11/02/2012 atualizado às 23:30
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Apanhada 37 vezes sem carta

Cristina conduz há 21 anos sem documentos. Três anos na prisão não serviram de lição e hoje teve a primeira sessão do novo julgamento.

Hugo Franco (www.expresso.pt)
16:29 Segunda feira, 7 de setembro de 2009
Cristina Araújo ao volante do seu Hyundai nas ruas de Coimbra, no intervalo de almoço das aulas de código
Cristina Araújo ao volante do seu Hyundai nas ruas de Coimbra, no intervalo de almoço das aulas de código
Rui Duarte Silva

O velho Hyundai vai embalado pelas ruas de Coimbra, um pouco acima da velocidade permitida por lei. Cristina Araújo gosta de acelerar mas não se esquece de meter o pisca nos cruzamentos ou de parar nos sinais de Stop. "Espero que não haja polícia para estes lados. Eles já conhecem bem o carro".

De início, a sensação de viajar ao lado dela é como a dos minutos que antecedem um salto no escuro: o estômago embrulha-se quando nos lembramos de que a vendedora ambulante, de 48 anos, conduz sem documentos há 21 e costuma atingir os 200 km/h nas auto-estradas. Depressa nos apercebemos que o salto não passa, afinal, de um pulo de criança. Ela não atropela ninguém na passadeira nem se atira para cima das outras viaturas. "Guio melhor do que muitos encartados", vangloria-se quando estaciona, à primeira, o carro em frente à escola de condução.

Ironia das ironias. Cristina faz diariamente o trajecto de 80 quilómetros (ida e volta) entre a aldeia de Tentúgal, onde vive, e o local onde aprende as regras do trânsito. "Trago uma manta na bagageira, caso seja apanhada. Assim, posso dormir no banco de trás."

É a décima vez que tenta a sorte no exame de código. "Não me ajeito com o computador. Fico sempre nervosa e falho nas perguntas mais básicas. Mas tenho a certeza de que vou passar à primeira no exame de condução", justifica-se.

Sentença lida na 5ª feira


As repetidas reprovações não a impedem de pegar no Hyundai e fazer-se à estrada, sempre que lhe apetece. "Há duas coisas de que não prescindo: do carro e do telemóvel". A teimosia tem-lhe dado amargos de boca. A 10 de Agosto foi detida pela 37ª vez pela polícia, por conduzir sem os documentos quando ia para mais uma aula de código. "Tenho tido azar", diz numa voz sumida. Hoje foi julgada no Tribunal de Coimbra, mas a sentença só será lida na 5ª feira. Até o seu advogado se mostra pessimista com o veredicto do juiz. "É mais provável ser presa do que punida com trabalho comunitário", vaticina Filipe Figueiredo.

Cristina encolhe os ombros com as ameaças de cadeia. Talvez se esteja a fazer de dura, mas, a confirmar-se a sentença, não será a sua primeira vez numa cela. Entre 2005 e 2008, esteve presa, por culpa do mesmo crime: conduzir sem documentos. A pena máxima para estes casos é de dois anos de prisão. Ela apanhou três, por cúmulo jurídico. "O juiz estava farto de me ver. Acusou-me de estar a gozar com as autoridades e castigou-me." A única queixa que guarda da prisão é que a poderiam ter autorizado a fazer os exames. "Hoje, não circulava ilegalmente."

Quando saiu do estabelecimento prisional do Porto, a primeira coisa que fez foi pegar no carro e viajar até Lisboa, com o pé pesado no acelerador, para matar as saudades da família. E voltou a trabalhar como vendedora ambulante, uma actividade que a obriga a conduzir. "Tinha de me fazer à vida. Como poderia ir buscar a fruta à Macro e vendê-la nas feiras? Montada numa bicicleta?", ironiza.

Aos 25 anos, iniciou a odisseia ao volante de um Mini. "Aprendi a guiar no mato." Não passou muito tempo até ser apanhada, no asfalto. "Estava a tentar vender o terceiro quilo de fruta, no Largo da Praça Velha, em Coimbra, sem licença. Recusei-me a pagar a multa. A partir daí, a polícia passou a conhecer-me bem." Aos 30, estreou-se no tribunal de Coimbra. E também os magistrados se familiarizaram com aquela senhora de língua afiada. "Já perdi a conta das vezes em que fui interrogada por polícias, advogados e juízes."

