Votaram ao lado da maioria !

- Sócrates só está a dar metade do que deu antes .

- a oposição deixou cair o pedido de retroactivos .

Quem semeia ventos colhe tempestades .

PS. Não apontem agora o dedo a AJJ . Parafraseando o dito , bom carnaval !
 
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PASMO!!
ASPINA (seguir utilizador), 1 ponto , 17:40 | Quinta feira, 4 de fevereiro de 2010
Isto é de loucos. O "Bokassa" da Madeira é bem capaz de ter razão, quando apelida os continentais de "loucos" e "atrasados mentais". Onde é que já se viu um país com 2 governos? Um, o legitimo saído de eleições, tentando a tudo o custo endireitar o barco, cada vez em plano mais inclinado; o outro, ilegitimo, plantado no Parlamento, com a oposição unida, porque está em maioria, a tentar por todos os meios afundar o barco em dificuldades. Ó Paulinho das feiras, pegue nos submarinos que comprou e nós andamos a pagar com tanto custo e afunde de vez o barco... A oposição lá quer saber dos "recados" do Conselho de Estado ou do PR. Está-se burrifando. Para eles o quanto pior melhor e o resto que se lixe! Palhaçadas!!!
 
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    Re: PASMO!!    Ver comentário
Goodwaves (seguir utilizador), 2 pontos , 21:55 | Quinta feira, 4 de fevereiro de 2010
    Re: PASMO!! RE-Pasmo!    Ver comentário
jazão (seguir utilizador), 1 ponto , 18:10 | Quinta feira, 4 de fevereiro de 2010
    Re: PASMO!! RE-Pasmo!    Ver comentário
maisoumenos (seguir utilizador), 1 ponto , 18:35 | Quinta feira, 4 de fevereiro de 2010
    Re: PASMO!! RE-Pasmo!    Ver comentário
jazão (seguir utilizador), 1 ponto , 19:56 | Quinta feira, 4 de fevereiro de 2010
    Re: PASMO!! RE-Pasmo!    Ver comentário
maisoumenos (seguir utilizador), 1 ponto , 8:23 | Sexta feira, 5 de fevereiro de 2010
Vaselina
milhazes (seguir utilizador), 1 ponto , 18:32 | Quinta feira, 4 de fevereiro de 2010
Quem hoje assistiu à discussão da alteração das Finanças Regionais na Comissão Parlamentar de Orçamento e Finanças. Assistiu a uma deplorável ignorância dos Deputados da extrema-esquerda, porque a direita sabe o que está a propor, sobre os valores em causa. Honório Novo do PCP chegou mesmo a querer aprovar o que quer que fosse sem discussão. Hoje e amanhã as Televisões nada apresentarão ao Portugueses sobre o que está em causa mas sim o que foi palhaçada.
 
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Grande coligação
entrenos (seguir utilizador), 1 ponto , 18:34 | Quinta feira, 4 de fevereiro de 2010
Sr. PM, por favor afaste-se. Deixe o PSD, CDS + BE + CDU governarem. Que grande coligação
 
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    Re: Grande coligação    Ver comentário
sardinha assada (seguir utilizador), 1 ponto , 18:58 | Quinta feira, 4 de fevereiro de 2010
Seja democrático Sr. PS
crise (seguir utilizador), 1 ponto , 21:30 | Quinta feira, 4 de fevereiro de 2010
Este pode bem ser o significado do acontecido hoje no parlamemto.
Não haverá muitas outras matérias em que partidos tão às avessas, votem por unanimidade.

O CASO DEVE SER GRAVE, n'é ?
 
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