A Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP) considera um "desrespeito" o aumento do preço dos manuais escolares, admitido na quinta-feira pelo grupo editorial Leya, sugerindo que as escolas seleccionem manuais de outras editoras.
O grupo editorial Leya estima que a adaptação de cada manual escolar ao novo acordo ortográfico poderá custar entre quatro e cinco mil euros, pelo que admite o aumento dos preços de venda às famílias.
Confrontado com esta possibilidade, o presidente da CONFAP, Albino Almeida, enfatiza que a política de acção da Leya é "apenas movida pelo lucro" e que o grupo se distingue no mercado pelo "aumento dos preços" sempre que possível, o que considera "inacreditável".
"Lamentamos que a editora só pense no lucro, é um autêntico desrespeito pelas famílias nesta altura de crise, em que as mais desfavorecidas dificilmente vão conseguir comprar os manuais", considera o representante das associações de pais.
Albino Almeida sugere ainda que as escolas "pensem se querem continuar a usar livros da Leya".