10/02/2012 atualizado às 16:59

Acordo Ortográfico: Portugal e Cabo Verde adiam entrada em vigor

A implementação do acordo, inicialmente indicada para 5 de Maio, foi adiada para o segundo semestre deste ano.

17:17 Quarta feira, 15 de abril de 2009

Está adiada a entrada em vigor do Acordo Ortográfico em Portugal e Cabo Verde. O ministro da Cultura cabo-verdiano, Manuel Veiga, justificou a decisão com o argumento de que alguns Estados membros acreditam que há necessidade de reunir "mais consensos e discussões" à volta do projecto.

A nova data deverá ser definida após a reunião dos ministros da Cultura da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), marcada para Junho, em Lisboa.

"Já tínhamos avançado que o acordo entraria em vigor em Maio, mas ainda há necessidade de discutir mais e conseguir maior consenso, não só em Cabo Verde mas também noutros países, como Portugal, Angola e Moçambique", explicou.

"Possivelmente o acordo deverá entrar em vigor no segundo semestre deste ano", acrescentou, sem apontar datas, e lembrando que três países da CPLP - Angola, Moçambique e Guiné-Bissau - ainda não ratificaram o acordo.

Manuel Veiga afirmou à Lusa que a reunião dos ministros da CPLP pode ser uma oportunidade para a definição de uma data conjunta para que o acordo entre em vigor ao mesmo tempo em todos esses países.

"Se há países que acham que devemos aprofundar a questão no próxima reunião dos ministros da Cultura, entendemos que Cabo Verde deve ter esse compasso de espera para aprofundar o debate e, só depois, definir uma calendarização para a entrada em vigor e, se possível, na maioria dos países", sustentou.

"Se conseguirmos, juntamente com outros países, marcar uma data para que o acordo entre em vigor ao mesmo tempo, o acordo terá muito mais força do que se entrar em vigor neste momento apenas em Cabo Verde", disse.

Manuel Veiga disse que o acordo ortográfico também não vai entrar em vigor naquela data em Portugal, uma vez que as autoridades portuguesas "entendem que precisam aprofundar o debate".

A data de 5 de Maio, Dia da Cultura da CPLP, foi adiantada à Lusa na Cidade da Praia pelos ministros da Cultura de Cabo Verde e de Portugal, durante a visita oficial que o primeiro-ministro português, José Sócrates, efectuou ao arquipélago, entre 12 e 14 de Março.

Manuel Veiga vai aproveitar o adiamento para promover um estudo sobre o peso da Cultura na economia cabo-verdiana.

O objectivo, explicou, é obter indicadores económicos para apresentar a empresários, produtores, agentes culturais e sociedade civil, em geral, conseguir uma noção mais clara da importância da cultura como geradora de emprego e de rendimentos e determinar que peso tem no Produto Interno Bruto (PIB).

"Basta verificar a existência de tanta gente que anda à volta da música, que anda a promover a nossa cultura, tanto lá fora como cá dentro. Tudo isso gera rendimentos", acrescentou.

Em Maio, sublinhou, virá a Cabo Verde uma delegação da União Europeia (UE) com o objectivo de discutir com o Ministério da Cultura os termos de referência e o financiamento do estudo.

Lusa
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O BRASIL TEM PRESSA
Musoko (seguir utilizador), 2 pontos , 18:49 | Quarta feira, 15 de abril de 2009
Este acordo vai tirar a ortografia brasileira da marginalidade, por isso o Brasil tem pressa na sua implementação.
Havendo pronúncias acentuadamente diferentes, a nova ortografia poderá levantar alguns problemas.
Há questões na dupla grafia por resolver, também o uso do hífen levanta dúvidas.
Este parece ser mais um acordo do género «um ganha aqui, o outro perde ali, e vice-versa».
Em boa hora o português euro-africano levanta dúvidas e adia a implementação do acordo, em estudo desde a década de 80.
Rui Ramos
 
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Salvem a Língua Portuguesa!
makiavel (seguir utilizador), 2 pontos , 22:32 | Quarta feira, 15 de abril de 2009
Adiem a entrada dessa aberração como se fosse um processo na justiça: até prescrever!

Nem sei porque lhe chamam "acordo", se a maioria dos Portugueses não concorda mesmo nada com esse atentado ao bem escrever.
 
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PÃOCACHUCA
THUNDERSSTORM (seguir utilizador), 1 ponto , 17:36 | Quarta feira, 15 de abril de 2009
eheheheh
 
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Viva Angola, Moçambique e a Guiné
Geraldo Sem Favor (seguir utilizador), 1 ponto , 17:59 | Quarta feira, 15 de abril de 2009
São mais afeiçoados à Lingua Portuguesa que os vendidos de Portugal aos interesses brasileiros. Àfrica deu-nos uma lição. Nada de fatos. Vivam os factos!
 
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    Re: Viva Angola, Moçambique e a Guiné    Ver comentário
filipe@rio (seguir utilizador), 1 ponto , 20:11 | Quarta feira, 15 de abril de 2009
Ainda bem.
Grace_Slick (seguir utilizador), 1 ponto , 21:57 | Quarta feira, 15 de abril de 2009
Tanto melhor, que adiem indefinidamente.
Tanta pressa em implementar a escrita brasileira aqui na terra-mãe, e restantes, para quê? A maioria dos portugueses até está contra essa medida. Quem sabe não seria mais um assunto interessante/importante a referendar.

