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Açores: O laboratório da energia do futuro (vídeo)

O Massachusetts Institute of Technology-Portugal (MIT-Portugal) garante que em 2018 os açores vão produzir 75% da electricidade através de energias renováveis.

20:15 Quinta feira, 16 de julho de 2009

Em 2018 os açores vão produzir 75% da electricidade através de energias renováveis. Este é o grande objectivo do projecto Green Islands do programa do Massachusetts Institute of Technology-Portugal (MIT-Portugal), que quer transformar o arquipélago num sistema sustentável de energia. As ilhas açorianas são um autêntico laboratório vivo, controlável ao nível do número de consumidores e do uso de energia. Outra grande vantagem é o arquipélago ser rico em energia geotérmica, através da qual é aproveitado permanentemente o calor do interior da terra para se criar energia.

Prego a fundo nas renováveis


Na prática, em termos futuros, poderemos conduzir o nosso carro eléctrico, que esteve a carregar de noite com base em energias renováveis, vamos para o trabalho e deixamos o carro ligado a um posto, com uma vantagem adicional: sendo as baterias uma forma de armazenamento de energia, se todos os consumidores deixarem o carro ligado à rede durante o dia, pode usar-se a energia dos automóveis como uma forma indirecta de produção de electricidade. Ou seja, o carro pode estar a comprar ou a vender energia à rede.

Rede inteligente para gerir consumo


A ideia é criar uma rede inteligente responsável pela gestão energética do consumidor. As redes inteligentes não visam apenas a gestão doméstica da energia e pretendem também abranger todas as áreas de consumo. É aqui que entra o conhecimento do MIT.

Como refere Carlos Silva, do programa MIT-Portugal, o programa defende um novo sistema de ensino em Portugal, "um ensino de sistema de engenharia, que seja visto como um sistema de energia macro, ou seja, sabendo que a energia tem consequências nos transportes é preciso alterar os transportes; por sua vez, para isso é necessário intervir no planeamento urbano e por aí fora. Para mexer nas energias renováveis é preciso alterar as redes e conhecer com exactidão os recursos naturais. É desta forma macro, global e com efeito dominó, por antecipação e controlado, que o MIT quer observar os sistemas".

Mercado receptivo


Assim, a estratégia passa obrigatoriamente por incluir as pessoas, perceber até que ponto estão dispostas a colaborar nesta gestão energética, ao mesmo tempo que se percebe quais as vertentes economicamente viáveis e exequíveis à luz da tecnologia de ponta. Da parte da indústria, que quer mostrar que é possível introduzir uma grande quantidade de energias renováveis na produção global de energia, a abertura é total.

Na próxima semana no Falar Global

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Desafio aos leitores e telespectadores do Falar Global

O programa "Falar Global" é um produto de grande adesão que ao longo dos tempos tem abordado na SIC Notícias - e agora também no site Expresso -, o papel das tecnologias na vida dos cidadãos. Essas repercussões têm tido o privilégio de contar com o interesse crescente de todos os que semanalmente nos acompanham, certamente consequência da geometria variável das múltiplas vertentes apresentadas, sempre de forma independente e critica.

Olhar em redor e sentir o pleno direito de participar na tão proclamada "Sociedade da Informação" não só é um direito mas também um dever de cidadania de todos pelo que aqui lançamos o convite: o envio de sugestões de temas que possam ser abordados no "Falar Global", sempre numa dimensão de base tecnológica, o denominador comum do programa.

Contamos consigo e acreditamos que através da sua colaboração, poderemos levar o "e-mail a Garcia", através do endereço: falarglobal@sic.pt

Clique no link em baixo para visitar o canal do programa no site da SIC
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Açores independentes... em energias
dedalo11 (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 20:46 | Quinta feira, 16 de julho de 2009
Actualmente a ilha de S. Miguel, nos Açores, já vive com 30 por cento de energia geotérmica, mais uns 5 a 10 por cento de energia eólica. Em outras ilhas como a Terceira, a pesquisa ao níver da Geotermia vai muito avançada, e conta já com 7% de energia eólica, enquanto que a Graciosa tem instalado um imenso parque eólico.
Infelizmente, e no que concerne à energia eólica, a Empresa de Electricidade dos Açores, já iniciou a compra das sobras aos privados, mas não vai além dos 10 por cento. Uma empresa sediada na cidade da Praia da Vitória, na ilha Terceira, em parceria com a Universidade dos Açores, desenvolveu uma turbina de captação de ventos com a maior capacidade conhecida no mundo, e que custa quase metade do preço. Para uma habitação normal, por exemplo com 4 assoalhadas, instalar energia eólica a 90 por cento de cobertura média garantida, custa entre 10 e 15 mil euros, incluindo a instalação dos equipamentos. Para quem tiver curiosidade, e passe a publiciade, a empresa denomna-se NextEnergy e pode ser facilmente encontrada na Net.
 
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OS AÇORES E A ISLÂNDIA
NJP (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 21:11 | Quinta feira, 16 de julho de 2009
Santos de casa não fazem milagres, mas o que o MIT-Portugal é demonstrativo da nossa cultura de admiração pelo que vem de fora.
Portugueses participaram no projecto GEOTHERMAL POWER (http://www.geothermalpowe... coordenado por húngaros e onde a liderança científica pertenceu ao islandeses da ENEX, em cujo país a geotermia é suficiente para a geração de toda a energia eléctrica, aquecimento de habitações e água quente para banhos, sendo ainda aproveitada o calo geotérmica residual para o aquecimento de estufas e campos agrícolas.
No âmbito do projecto efectuou-se uma visita técnica á Central de Nesjavellir com uma potência eléctrica de 120 MW e geração de calor para aquecimento com a potência de 300 MW.
Em paralelo está em desenvolvimento a produção de hidrogénio para a substituição total dos combustíveis fósseis na propulsão de veículos e embarcações. A exportação de energia eléctrica e hidrogénio será uma realidade económica respectivamente por cabo submarino e transporte a granel por via marítima.
Por fim, refira-se que a Universidade das Nações Unidas para a Geotermia tem sede na Islândia, o que nossa falta de informação porventura faz desconhecer, mesmo nos circuitos universitários. O consórcio islandês ENEX efectuou a perfuração de poços geotérmicos na Terceira e lider a nível mundial.
 
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    Re: OS AÇORES E A ISLÂNDIA    Ver comentário
antonius09 (seguir utilizador), 1 ponto , 14:28 | Domingo, 4 de outubro de 2009
    Re: OS AÇORES E A ISLÂNDIA    Ver comentário
NJP (seguir utilizador), 2 pontos , 20:55 | Domingo, 4 de outubro de 2009
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