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Andando por aí

Miguel Sousa Tavares (www.expresso.pt)
0:00 Quinta feira, 15 de abril de 2010

1 O SAP de Valença foi fechado a partir das 22h - como trinta e dois outros nos últimos três anos. Tinha uma média de 1,7 utentes por noite, os quais mobilizavam um médico, um enfermeiro, um administrativo. Três funcionários do Estado a receber horas extraordinárias e nocturnas a noite toda, para atenderem 1,7 doentes ou autodeclarados como tal: era, provavelmente, a consulta mais cara do país. Se os casos atendidos fossem graves, o serviço servia de muito pouco ou pior: fazia perder tempo a encaminhar o doente para outro lado, onde houvesse condições para o atender; se não fosse grave, o atendimento nocturno servia apenas para retirar um médico do serviço de dia, onde há mais gente para atender. Como não somos o Dubai e não temos dinheiro para manter 24 horas por dia um médico, um enfermeiro e um funcionário ao serviço de cada cidadão, o SAP de Valença fechou. Agora, a população diz que vai a Tuy, em Espanha, logo ali ao lado e onde dizem que são recebidos a qualquer hora e sem sequer pagar taxas moderadoras. Agradecidos, hastearam bandeiras espanholas na vila e dizem que só voltam a ser portugueses quando reabrir o serviço nocturno do SAP. Eu, que dou ao meu país 60% do que ganho a trabalhar, em impostos directos e indirectos, tenho um recado para os de Valença: por favor, continuem espanhóis.

2 Mira Amaral, que foi ministro da Indústria, considera "obscenos" os 3,1 milhões de euros que António Mexia ganhou no ano passado à frente da EDP, empresa cujo accionista principal é o Estado. Eu também considero. Mas tenho uma dúvida: este é o mesmo Mira Amaral que, em 2002 foi nomeado administrador do banco público Caixa Geral de Depósitos, preenchendo a quota política do PSD, e saiu um ano e meio depois, com uma pensão de reforma vitalícia de 18.000 euros por mês? Se é o mesmo, como suponho, não percebo a sua noção de obscenidade: Mexia, como toda a gente sabe de há muito, é um homem que tem servido todos - Cavaco, Durão, Santana, Sócrates. Como ele há outros mais, que fazem parte desse selecto clube de crânios que vivem luxuosamente à conta das quotas político-partidárias nas empresas públicas ou empresas privadas com ligações privilegiadas ao poder político. Se há coisa que Mira Amaral não ignora é como funciona o sistema.

3 Ele, Mira Amaral, foi também o ministro que propunha eucaliptizar o país inteiro em defesa do nosso "petróleo verde". Mas, há uns tempos, segundo relatou o "Público", converteu-se às energias alternativas e, inspirado no exemplo norueguês, apaixonou-se pela ideia das eólicas em offshore: moinhos de vento no mar. E fez o que a nossa "iniciativa privada" costuma fazer nestes casos: foi pedir apoio ao Governo. Mas Manuel Pinho respondeu-lhe que não, que era muito caro. E ei-lo agora transformado em inimigo das eólicas e das energias alternativas e defensor da recorrente ameaça nuclear. Junto com gente como Miguel Cadilhe, João Salgueiro, Patrick Monteiro de Barros (um luxuoso grupo de benfazejos!), quer-nos convencer de que o nuclear é que será a energia do futuro. Contradição? Não: enquanto cidadão, explica ele, pode discordar de uma política; mas, enquanto empresário, pode aproveitar as oportunidades de negócio dessa mesma política. Não sendo, pois, nem por patriotismo nem por convicção, resta o empreendorismo. Ficamos mais bem esclarecidos sobre as vantagens do nuclear.

4 Mas os 3,1 milhões de Mexia, de facto, dão que pensar. Não apenas por fazer dele o terceiro presidente de uma eléctrica mais bem pago da Europa (à frente dos seus homólogos espanhol e francês, por exemplo), mas também pelas justificações indecorosas para tal. Prémio por lucros? Mas que pateta não conseguiria lucros a gerir uma empresa que funciona em monopólio, vendendo um bem essencial como a electricidade? Prémio por ter ultrapassado os resultados anunciados? Fácil: basta anunciar por baixo e cumprir por cima.

