13/02/2012 atualizado às 7:58
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Novo regime de avaliação dos professores

Alteração de prazos é um "recuo táctico"

O Governo decidiu anular os prazos intermédios para avaliação do desempenho dos professores. Para a FENEI trata-se de "um recuo táctico". Já a FENPROF considera que "não tinha outra alternativa".  

13:22 Domingo, 10 de fevereiro de 2008
Professores pretendem "uma avaliação transparente e objectiva que recompense quem trabalha mais"
Professores pretendem "uma avaliação transparente e objectiva que recompense quem trabalha mais"
Rui Duarte Silva

A Federação Nacional de Ensino e Investigação (FENEI) considerou hoje "um recuo táctico" a decisão do Governo de anular os prazos intermédios para avaliação dos professores, enquanto a FENPROF afirma que o Ministério da Educação "não tinha outra alternativa".  
     
O Ministério da Educação (ME) decidiu alterar novamente os prazos para as escolas produzirem instrumentos de registo e para os professores definirem objectivos individuais para os anos lectivos de 2007 a 2009, no âmbito do processo de avaliação de desempenho.  
     
Reconhecendo as dificuldades dos estabelecimentos de ensino no cumprimento daqueles prazos, o secretário de Estado Adjunto e da Educação, Jorge Pedreira, afirmou sábado à Lusa que não faz sentido "comprometer todo o processo por causa dos prazos intermédios".  
     
Contactado pela agência Lusa, o presidente da FENEI, Carlos Chagas, afirmou que a decisão do ME é um "recuo táctico" perante a aceitação por parte do Tribunal Administrativo de Lisboa da providência cautelar interposta pelo Sindicato Independente e Democrático dos Professores (SINDEP), que apontava irregularidades cometidas pelo Ministério da Educação no âmbito da avaliação dos professores.  
     
No entanto, Carlos Chagas considera a decisão do ministério "um aspecto positivo", mas afirma que "não é o desejável".  
     
"O desejável seria a revisão de todos os procedimentos da avaliação dos professores", disse o presidente da FENEI, adiantando que é um processo muito complexo, burocrático e subjectivo que vai avaliar profissionalmente milhares de professores e com implicações na sua progressão na carreira. 
     
A FENEI defende "uma avaliação transparente e objectiva que recompense quem trabalha mais", adiantou, considerando que esta avaliação visa reduzir o orçamento da educação na área dos salários dos docentes.  
      
Para Carlos Chagas, o Governo devia reflectir sobre as sugestões dos agrupamentos escolares, dos professores e dos sindicatos e fazer uma concertação social sobre estes aspectos de forma a tornar a "avaliação motivadora e deixar os professores tranquilos".  
            
Para o secretário-geral da FENPROF, Mário Nogueira, "o Ministério da Educação não anunciou nada, foi simplesmente obrigado" a deixar cair o prazo intermédio devido à primeira providência cautelar que pedia a sua suspensão e que foi aceite pelo tribunal.  
     
Mário Nogueira lembrou que existem ainda mais quatro providências cautelares entregues em Coimbra, Lisboa, Porto e Beja que visam suspender os procedimentos internos das escolas para avaliação do desempenho dos professores.  
     
"O Ministério da Educação não tinha outra alternativa. Foi obrigado a alterar os prazos", sustentou.  
      
A FENPROF alega que a legislação não está a ser cumprida e imputa ao Ministério da Educação responsabilidades no processo por não ter constituído um conselho científico, como manda a lei, que iria elaborar recomendações para as escolas.  
      
Em declarações sábado à Lusa, o secretário de Estado Jorge Pedreira afirmou que a aceitação por parte do Tribunal Administrativo de Lisboa da providência cautelar interposta pelo SINDEP não trava o processo de avaliação dos professores.  
     
"É mais uma tentativa dos sindicatos para evitar este processo de avaliação, mas isso não vai acontecer, ele vai manter-se", afirmou em declarações à Lusa.  
     
Em causa está um despacho de Jorge Pedreira que atribui à futura presidente do Conselho Científico para a Avaliação dos Professores (CCAP) competências para emitir recomendações.  
     
Os sindicatos contestam o facto de a futura presidente do órgão consultivo ter emitido recomendações antes do mesmo ter sido criado.  
    
 

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pppintodesssousa (seguir utilizador), 1 ponto , 16:29 | Domingo, 10 de fevereiro de 2008
famigerados reformadores apanhado,

"Reconhecendo as dificuldades dos estabelecimentos de ensino no cumprimento daqueles prazos, o secretário de Estado Adjunto e da Educação, Jorge Pedreira, afirmou sábado à Lusa que não faz sentido "comprometer todo o processo por causa dos prazos intermédios".

O que é que gente desta que só mostram incompetencia e desconhecimento das realidades anda a fazer nestes cargos?
Rua com esta corja.
 
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O melhor é acabar com o Sistema Nacional de Educaç
userEX22801 (seguir utilizador), 1 ponto , 18:17 | Domingo, 10 de fevereiro de 2008
O melhor é acabar com o Sistema Nacional de Educação. Acabe-se com a palhaçada...
A paixão da educação e os recuos e cedências dos governos socialistas levou a isto:
-Não há país na Europa que gaste mais com o PIB para a Educação;
-Qualidade de ensino, zero, é o que se vê;
-Professores com salários desmesurados;
-Professores que chegam atrasados às aulas (por norma depois dos alunos);
-Professores que metem baixa para não darem aulas;
-Professores a darem 12 horas de aulas por semana, justificando reuniões, bibliotecas etc.;
-Professores com 3 meses de férias no ano (e não venham com as desculpas das reuniões)
-Não haver avaliação dos competentes, ao invés, os sindicatos pretendem que não haja para todos chegarem ao topo, ou então, colocarem no topo os professores do sindicato;
-Os professores e os sindicatos não quererem saber das escolas, das aulas ou dos alunos, apenas do que podem "sugar" do estado.

Perante isto tudo, acabem com o sistema público, façam um sistema de prestações a pagar pelo estado às famílias, em que cada família escolhe a escola privada onde que colocar os seus filhos, e vejam como os salários rapidamente diminuem, os gastos diminuem e a qualidade e excelência aumentam.
Vejam o ranking das escolas e depois meditem e legislem, mas depressa senão vamos à falência porque gastámos o dinheiro e resultados nada.
 
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    Re: O melhor é acabar com o Sistema Nacional de Ed    Ver comentário
pppintodesssousa (seguir utilizador), 1 ponto , 19:16 | Domingo, 10 de fevereiro de 2008
    Re: O melhor é acabar com o Sistema Nacional de Ed    Ver comentário
proflex (seguir utilizador), 1 ponto , 22:59 | Domingo, 10 de fevereiro de 2008
    Re: O melhor é acabar com o Sistema Nacional de Ed    Ver comentário
proflex (seguir utilizador), 1 ponto , 23:01 | Domingo, 10 de fevereiro de 2008
    Re: O melhor é acabar com o Sistema Nacional de Ed    Ver comentário
pintelho_rapado (seguir utilizador), 1 ponto , 23:10 | Domingo, 10 de fevereiro de 2008
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