Mãe de três filhos, Cristina vive sem marido, depois de passar por dois divórcios e uma viuvez. Os últimos meses têm sido aziagos: ficou sem ocupação, sem casa e sem dinheiro. E o subsídio do Estado secou. "Tinha uma rulote onde vendia cafés, sumos e bolos. Não me renovaram a licença depois de sair da prisão. Como será o meu ganha-pão?", pergunta enquanto toca o telemóvel. Olha para o visor mas não atende. "É o vendedor do stand. Ainda lhe devo 1300 euros."

Antes do Hyundai (e depois do Mini) o seu carro era um Toyota, também em segunda mão. Chegou a mudar-lhe a cor, para a polícia não o reconhecer. Sem grande êxito. "A maior parte das vezes em que fui caçada, estava a vender fruta na estrada. Também já me mandaram parar em operações Stop. Mas nunca fui apanhada em transgressões ou acidentes." Cristina esforça-se por fazer as contas ao dinheiro que já gastou em multas e despesas processuais: "Para cima de cinco mil euros", diz antes de meter a chave na ignição e fazer-se, de novo, à estrada.


NÚMEROS

12.195


automobilistas sem carta detidos, em 2008. A PSP deteve 6034 e a GNR 6161

1200


condutores sem carta (ou com o documento caducado) intervenientes em acidentes de viação, em 2008. Destes, 929 ficaram feridos e 39 morreram. No mesmo ano, em acidentes com vítimas em que pelo menos um dos condutores intervenientes não tinha carta (ou estava caducada), o número é de 1628. Dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária


600 MIL SEM CARTA

Para os presidentes da APEC e ANIECA, duas associações ligadas às escolas de condução, os actuais exames de código "incentivam as pessoas a conduzir sem carta". Alcino Cruz, da APEC, considera que as "respostas manipuladas dos testes são feitas para baralhar os alunos" e alerta para a existência de mais de 600 mil portugueses a conduzir sem carta. "São gincanas verbais", diz Eduardo Vieira Dias, da ANIECA. Ele defende respostas objectivas (De Sim ou Não) como acontece noutros países da Europa, como a Holanda ou Suécia. "Tem de se simplificar e não facilitar os exames".

Os dois dirigentes são contra a ideia de dar a carta de condução a pessoas que já conduzam há muitos anos e nunca conseguiram passar no exame de código (como é o caso de Cristina Araújo). "Seria uma medida facilitista e um mau exemplo para os que estudam arduamente e passam no código", argumenta Alcino Cruz


Textos publicados na edição do Expresso de 5 de Setembro de 2009 e actualizado esta tarde, após a primeira sessão do julgamento.
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É prpvável que até saiba conduzir muito bem...
dedalo11 (seguir utilizador), 2 pontos , 18:43 | Segunda feira, 7 de setembro de 2009
... no entanto tme que cingir-se às leis como qualquer outra pessoa. E obter a carta. Não é o caso de u ma pesssoa que não saiba ler, por isso não tem qualquer desculpa e como mãe de teês filhos, deveria ser mais responsável.
A propósito de cartas de condução, ainda não faz sentido que as pessoas que não sabem ler nem escrever tenham perdido acesso a esse bem que é a carta de condução. Quando eliminaram essa possibilidade às pessoas analfabetas que poderiam tirar a carta através de um exame verbal, cometeram um enorme erro. É que em caso de cassação da carta já não podem fazer uma nova. Errado!!!
 
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    Re: É prpvável que até saiba conduzir muito bem...    Ver comentário
Goodwaves (seguir utilizador), 1 ponto , 21:49 | Segunda feira, 7 de setembro de 2009
    Re: É prpvável que até saiba conduzir muito bem...    Ver comentário
dedalo11 (seguir utilizador), 2 pontos , 22:51 | Segunda feira, 7 de setembro de 2009
    Re: É prpvável que até saiba conduzir muito bem...    Ver comentário
fimdalinha (seguir utilizador), 1 ponto , 6:11 | Terça feira, 8 de setembro de 2009
Interrogo-me...
makiavel (seguir utilizador), 2 pontos , 21:42 | Segunda feira, 7 de setembro de 2009
O infeliz que hoje provocou o aparatoso acidente no viaduto Duarte Pacheco em Lisboa possívelmente tinha carta.

Mas, segundo as análises, fez a descida de Monsanto em excesso de velocidade, não conseguiu controlar o carro, despistou-se, embateu no separador e "aterrou" no outro lado da A5, levando 7 carros e os inocentes que estavam lá dentro...