Tudo isto, esta alta gestão das grandes empresas é, aliás, um mundo à parte, fechado nos seus rituais e tradições. E a questão dos prémios é essencial. Tão essencial, que ocupa grande parte das decisões estratégicas das empresas e tão sensível que elas têm de ter uma "comissão de vencimentos", cujos membros, remunerados, têm a seu cargo a espinhosa tarefa de decidir quanto ganham os outros acima deles, na administração. É, de facto, um luxo à parte. Mas compreende-se a importância: foram estes gestores de luxo, nos Estados Unidos, e os seus magnânimos prémios de gestão que conduziram à ambição irracional de lucros desmedidos e ao crime de irresponsabilidade administrativa que mergulhou o mundo inteiro numa crise sem precedentes. Foi essa filosofia de gestão que directamente condenou ao desemprego e ao desespero milhões de seres humanos que apenas queriam o seu modesto posto de trabalho, sem prémios, nem ordenados de luxo, nem reformas de sonho.

Nos Estados Unidos, Obama tenta que, ao menos, as empresas do sector financeiro cuja falência foi evitada com dinheiros públicos, não retomem alegremente a prática dos prémios pornográficos aos seus gestores, por terem regressado aos lucros... à custa do sacrifício financeiro dos contribuintes - e que ainda está por pagar. Mas até nisso ele tem encontrado resistências de toda a ordem. Dizem que assim os gestores não se sentem "motivados" - e isso é a alma do capitalismo: gestores motivados = lucros para os accionistas = prosperidade económica. O resto da história já sabemos.

5 Completando esta minha visita ao maravilhoso mundo dos grandes negócios e dos grandes empresários, vale a pena atentar no caso do conceituado empresário Artur Albarran. Aqui há uns anos, o homem apresentou ao país um projecto megalómano de construir habitação a preços de saldo, através de uma empresa chamada Euroamer, cujo boss era o ex-director da CIA e ex-várias outras coisas, Frank Carlucci. Imagine-se: Carlucci e Albarran preocupados com os pobrezinhos sem casa! Mas, por incrível que pareça, houve quem acreditasse ou fingisse acreditar, esquecendo-se até da alcunha pela qual o jornalista-empresário já era então sobejamente conhecido: Artur Aldraban. Quando a Euroamer abriu a sua sede em Lisboa (no mais luxuoso imóvel da cidade), o poder do mundo não faltou ao beija-mão: ministros, banqueiros, empresários, revistas sociais. Depois, foi o que se sabe e era de prever: uns prediozitos construídos, uns negócios meio estranhos e obscuros e, ala que se faz tarde: desapareceram todos - a Euroamer, o Carlucci e o Albarran. Para trás, deixaram, claro, vários contenciosos, como uma acusação de burla ao fisco no valor de 16 milhões de euros, através do habitual esquema das offshores, e que agora está em julgamento. A esperança de cobrança é, obviamente, zero. Mas o que seria de esperar num país onde uma empresa pública, sediada em Portugal, celebra um contrato de publicidade (enfim, chamemos-lhe assim...) com o cidadão português Luís Figo, e aceita pagar-lhe através de uma offshore?

6 Há anos que defendo isto: interrompíamos as eternas manobras das nossas fragatas, carregavámo-las com uns fuzileiros e comandos, e mandávamo-las à Guiné-Bissau, numa expedição punitiva contra aqueles narcomilitares que mantêm o país cativo, aqueles almirantes sem navios, cuja função é aterrorizar o povo e controlar o desembarque de droga. Livrávamos os guinéus daquela gente e daquela permanente chantagem e vínhamos embora, assobiando aos protestos diplomáticos da CPLP e outras instâncias politicamente correctas. Bem melhor do que entregar todo o orgulho pátrio aos pés do Cristiano Ronaldo.

