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Somália: Guterres denuncia "condições inaceitáveis" impostas pela Europa
António Guterres denunciou no Quénia as "condições inaceitáveis" que vários países da Europa estão a impor aos refugiados da Somália, em especial os países mediterrânicos. (Veja vídeo SIC)
Virgílio Azevedo, enviado ao Quénia (www.expresso.pt)
António Guterres, Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, criticou numa conferência de imprensa dada no Campo de Refugiados de Kakuma, no norte do Quénia, as "condições inaceitáveis" criadas por vários países da Europa à entrada de refugiados da Somália.
Elogiando a abertura e a solidariedade demonstradas pelo governo do Quénia ao receber centenas de milhares de refugiados daquele país em guerra - "apesar do Quénia ser um país em desenvolvimento com imensas dificuldades" - Guterres alertou também para o facto de "certos países desenvolvidos quererem reenviar refugiados para o sul e centro da Somália, sem que estejam garantidas as condições mínimas de segurança".
O Alto Comissário sublinhou que "não há soluções humanitárias para os problemas humanitários, mas somente soluções políticas", numa conferência de imprensa onde estavam presentes jornalistas portugueses, depois de ter visitado vários projetos de energias renováveis e empreendedorismo social promovidos em Kakuma pela EDP, em parceria com a ONU.
A visita, onde Guterres foi acompanhado por António Mexia, presidente da EDP, e pelo ministro da Imigração do Quénia, teve como objetivo apresentar os primeiros resultados dos 10 projetos de responsabilidade social anunciados precisamente há um ano pela EDP na Clinton Global Initiative, o encontro anual da Fundação Clinton, que decorreu em Nova Iorque.
EDP investe 1,3 milhões no Campo de Refugiados de Kakuma
Mais de 75 mil refugiados do campo de Kakuma vão beneficiar de projetos-piloto onde a EDP vai investir 1,3 milhões de euros, que envolvem a utilização de energias renováveis e apostam na sustentabilidade ambiental, de modo a criar condições para os refugiados encontrarem meios próprios de sustento e dependerem menos das ajudas internacionais.
Os projetos incluem o uso de energia solar fotovoltaica nos edifícios públicos, instalação de bombas solares para a captação de água, distribuição de 4500 lanternas solares recarregáveis a estudantes, promoção da horticultura caseira, uso de fornos e postos de iluminação solares, construção de purificadores de água a energia solar, bem como formação de competências locais para a manutenção e uso sustentado a longo prazo dos equipamentos instalados pela EDP.
"Não estamos perante um mero projeto de assistência aos refugiados, mas antes de capacitação local a longo prazo", afirmou por sua vez António Mexia, explicando que "energia está relacionada com segurança, água, educação, saúde, alimentação, agricultura".
É interessante ver portugueses envolvidos em nobres projectos de solidariedade humana, ajudando a mitigar minimamente as terríveis consequências dos conflitos políticos, étnicos e religiosos que a luta irracional pelo poder cria um pouco por todo o mundo.
É bom termos presente que muitos destes conflitos irracionais têm por trás interesses estratégicos ou políticos ou económicos de países desenvolvidos.
Pois é motivo de orgulho para inglês ver?
Porque em Portugal ainda existe aldeias com deficiente serviço prestado pela EDP, e ainda existe pessoas que tem computadores mas a internet é a gotas.
Afinal vamos lá a pensar, como foi dito por um comentador BÁSICO, DESPREZO? Sim pela EDP.
...tanto o Eng. Antonio Guterres como a EDP. Como portugues sinto-me orgulhoso de ter compatriotas que trabalham em prol dos mais desfavorecidos, força!
