A Cimeira de Copenhaga vai, uma vez mais, debater as necessidades ambientais do planeta. Começa, no entanto, ensombrada por um embaraço para aqueles que defendem que o aquecimento global é provocado pelo homem: um conjunto de hackers entrou num centro de pesquisa ambiental no Reino Unido e, segundo as suas conclusões, muitos dados foram manipulados por académicos e políticos a fim de dramatizar o aquecimento global e o fazer depender das emissões de CO.
A polémica já levou o Governo inglês a nomear um alto quadro da administração para investigar a verdade, ao mesmo tempo que os cépticos da relação entre CO2 e aquecimento vêm dizer que são perseguidos e impedidos de contrariar as conclusões 'politicamente correctas'.
O Expresso sempre se bateu por um Ambiente limpo e apoia o Desenvolvimento Sustentável. Nesta edição dedicamos duas páginas à Cimeira de Copenhaga. Mas a verdade é para nós um valor supremo, pelo que o cabal esclarecimento da eventual manipulação de dados se afigura também urgente e importante e não, como alguns pretendem, algo que se varre para debaixo do tapete.
(No site do Expresso podem encontrar-se vários artigos sobre o 'climategate', assim como um texto do prof. Delgado Domingos que o considera um dos maiores escândalos científicos da história, e ainda um debate entre o prof. João Corte-Real e o prof. Filipe Duarte Santos que deixa claras as opções em causa).
Tratado de Lisboa
Finalmente, entrou em vigor o Tratado de Lisboa. Não se esperam grandes alterações, tanto mais que os nomes escolhidos para presidente e alto-representante para a política externa são low profile.
De qualquer modo, temos um avanço na direcção de uma Europa mais participada e mais unida. E, sobretudo, temos uma Carta de Direitos Fundamentais que honra o nosso passado comum e garante a nossa liberdade futura.
A máquina
Uma vez mais se soube que do dinheiro das indemnizações compensatórias dado pelo Estado às empresas públicas a maior fatia vai para a RTP. Mais do que para a soma de quatro ou cinco empresas de transporte, incluindo a TAP, o Metro e a Carris.
O Expresso pertence a um grupo que tem uma televisão concorrente da RTP, mas isso não nos inibe de comentar a importância que o Estado concede à televisão... ou a menor importância que concede aos outros sectores menos bafejados...
Texto publicado na edição do Expresso de 5 de Dezembro de 2009