7 Para acabar com o futebol e em beleza: eu já vi o sol nascer nas dunas do Teneré, no deserto do Sara; vi-o pôr-se no Grande Canal, em Veneza; vi o fundo do mar na reserva submarina feita por Cousteau, na ilhota de Pigeon, em Guadalupe; vi as manhãs da savana de África e as mil e uma noites da Índia; vi o Baryshnikov dançar e vi o Richter tocar Mozart; vi o "Leopardo" filmado pelo Visconti e "As Meninas" pintadas pelo Velásquez. E vi o Leonel Messi marcar quatro golos ao Arsenal e transformar o futebol numa extasiante mistura de tudo: o nascer do sol e a dança, o fundo do mar e a música. Que Deus proteja Leonel Messi!

Texto publicado na edição do Expresso de 10 de Abril de 2010
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Andando por aí
Toni 2 (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 11:25 | Quinta feira, 15 de abril de 2010
Ou eu muito me engano, ou este texto não vai permanecer muito tempo em exposição. Se o assunto fosse incriminar Sócrates, na Face Oculta, ou no Taguspark era capaz de ter melhor sorte. Também podia ainda ensaiar a culpa nos submarinos, embora já não falte gente a fazer esse ensaio por aí. É claro que o País não pode continuar, com Escolas onde não há alunos, nem hospitais sem doentes, nem Tribunais sem processos. Eram estas as preocupações que deviam ter os deputados e não saber se Sócrates sabia que a PT cria compar a TVI. Cataventos não faltam, mas ninguém pode negar que se governam e bem. Não andam neste Mundo para defender os interesses do próximo e do País, mas sim os deles. Sejam as éolicas, o nuclear ou o crude se não encher o bolso não interessa. Tanta honestidade, mas não abdicam de reformas douradas que para a maioria são uma miragem, nem depois de 40 anos de trabalho. A questão de Mexia nem é merecer,mas moralmente impossivel de explicar a qualquer mortal que aufira o ordenado mínimo ou mesmo mais. É de lamentar que um investigador que modifica a vida de todos para melhor ganhe uma miséria e não seja conhecido, mas que quem dá uns chutos numa bola tenha tudo a seus pés.
 
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QUASE -MÁRIO DE SÁ CARNEIRO.
gaivota 49 (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 15:32 | Quinta feira, 15 de abril de 2010

PELO PONTO 7...
DEDICO-LHE ESTE VERSO
DE MARIO DE SÁ CARNEIRO

                          QUASE

Um pouco mais de sol-eu era brasa.
Um pouco mais de azul-eu era além.
Para atingir,faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...
 
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Assimetrias e desequilíbrios
1963777 (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 16:58 | Quinta feira, 15 de abril de 2010
Numa situação de crise instalada e tendo em conta que vivemos num país de escassos recursos, é impossível não concordar com a necessidade de controlar o despesismo do Estado, nomeadamente através do redimensionamento ou extinção de serviços públicos com baixas taxas de utilização. O problema é quando, nessa tentativa de racionalização de custos, se cede à tentação fácil de o fazer a qualquer custo ou sem critério, cortando a direito e de forma cega ou utilizando dois pesos e duas medidas.

Encerrar linhas de comboio, SAP´s e escolas por esse país fora unicamente com base em estratégias de âmbito sectorial de contenção de custos e/ou de reordenamento de serviços, enferma numa visão redutora e enviesada do território e na ausência de uma verdadeira estratégia de desenvolvimento integrado. Tantas vezes contribuindo para aprofundar as assimetrias e desequilíbrios territoriais, cavando ainda mais o fosso entre um interior marcado pela desertificação e abandono e um litoral densamente povoado e urbanizado…

E o que devemos nós pensar quando assistimos ao congelamento dos salários dos funcionários públicos e ao encerramento de SAP´s como o de Valença e, ao mesmo tempo, tomamos conhecimento do pagamento de salários e prémios indecorosos a gestores públicos “de topo” e da cedência da TAP às reivindicações dos pilotos? Não sei quanto custa o funcionamento anual do SAP de Valença, mas deve ficar certamente muito abaixo dos 3,1 milhões de euros do António Mexia.