O aparato foi impressionante. Feridos e carros partidos e até o separador (de betão!) saltou.

Podia ter sido eu, se tenho estado uns metros à frente.
Em vez de mim, foram os que estavam à frente.

A carta em ordem não evita os acidentes.
A cabeça em ordem talvez.
Quando se tira a carta, não se ensina ninguém a parar um carro que se colocou em excesso de velocidade.

 
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    Já não acredito    Ver comentário
mpreto (seguir utilizador), 1 ponto , 14:47 | Sábado, 12 de setembro de 2009
com aquele nome...
B l u e S k y (seguir utilizador), 1 ponto , 16:53 | Segunda feira, 7 de setembro de 2009
...estavam à espera de quê?
 
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Que tal "Novas oportunidades" para tirar a carta?
ManuelVilarinhoPires (seguir utilizador), 1 ponto , 17:11 | Segunda feira, 7 de setembro de 2009
Esta senhora deve conduzir tão bem como eu ou qualquer leitor com mais de 20 anos de experiência de condução; se ela tivesse um palmarés de acidentes a notícia provavelmente tê-lo-ia mencionado.

E para confessar a verdade, provavelmente sabe tanto de Código da Estrada como qualquer um de nós, que decorámos uns pesos e umas medidas que já esquecemos para fazer o exame de código, mas, entre a intuição e o que se vai vendo na TV, sabemos tudo o que é necessário saber para uma ter condução segura.

Encher prisões com gente como esta é estúpido e brutal, mas é o que está na lei.

Não teria sentido haver uma forma menos burocrática mas legal de dar a carta de condução a estas pessoas que devem ter uma dislexia qualquer e chumbam repetidamente nos exames de código?
 
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    Re: Que tal    Ver comentário
olimanuel (seguir utilizador), 1 ponto , 19:01 | Segunda feira, 7 de setembro de 2009
E quantos...
CharlieAlpha (seguir utilizador), 1 ponto , 17:32 | Segunda feira, 7 de setembro de 2009
... sendo portadores de carta, não provocaram acidentes dos quais resultaram mortos e estropiados, por condução irresponsável ou sob o efeito de substâncias, e continuam soltos, sem sequer cassação de carta?
Esta senhora deve, por questão legal, ser portadora de título de condução, mas a pena de 3 anos é nitidamente um exagero.
 
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    Re: E quantos...    Ver comentário
olimpus (seguir utilizador), 1 ponto , 17:44 | Segunda feira, 7 de setembro de 2009
    Re: E quantos...    Ver comentário
CharlieAlpha (seguir utilizador), 1 ponto , 20:40 | Segunda feira, 7 de setembro de 2009
    Re: E quantos...    Ver comentário
olimpus (seguir utilizador), 1 ponto , 15:59 | Terça feira, 8 de setembro de 2009
...
olimpus (seguir utilizador), 1 ponto , 17:48 | Segunda feira, 7 de setembro de 2009
Com certeza que deve haver maneira desta senhora conseguir obter aprovação no código, visto ser esse o principal entrave à obtenção da carta de condução. Talvez se se empenha-se mais em consegui-lo ao invés de continuar a infringir a lei. Tirar o código não é nada do outro mundo, muitas pessoas com problemas (dislexia por exemplo, não sei se têm algum procedimento especial) o conseguem.
 
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Desculpem
fumarola (seguir utilizador), 1 ponto , 17:52 | Segunda feira, 7 de setembro de 2009
Epá , enganei-me no artigo, pensava que o Tio Balsemão,finalmente estava a dar a notícia sobre as declarações da tia Manela ,na terra do tio Alberto.
 
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MULHERES AO VOLANTE
THUNDER SS (seguir utilizador), 1 ponto , 20:05 | Segunda feira, 7 de setembro de 2009
é o que se sabe...vá lá ainda não matou ninguem
 
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Decisão salomónica
Leiki (seguir utilizador), 1 ponto , 20:12 | Segunda feira, 7 de setembro de 2009
Ponham-na a cumprir serviço cívico por incumprimento da lei e ao mesmo tempo dêem-lhe a carta de condução que ela já provou merecê-la.
 
