E porquê? Perguntam-se certamente? Porque é que os homens não devem ter direito a saber tudo aquilo que nos passa pela cabeça? Eu respondo, por três simples razões: primeira; não iam entender, segunda; iam criar "filmes" e preconceitos na cabeça totalmente desfasados da realidade e terceiro; iam ficar infelizes sem razão.
Nós, mesmo sendo calculistas e manipuladoras quando queremos atingir os nossos objectivos, não gostamos de ver infeliz o homem que amamos, e não precisamos de lhe dizer que o nosso ex tinha o melhor corpo alguma vez visto, e a melhor performance sexual (caso isto seja verdade).Passo a explicar
Ponto um
O que falamos com as amigas, nos nossos encontros, deve ficar entre amigas. Porquê? Porque realmente falamos em ex-namorados, performances, descrevemos momentos mais íntimos, cenas ridículas e coisas que simplesmente achamos insuportáveis em vós, os homens, mas não temos coragem de dizer.
É um facto que também elogiamos a nossa actual relação, se esta estiver a passar uma fase feliz, mas caso contrário, se estivéssemos a passar por uma fase má, o encontro com amigas é uma espécie de confessionário, no qual revelamos a raiva que nos fazem ter, por vezes, e como nos apetece atirar tudo pela janela fora, e fugir com o primeiro tipo de abdominais definidos, que nos ofereçauma aventura escaldante.
Como tal, e porque os divórcios e separações se podem evitar com algum bom senso a nível de silêncios, é preferível que não saibam de tudo o que conversámos, e se fiquem apenas pelo básico, ou seja, roupa, sapatos, vernizes e cabelos (afinal não é disso que os homens pensam que falamos a toda a hora? Seja feita a sua vontade e felicidade, pois então!).
Ponto dois
Jamais uma mulher, por muito roída de ciúmes que esteja, deve revelá-lo. Um ciumezinho sim, ainda pode compensar, mas nada de partir a loiça, de gritar, arrancar cabelos e bater com as portas. Existem coisas que conseguimos facilmente descobrir, sem ter de fazer muito barulho.
Mas lá está, nunca revelar que já lhe espreitámos o telemóvel, a lista de contactos, que pedimos a uma amiga para controlar os passos dele, ou até mesmo que o seguimos de carro numa noite em que ele disse que ia apenas ter um jantar de amigos. É certo que ele até pode estar a falar a verdade, e a base de uma relação deve ser a confiança, mas se já é uma gata escaldada, nada como se precaver, de forma diplomática.
E depois, se eventualmente vir a descobrir que os seus ciúmes têm fundamento, mas se, e só se, tiver a certeza absoluta (eles normalmente não sabem mentir muito bem) não solte a raiva (toda) em cima da "outra", despeje-a violentamente em cima dele, afinal foi ele que a traiu, e não a outra, certo?
Ponto três
É um facto, todas as mulheres já tiveram um grande amor, que pode ser o da actualidade, mas também pode ter ficado para trás aquela grande paixoneta, aquele rapaz que nos virou a cabeça do avesso e nos fazia dar três vezes a volta ao mundo por causa dele. Se for este o seu caso, nada de falar sobre esse (ou qualquer outro ex) e muito menos fazer comparações, e este é daqueles pontos que temos em comum com os homens - falar de ex-namoradas é tabu, a não ser que estas fossem mais feias, mal feitas e com muito mais defeitos que nós, aí sim, podemos tocar no assunto.
Ponto quatro
Talvez de todos seja este o mais complexo - falar de sexo - com outros homens. Aqui não se coloca a questão de dizermos aquilo que nos agrada, porque está nas palavras das mulheres inteligentes e dos homens igualmente sábios, fazer tudo para agradar ao companheiro e companheira, tendo como principal objectivo fazer o outro feliz (pelo menos durante uns segundos).
Quando toca ao número de amantes, namorados e casos que uma mulher já teve na vida, este é assunto tabu, mesmo. Sempre fui da opinião, que independentemente da idade da mulher, mas aqui vá, podemos pôr a bitola dos 30 anos, nunca devemos revelar o número exacto de homens com quem nos envolvemos sexualmente. Mas, se eles quiserem mesmo saber, o número ideal é cinco. Nem a mais, nem a menos.
Cinco parece-me o número ideal para demonstrar alguma experiência, saber o que se quer, e claro, saber agradar, mas deixando que ele de vez em quando tenha algum controle, afinal eles gostam de pensar que mandam e nós... não gostamos que eles sejam infelizes, e por tão pouco...
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