Conceição Pereira
 
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Só um reparo...
ólhameste... (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 9:45 | Quinta feira, 15 de abril de 2010
Mexia e Mexe. Que eu saiba o Mexia não é o unico gestor da EDP e, para ele ganhar o que ele ganha, tem que ter uma base apoio unânime e, consequentemente, também muito bem paga. Infelizmente, os nossos jornalistas de meia tigela (isto não é um ataque directo a MST que, nesta crónica e na minha opinião, esteve muito bem , igual a si próprio) não procuram desenterrar as estórias. Quantos milhões se enterram na EDP em salários de gestores? E na CGD? E na PT, os mandatários do negócio da TVI? E não me digam que a PT é uma empresa privada porque esta só sobrevive e com avultados lucros, enquanto o estado quiser, senão experimentem cobrir o país com WIMAX (1 milhão chega, 10cent. a cada português) e pôr o povo a telefonar através do Skype, googletalk, messenger, etc., para ver onde vão para os lucros das operadoras.

Uma autêntica rede de favores em cadeia (no mau sentido) com duas constantes: Finânciamento partidário e pagos pelo Zé, independentemente de o fazerem através de impostos de bens essenciias vendidos acima do seu real valor.

O reparo: Não posso deixar de me roer inveja com as experiências do ponto 7 e, com muita pena minha, nunca ouvi Richter sem ser numa gravação, mas também digo (mau feitio, tb o tenho) ouvir Richter a tocar Mozart deve ser um pouco como ouvir os violinos de Chopin...
 
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CLARIVIDÊNCIA
Pebatcruz (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 10:32 | Quinta feira, 15 de abril de 2010
Grato pela sua clarividência! Li com agrado, porque escreve com clareza!
 
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Correções
PauloFerreira3001 (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 11:45 | Quinta feira, 15 de abril de 2010
Como seu seguidor e apreciador, fico algo desiludido com algumas incorrecções que apresenta relativamente ao encerramento do SAP de Valença. Em primeiro lugar o SAP fechou a partir das 24 e não das 22 horas; A média de atendimento nocturno é de 3.9 utentes em 2009; Somente os médicos ganhavam horas extraordinárias, pois os restantes profissionais cumpriam o seu horário normal; Os médicos que asseguravam estas horas, são os mesmos do Hospital de Viana do Castelo e não os do Centro de Saúde, e como tal, não eram retiradas horas ás consultas diárias de Saúde Familiar; O SAP estava totalmente equipado, inclusivamente com telemedicina com ligação ao serviço de cardiologia de Gaia, um dos melhores do país. O serviço servia para muita coisa, desde as menos urgentes até ás mais graves. Nos últimos 30 anos, salvaram-se centenas senão milhares de vidas. Tenho o meu pai vivo graças ao SAP de Valença. Ainda se salvam, porque quem lá trabalha, é altamente qualificado. Poderemos por preço a uma vida? Já agora, a SUB de Monção foi em parte montada com material do SAP de Valença. A ambulância SIV de que dispomos nem sempre está presente... Já agora, muito sangue valenciano foi derramado para manter a nossa praça forte portuguesa. Somos uma população briosa e orgulhosa, e que também pagamos impostos, apesar do continuo abandono que os nossos governantes nos oferecem. Portugal não é só Lisboa e Porto. Falo com conhecimento de causa, porque trabalho no Centro de Saúde, mas não no SAP. Bom dia.
 
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Ponto a ponto
agridoce lisboa (seguir utilizador), 2 pontos (Divertido), 15:15 | Quinta feira, 15 de abril de 2010
O ponto 1 está PERFEITO!
O 2 e o 3 LINDOS!
o 4 está ok.
O 5 fantástico.
O 6 é visionário!
Quanto ao 7, o Mestre MST que me perdoe mas eu sou um Ronaldo man! isto faz-me lembrar o tempo em que quem ouvia Beatles era odiado pelos que ouviam Stones. os que ouviam Siouxsie & the Banshees não suportavam Duran Duran, os que gostavam de Joan Baez eram odiados pela malta dos Doors... bons tempos. Eu sou Ronaldo fã!
 
