Em 1994 foi delineado um plano de compras de acções do Banif pelo Estado angolano, que implicou a transferência de pelo menos €67 milhões até 2000, em várias tranches. As acções foram sendo compradas mas nunca chegaram à propriedade de Angola e entretanto o dinheiro desapareceu.
O caso foi alvo de uma denúncia do Estado angolano à Procuradoria-Geral da República que ainda está a ser analisada. O processo aponta pelo menos três responsáveis, ex-membros de órgãos sociais do Banif. Um deles, o advogado Francisco Cruz Martins, não comenta se foi ou não contactado ou contratado por Angola.
E não crê que "seja o alvo correcto de semelhante acusação". Já o presidente do Banif, Horácio Roque - apontado por Angola como 'colaborador' -, diz que apenas teve conhecimento do caso há cerca de um ano.
As transacções de acções do banco envolveram a utilização de uma série de sociedades de direito português e offshores.