Além disso, ainda nem começaram a re-estruturar a aprendizagem do brasuquês (português do Brasil...) nas nossas escolas primárias. Os professores ainda não receberam qualquer aviso de possíveis acções de formação, para actualizarem o ensino da Língua. Parece tudo muito feito em cima do joelho, o que nos leva a pensar que verdadeiros interesses estarão ocultos.

Quanto a mim, fico entristecida de perdermos a identidade lingústica para os brasileiros. Portugal é o país de origem do português (daí o nome?), sendo que o mais lógico seria a adaptação dos países que partilham o nosso idioma à nossa escrita e não o contrário. Contando, obviamente, com todas as evoluções que poderá sofrer com o avançar do tempo... porque até a Língua é dinâmica e evolutiva.

 
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Acordo da treta!
El Cuate (seguir utilizador), 1 ponto , 22:39 | Quarta feira, 15 de abril de 2009
Mais uma merdinha à Sòcrates.
Raios parta o mercenário!

Alguém me explica como se pronunciará por exemplo a palavra secção em brasuquês? (seção=sessão??)
 
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    Re: Acordo da treta!    Ver comentário
Grace_Slick (seguir utilizador), 1 ponto , 22:51 | Quarta feira, 15 de abril de 2009
    Re: Acordo da treta!    Ver comentário
El Cuate (seguir utilizador), 1 ponto , 14:46 | Quinta feira, 16 de abril de 2009
    Não acredite nas mentiras leia o acordo.    Ver comentário
etrusco (seguir utilizador), 1 ponto , 14:18 | Sábado, 16 de maio de 2009
xenofobia e ignorância
boa memória (seguir utilizador), 1 ponto , 1:40 | Quinta feira, 16 de abril de 2009

Aconselho estes "portugueses" comentadores a amarem a sua língua na prática, começando por lerem uma História da Língua Portuguesa, por exemplo uma fácil de ler, de Paul Teyssier. da Sá da Costa
Ficarão a saber que a maioria das modificações na pronúncia, alterando a correspondência entre a escrita e a fonética, se verificaram em Portugal e não no Brasil. A fala de um velho camponês do Alentejo, de Trás-os-Montes, ou mesmo dos arredores de Lisboa é quase a pronúncia do Brasil. Se se escrever como hoje se pronuncia em Lisboa ou na TV, em vez veja era vaja ou (recente alteração da elite) vája, ou bem/bãe, rei/rai, leite/laite/láite, espelho/espalho/recentemente espálho, e eliminação de vogais que tornam a língua ininteligível (pssoa, pêssgo,etc, etc)
E na escrita, embora em menor escala, as maiores alterações foram portuguesas. Leiam edições do séc xix e verifiquem.
 
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Nunca ouví falar de situações similares
LisQue2 (seguir utilizador), 1 ponto , 0:38 | Quinta feira, 23 de abril de 2009
com outros idiomas como o inglês ou o espanhol...

De facto, estou segura de que, ainda com as diferenças enormes existentes, que os espanhóis ficaríam todos danados de que outros que não são originários da sua língua (de aí que se chame espanhol, porque vem da Espanha; igualmente que o português, porque veio de Portugal) lhes indicaram como é que tem que ser escrita ou pronunciada!!!

Pode haver diferenças mas, por quê ha de Portugal mudar as suas tradições por imperativos de outros lugares????
 
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sobre os detratores do Acordo Ortográfico
etrusco (seguir utilizador), 1 ponto , 14:11 | Sábado, 16 de maio de 2009
A única coisa que me convence do desespero dos que dizem ser contra o acordo (a maioria por exclusiva ignorância) é o facto de se verem obrigados a recorrer à mentira, ao embuste e à exploração do desconhecimento alheio para fazerem passar as suas falsidades. A prova está num e-mail que circulou com um link à famosa petição contra o acordo onde nenhum dos casos que apontavam como sendo fruto do acordo era verdadeiro confrontado com as bases do acordo. Quando a única arma é a mentira eu pergunto-me como é que pessoas com a responsabilidade de Vasco Graça Moura se calam perante este recurso à mentira, ao embuste e à exploração do desconhecimento alheio de forma consciente e deliberada.
 
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Acordo?
daGalizaaoTimor (seguir utilizador), 1 ponto , 19:22 | Terça feira, 2 de junho de 2009
Sim, as polêmicas em torno do acordo procedem. Mais, calma lá, tratar assim o português do Brasil, com essa raiva! Na América Portuguêsa permaneceram mais aspectos do português seiscentista e setecentista que no Portugal Europeu, mercê do isolamento que tornou algumas regiões menos suscetíveis a influências forâneas. A pronúncia, em português do Brasil atual, das quadras camonianas, encaixa-se melhor na métrica coeva que o português europeu atual. Tanto Brasil quanto Portugal, os dois países com maior população lusófona monolíngüe, estão a dever muito aos outros países lusófonos. Os portuguêses, por sua vez, têm que olhar para o lado (melhor dizendo, para cima) e parar de ignorar a Galiza. Portugal e Brasil têm suas mazelas morais e culturais. Olhemos para o futuro. Deixemos as viúvas da "descolonização exemplar" e os "velhos do Restelo" redivivos a falar sozinhos.
 
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