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"Meu querido Miguel"
CãodaRosa (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 16:04 | Quinta feira, 15 de abril de 2010
Também eu vou andando por aí, devagarinho, calma e descontraídamente, assim como quem não quer a coisa, à espera que o MI jornalista faça uma entrevista ao Figo e ao Mexia e que aja para com eles, como agiu com o Coordenador Gonçalo Amaral. Aliás, nem queria tanto pretendia só que fosse um nadinha tão agressivo como foi naquela entrevista e que não fosse tão delicodoce como se mostrou com o nosso Primeiro Ministro e com o Cardeal. "Sinais de Fogo" o seu programa na SIC corre o sério risco de ser um fiasco da estação, não passando de mero sinal de fumo, porque o "amigo" faz lembrar aqueles valentões da treta que batem com os punhos no peito e dizem que é só dinamite, mas fazem-no só perante os adversários que lhe demonstram medo. Por isso "o amigo", dos seus amigos, bate bem na população de Valença, não tem vergonha em afirmar que devem continuar espanhóis, esquecendo que são os miguéis, o de Vasconcelos e outros como o senhor que ajudam a emprurrar as populações da raia para Espanha. O seu artigo até podia ser excelente, mas não é, toca em Carluccis, Albarrans, Miras e quejandos que são produto da sociedade que o senhor defende e que, nisso estaremos de acordo, não se comparam à gente boa de Valença, à gente boa deste país, que obviamente não o inclui a si.
 
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Como sempre
Marco de Salvaterra (seguir utilizador), 2 pontos , 10:46 | Sexta feira, 16 de abril de 2010
BRAVO, Miguel Sousa Tavares!

Entre as várias verdades que refere sublinho que na verdade alguma CS tem-se esquecido do escândalo e da escandalosa reforma obtida pelo impoluto Mira Amaral. Mas a realidade é que este é um país de impolutos. Aliás, arrisco a escrever que quase toda a polulação é impoluta, pelo menos por aquilo que se vai lendo na tal CS seja escrito pelos jornalistas seja pelos comentadores adjacentes. São poucas as excepções, felizmente. Ao que parece só fica mesmo o Sócrates que não é impoluto.
 
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Sobre Leonel Messi
ameijoafresca (seguir utilizador), 1 ponto , 8:26 | Quinta feira, 15 de abril de 2010
Como tudo fosse natural
em jogadas para recordar,
a pulcritude escultural
que o futebol nos faz brindar!

A arte da bola a rolar
entre artistas tão pungentes
deixa o público a pular
pelas jogadas refulgentes.

O sorriso de exultação
do menino emagrecido
é a límpida constatação
de um homem enaltecido.

(ameijoafresca.blogspot.com)
 
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URGENTE...!!!
4 DE DEZEMBRO (seguir utilizador), 1 ponto , 10:11 | Quinta feira, 15 de abril de 2010
O beato Pinto da Costa exige a canonização do santinho Miguél Sousa Tavares.

Erguer-se-à uma catedral no Casal Ventoso para os pobres da cidade e, em anexo, um relvado para proteger o menino Messe.

Já deu a volta ao mundo e ninguém o quis.

Já viu todas as maravilhas do planeta mas veio embora.

Se a América manda uns fuzileiros para o Panamá para pôr fim ao tráfico de droga, é uma invasão inqualificável.

No entanto, os marinheiros portugueses devem entrar num país soberano, Guiné Bissau, e abater almirantes e os cartéis de droga.

Cristiano Ronaldo não pode ser um orgulho pátrio, mas, Leonel Messe até pode ter a protecção divina.

Creio que este santinho até a memória deixou numa offshore...!!!
 
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Todos os dias aprendemos a aprender.
bigbrotherx (seguir utilizador), 1 ponto , 10:27 | Quinta feira, 15 de abril de 2010
Parabéns pela sua crónica, estou estupefato pelos comentários anteriores, não simpatizando particularmente com o seu trabalho mais relacionado com o fenómeno desportivo tenho de o parabenizar por uma caracteristica essencial a uma cidadania e jornalismo de qualidade, a capacidade de ser politicamente incorreto e não embarcar com a espuma da onda, pelo menos neste caso. Nunca se sabe talvez com mais alguma maturidade também aprenda que ser adversário do Benfica não corresponde necessáriamente a uma atitude inteletualmente desonesta e invejosa ou mentirosa.
 
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18 mil por mês e quem paga é o parolo?
JNv (seguir utilizador), 1 ponto , 13:39 | Quinta feira, 15 de abril de 2010
Este texto está fantástico.