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e cavalo?
keep moving (seguir utilizador), 1 ponto , 20:20 | Segunda feira, 7 de setembro de 2009
Deixem-me que vos diga...eu também sou um dos condutores que conduz pelo menos há 20 anos. tenho tido mais sorte que esta sra, confesso! nunca fui apanhado a conduzir. Parei de conduzir há 2 anos. momento de lucidez? hum...não! não quero mesmo é ter de falar com encartados! A minha mãe foi atropelada em 2000. Faleceu! Por alguém que está habilitado a conduzir! Mesmo assim, continuei a conduzir! sem carta! nunca conduzi com «copos». parei sempre nos stops! nas passadeiras! utilizei os piscas sempre que mudei de direcção! nunca andei fora dos limites de velocidade! aprendi a respeitar os peões! os passeios e os traços continuos! e tudo isto sem nunca ter ido a uma aula de condução! tudo isto foi o resultado de educação e respeito pelo próximo! e da relação que existe entre mim e a máquina! aprendi aos meus 8 anos que uma viatura é uma arma e como tal há regras que não podem ser descuidadas! tenho a certeza que 90% dos encartados nunca irão saber o que é isto, pois são eles os responsáveis por 98% dos acidentes mortais! as cartas que lhes deram, são salvos condutos para a imbecilidade! para comprarem carros! pagarem portagens! porque se fosse tudo rigoroso, quem prevaricasse mais de que uma vez, nunca mais deveria ter a possibilidade de conduzir! conduzir não é ter a carta! conduzir é equilibrio, noção de espaço periférico e respeito pelos outros! sinais e regras, qualquer criança de 4 anos apreende! mesmo macacos! e nunca por decreto! quero voltar a andar de cavalo! como posso?
 
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    Re: INCONSCIÊNCIA    Ver comentário
soueu1963 (seguir utilizador), 1 ponto , 23:29 | Segunda feira, 7 de setembro de 2009
"Dura Lex Sed Lex"
Imbroglio (seguir utilizador), 1 ponto , 21:13 | Segunda feira, 7 de setembro de 2009
Bom! Depois de ler alguns comentários, apetece-me dizer que há por aí falsos médicos melhores dos que os que têm diploma! Que fazemos então? Deixamo-los ficar por que têm jeito? 37 vezes...é obra...e provocação!
 
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E não prendem a senhora?
Eurípedes (seguir utilizador), 1 ponto , 22:15 | Segunda feira, 7 de setembro de 2009
Prendam a senhora, mas permitam que ela tire a carta durante esse tempo. Ficaríamos todos muito mais seguros, a senhora seria finalmente uma mulher feliz. Já nem falo do dinheiro que ela pouparia em multas.
 
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Um pedido ao Juiz...
Tito D'alva (seguir utilizador), 1 ponto , 22:48 | Segunda feira, 7 de setembro de 2009
Sem querer sugerir que desrespeite o C.P.Penal, que tal condenar a visada nesta noticia, a trabalho comunitario com a pena acessoria de fazer e apresentar ao tribunal da cidade, o exame de codigo e condução???
 
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impunidade...
ninhodecucos (seguir utilizador), 1 ponto , 0:02 | Terça feira, 8 de setembro de 2009
cada sociedade tem os crimes (e os legisladores....) que MERECE!!
xauzinho e ate breve!!
 
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E na verdade...
fimdalinha (seguir utilizador), 1 ponto , 6:07 | Terça feira, 8 de setembro de 2009
é menos perigoso saber conduzir e não ter carta do que ter carta e não saber conduzir...
Aqui a carta não se tira... compra-se... paga-se nas escolas de condução, não para aprender a conduzir mas sim para tirar a carta...
Que idiotice, vejam por exemplo como se faz nos EUA...
Teria mais confiança na condução desta senhora do que em muitos encartados que conheço...
Tambem tirei a carta... mas não a uso para conduzir.. é apenas uma burocracia do estado, ou seja mais uma maneira de ir buscar dinheiro...
Realmente o que a srª teve foi muito azar em ser apanhada... provavelmente poderia conduzir a vida toda sem carta e não provocar/sofrer nenhum acidente...
 
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    Re: E na verdade...    Ver comentário
userEX125103 (seguir utilizador), 1 ponto , 17:05 | Quarta feira, 9 de setembro de 2009
    Re: E na verdade...    Ver comentário
fimdalinha (seguir utilizador), 1 ponto , 11:08 | Quinta feira, 10 de setembro de 2009
    Re: E na verdade...    Ver comentário
userEX125103 (seguir utilizador), 1 ponto , 15:52 | Quinta feira, 10 de setembro de 2009
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