Amarante: Trânsito cortado para remoção de escombros (vídeo)
Ainda faltam remover muitas toneladas de betão, pelo que se desconhece quando o IP4 reabrirá ao trânsito, depois da queda do viaduto que fez um morto e oito feridos. (Veja o vídeo SIC no final do texto)
Nos trabalhos de remoção de escombros estão envolvidas seis máquinas giratórias e todo o perímetro da intervenção está vedado
Fernando Veludo/Lusa
A circulação no IP4 continua cortada hoje de manhã no nó de Geraldes, Amarante (Porto), devido aos trabalhos de remoção dos escombros do viaduto que ruiu quarta feira à noite, provocando um morto e oito feridos.
A vítima mortal - um homem de 43 anos, da zona de Matosinhos, segundo fonte policial, que circulava de Vila Real em direcção ao Porto - foi retirada do interior de uma viatura BMW, cerca das 5h00. O carro passava sob o viaduto quando este cedeu e ficou literalmente esmagado debaixo de toneladas de ferros retorcidos e vigas de betão.
Nos trabalhos de remoção de escombros estão envolvidas seis máquinas giratórias e todo o perímetro da intervenção está vedado, incluindo aos jornalistas.
Feridos tiveram alta
Segundo a fonte policial contactada pela Lusa no local, ainda faltam remover "muitas toneladas de betão", pelo que se desconhece quando o IP4 reabrirá ao trânsito, que está a processar-se por percursos sinalizados entre os nós do Marco de Canavezes e Padornelo.
Entretanto, os oito homens feridos ligeiramente na sequência da queda do viaduto no IP4 já tiveram alta hospitalar durante a madrugada, disse hoje à Lusa fonte do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa. Na altura do acidente, encontravam-se na obra 20 trabalhadores.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
Nota da Direcção do Expresso
O Expresso apoia e vai adoptar o novo Acordo Ortográfico. Do nosso ponto de vista, as novas normas não afectam - antes contribuem - para a clarificação da língua portuguesa.
Por outro lado, não consideramos a ideia de que a ortografia afecta a fonética, mas sim o contrário. O facto de a partir de 1911 a palavra phleugma se passar a escrever fleugma e, já depois, fleuma não trouxe alterações ao modo como é pronunciada. Assim como pharmacia ou philosophia.
O facto de a agência Lusa adoptar o Acordo Ortográfico, enquanto o Expresso, por razões técnicas (correctores e programas informáticos de edição) ainda não o fez, leva a que neste sítio na Internet coexistam as ortografias pré-acordo e pós-acordo.
Embora com um reduzido número de obras públicas a decorrer, os acidentes sucedem-se. Porquê? Porque hoje os intervenientes nessas mesmas obras públicas investem não na competência e rigor, mas sim nas fortes ligações ao poder instituído. Que poder? Por exemplo, o Presidente da maior empresa dono de obra e de construção envolvida neste acidente fez parte da comissão de honra da Lista A. Esta Lista ganhou as recentes eleições na Ordem dos Engenheiros, constituída pelos engenheiros do “sistema”. Esta Ordem, que vai ser liderada pelo ainda actual Presidente do LNEC, vai pois assobiar para o ar e olhar para o lado, ou se for mesmo necessário defender o seu amigo. Está na linha da cultura de mediocridade e irresponsabilidade que reina no nosso País. Só pergunto: até quando? Até quando nós Portugueses e engenheiros deixarmos!