Acho que os jornalistas deveriam dar mais e maior atenção ao Mira Amaral, deve ser uma personagem cheia de surpresas e... de credibilidade.
 
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MST;NOTA 10..PERFEITO..PARABÉNS..OBRIGADO.
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 16:00 | Quinta feira, 15 de abril de 2010
JÁ mais de 3 meses que não lia;nem via artigos de vexa..hoje aqui me deparei;com esta boa e perfeita realidade do nosso portugal dos xuxas..até quando..//Mas como lhe dizia;apos uma queda aqui na minha fazenda aqui sim;no meu brasil;lhe digo;e o convido desde já;para quando aqui voltar;aqui sim aqui no imenso brasil;o convido aqui á minha (quinta)ou fazenda;como aqui é descritiva.Mas aí nos alentejos;também são chamadas de fazendas as quintas...Me parece;apesar que eu não conheço já muito bem daí;esses dialetos;apesar que tinha aí um amigo;em Alter-do-chão..Pois quando por aí passava;sempre era convidado;a ver os cavalos dos nossos antigos reis;que aí e muito bem;deixaram mais essa cultura;me parece que quase dos melhores cavalos raça lusitana..se não é isso.me desculpem...Pois já faz muito tempo;que por aí não passo..já mais de 50 anos;que aí deixei de passar..viram..??/Mas mudando de assunto;em relação áo assunto;sobre os habitantes de valença;que agora querem ser calegos;ou espanhóis;como vexa mst;lhes chama aos galegos;mas tudo bem..Mas até me parece;que se um dia os galegos;e os castelhanos;e aí fizerem o mesmo;que noutros tempos passados;sempre faziam;que ao longo da nossa fronteira;os tais bonzinhos hoje castelhanos;mas no passado;já deixaram maras;que não são lá muito bonzinhos...ouvíu..senhor migue s.t...??/E OLHE QUE EU LHE POSSO DIZER E COM PROVAS IRREFUTÁVEIS..TODA A NOSSA FRONTEIRA;AO LONGO DOS SÉCULOS;FOI TODA INVADIDA;POR ESSES SENHORES DAÍ DE CASTELA;E OLHE
 
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A GRANDE GUINÉ BISSAU.
gaivota 49 (seguir utilizador), 1 ponto , 17:59 | Quinta feira, 15 de abril de 2010

O NAVIO PORTUGUÊS ACABOU DE ATRACAR NA
GUINÉ BISSAU.
O CAPITÃO DE MAR E GUERRA GUINEENSE DE SEU
NOME KATUMBÉ,OLHA ESPANTADO E DIZ:
- UÊ,NÃO PODE SER, AS COLÓNIAS ACABARAM,MAS
QUE É ISSO???

NISTO APARECE O CAPITÃO DA MARINHA PORTUGUESA.

-BOA TARDE CAPITÃO KATUMBÊ,TRAGO UMA ENCOMENDA
DE PORTUGAL PARA VOCÊS.

- PARA NÓS???ACHO BUÊ DE ESQUISITO...

SIM, É DO MINISTÉRIO DA SAÚDE,SÃO MEDICAMENTOS PARA A GUINÉ.

- DESCURPA CAPITÃO TUGA, MAS AQUI NÃO TEM DINHEIRO.

- É DE BORLA,OS PORTUGUESES JÁ NÃO QUEREM CAIXAS DE MEDICAMENTOS GRANDES,AGORA SÓ QUEREM UNIDOSES.

-E ISSO É O QUÊ,ESSA COISA DAS ...COMO É MESMO??

-UNIDOSES.

- SEI NÃO... ESTOU UM POCO COMO ASSIM NAS DESCONFIANÇA...

- NÃO PRECISA PAGAR,OS PORTUGUESES AGORA NUNCA ESTÃO DOENTES EM PORTUGAL.

-É MESMO???

-SIM,ELES AGORA QUANDO ESTÃO DOENTES,VÃO PARA ESPANHA,E SOBRA MUITOS REMÉDIOS.

VIVA OS BRANCO SAUDÁVEL,VIVA PORTUGAL!!!
 
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    Re: A GRANDE GUINÉ BISSAU.    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 19:28 | Quinta feira, 15 de abril de 2010
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