Num País onde a comunicação social insiste em “ valorizar “ o que não tem valor
Num País onde os actos dos Homens se medem e avaliam conforme as nossas tendências clubistas ( sejam do futebolês, sejam da partidarite)
Num País onde raramente se divulga o bom ( ou se remete para as páginas interiores ) e se dá destaque ao que de mais negativo existe na sociedade ( não é por acaso que as primeiras páginas e aberturas de telejornais se faz à custa de assassinatos, roubos, etc.etc)
É bom – é mesmo muito bom – ver portugueses a fazer um fantástico trabalho em prole de uma sociedade mais justa e ver o reconhecimento – unânime – que lhe é dado em toda a parte (exceptuando certos sectores da nossa medíocre sociedade)
Força Guterres ! Força Sampaio ! ( desculpem não me lembrar de mais nenhum, mas existem concerteza outros nossos compatriotas que estão a desenvolver um excelente trabalho. Venham de lá esses nomes e saibamos honrar os seus feitos. )
Para minimizar essa situação , é facil sr. Guterres ,mas não para a resolver . O sr pede aos membros do seu partido. PS , que lhe devolvam todo o dinheiro que deminuiram ao nosso país ,juntamente consigo, que será um excelente furtuna e adquira uns milhares de km2 de terreno num pais de Africa e comece a administra-lo e a ensinar-lhe como se produz aquilo que se como ,Mas atenção , isso não é a bandalheira que o seu irmão Soares , e você , mais este seu irmão bastardo, que nos desgoverna, têm feito em Portugal , isso é para gerir com sabedoria e destribuição equitativa .Não faça como os desgovernos Africanos que conseguem ser das furtunas maiores do mudto . Alguns claro.De resto o senhor, como qualquer bom socialista , sabe fazer muito bem é desbaratar dinheiro quando não é vosso.
É de louvar toda a atitude que sirva para mitigar a fome a miséria e a insegurança e todas as maselas das guerras fomentadas pelo homem.É de louvar os serviços prestados por António Guterres e outros ao serviço da ONU pelos refugiados,é também de louvar os serviços prestados por este Português em nome da causa Timorense não esquecendo João de Deus Pinheiro.Mas se a porra do homem só funciona bem como embaixador da paz,quem foi a besta que lhe sugeriu que se candidatá-se a 1ºMinistro.Perdeu-se tempo precioso e gastaram-se recursos que nós não temos.Ainda ontem estava a houvir uma responsável duma instituição que dá apoio escolar a crianças e jovens no nosso país a comentar a falta de verbas para materiais elementares para o ano escolar.A caridadezinha para fora fica bem mas já agora não se esqueçam que também temos carenciados cá.Já agora a permissa da ajudar no local próprio resulta melhor do que deslocar as pessoas e afastá-las dos seus e dos seus costumes.E cria também menos conflitos raciais.
A política é mesmo uma coisa maldita. Tivemos o melhor Jogador do mundo, e por expressar o seu apoio a um partido, passou a maior besta do mundo. O pai do satélite Português também desapareceu do espaço mediático, demasiado conotado com os seus patronos. E temos agora António Guterres a lembrar-nos que a sua veia social e cristã não era para Inglês ver, justificando-se amplamente a sua nomeação para alto comissário das Nações unidas para os refugiados... o que só nos devia orgulhar.
Mas não é isso que leio em muitos aqui.
O problema é um só: falta patriotismo. Um patriota ama a sua pátria e os seus filhos. Um patriota pode não gostar de um compadre mas se o vê a portar-se bem lá fora, diz, "é um dos nossos". Graças a Guterres e Mexia, há pelo menos 75000 Somalis que estão a pensar um bocadinho melhor de Portugal. Se o projecto funcionar, a EDP fica também bem vista na fundação Clinton, uma das mais apetecidas para impressionar. Mexia tem também aqui uma jogada muito inteligente, porque se os equipamentos se mostrarem tão robustos como se pretende, é todo o mercado de África que se abre. Um patriota vê tudo isto na reportagem e não há forma alguma de ele evitar ter uma pontinha de orgulho em tudo isto.
O problema é que há falta de patriotismo. Isso, ou então estão com ciúmes da Angelina Jolie.