23/02/2012 atualizado às 14:24

Acordo Ortográfico: Falta vontade política para ratificação - Malaca Casteleiro C/foto

Lisboa, 29 Fev (Lusa) - O professor João Malaca Casteleiro, linguista que participou no processo de elaboração do Acordo Ortográfico, lamentou hoje a falta de vontade política que está a entravar a sua ratificação.

16:49 Sexta feira, 29 de fevereiro de 2008

Lisboa, 29 Fev (Lusa) - O professor João Malaca Casteleiro, linguista que participou no processo de elaboração do Acordo Ortográfico, lamentou hoje a falta de vontade política que está a entravar a sua ratificação.

"Eu tenho muita pena de que não haja vontade política para ratificar o acordo nos oito países do espaço da Lusofonia", declarou o linguista numa mesa-redonda sobre o tema, realizada no âmbito da Expolíngua, que hoje termina no Centro de Congressos de Lisboa.

"É que isto não é uma questão linguística, é uma questão política, uma questão muito importante do ponto de vista da política de Língua no âmbito da Lusofonia", sublinhou Malaca Casteleiro, membro da classe de Letras da Academia de Ciências de Lisboa.

"Esquece-se muitas vezes que, para haver Lusofonia, tem de haver medidas concretas e alcance prático e esta é uma delas", frisou.

O professor jubilado da Faculdade de Letras de Lisboa defendeu que se assiste "desde 1911 - data do primeiro acordo ortográfico - a uma espécie de guerra ortográfica dos cem anos".

Na sua opinião, apesar de o novo acordo "remontar a 1990, ele continua totalmente actual e pertinente", espelhando "as razões que desde sempre nortearam a procura de uma unificação da ortografia da Língua Portuguesa".

"Sendo a Língua Portuguesa um instrumento de comunicação de oito países de língua oficial com 200 milhões de falantes, convém que haja uma só ortografia e não duas", sustentou.

O professor explicou que este acordo ortográfico "privilegia o critério fonético a desfavor do critério etimológico", o que implica "a supressão das consoantes mudas, há muito decidida no Brasil".

"São estas consoantes - apontou - que têm atrapalhado todo o processo. E não se percebe porquê", porque, garantiu, tudo foi estudado e analisado com muito prudência.

"Este acordo prevê a unificação possível que, mesmo assim, abrangerá 98 por cento do léxico", precisou.

Em 1990, Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe assinaram um acordo para unificar a Língua Portuguesa e estabeleceram um prazo de quatro anos para a sua ratificação, que seria em 1994.

Uma década depois, em 2004, foi aprovado um protocolo de alteração prevendo que bastaria que três países o ratificassem para que o acordo entrasse em vigor.

O Brasil ratificou-o logo a seguir e dois anos depois foi a vez de Cabo Verde, São Tomé e Portugal, que, contudo, não procedeu ao depósito dos instrumentos de ratificação que a lei exige.

ANC.

Lusa/fim

Lusa
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E aos cidadãos, vontade de raticar aberrações!
makiavel (seguir utilizador), 2 pontos , 20:08 | Quinta feira, 9
Olhe Sr. Professor Catedrático Jubilado & etc, sabe que mais?
O acordo é uma treta!
Os Portugueses não concordam, nem entendem como puderam os senhores ceder às pressões (sabe-se lá de que editoras) para deixar "avacalhar" a nossa língua!

Vocês, os ilustres, fechados nas torres de marfim e regiamente pagos por todos nós, que leccionam cursos de altos estudos linguísticos...saiem-se com esta aberração!

Percebem realmente o que estão a fazer, ou é preciso passarmos mais vergonhas? É preciso que Angola venha dizer que não adopta o acordo para V. Excias. serem desmascaradas?

Existe Português de Portugal, certo? E Português do Brasil. Isto que a sua cabeça produziu é que NÃO existe!

Foi preciso gastar tanto dinheiro ao Estado nos seus salários (e no dos seus apaniguados) para se perceber uma coisa tão simples?
 
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'Acordo Ortográfico: Falta vontade política para..
jpafonso (seguir utilizador), 2 pontos , 20:38 | Quinta feira, 9

Espetacular, uma notícia a fazer 4 anos, recebe o primeiro comentário mais de 3 anos depois, e dois hoje. O homem até podia já estar morto hoje.

Só um concelho, não se atrevam a falar em nome dos Portugueses (plural) porque em nome deste Português (e de muito outros que conheço), não estão a falar. O debate e o diálogo só é possível quando têm a honestidade de reconhecerem que estão a falar em nome de vocês próprios... tal como eu farei comigo próprio. Os únicos representantes autorizados a falar em nome de todos os Portugueses, são os deputados, e estes, ratificaram o acordo!
 
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tirem-me deste filme!
pnb (seguir utilizador), 1 ponto , 14:15 | Segunda feira, 26 de setembro de 2011
Que unificação seu alienado!? A língua evolui de forma socio-geográfica, não é por decreto, nem por imposição dumas regras ortográficas MUITO mal elaboradas por meia dúzia de pseudo-linguistas cujo único objectivo é prestigiar-se a si próprios e facturar uns euros/reais durante o processo com a elaboração de novos dicionários, gramáticas e guias da nova ortografia para parvos à custa dos parvos. A unificação da língua Portuguesa é, na melhor das hipóteses, das utopias mais estúpidas que o sol cobre. Na pior da hipóteses, e creio a mais acertada, uma mentira de estado de proporções catastróficas para o prestígio da lingua Portuguesa. A língua não é só ortografia, é sintaxe, morfologia, terminologia, gramática. Os países de língua oficial portuguesa sempre a falarão à sua maneira. Isso devia ser acarinhado, não espezinhado. Deixem-me terminar dizendo que a vontade política em democracia é a vontade popular. E NÒS NÃO QUEREMOS ESTA ORTOGRAFIA. AINDA NÃO DEU PARA PERCEBER?!
 
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Malaca, o malaio
alexquaint (seguir utilizador), 1 ponto , 19:44 | Quinta feira, 9
Espero que o Sr. Malaca ( Dicionário imaginário = de Malaca ou malaio, que não sabe falar português; derivado da palavra "mal", daí também significar origem de todos os males) entre definitivamente no anedotário nacional pela sua presunção e por julgar que vai ficar na História como um dos dois principais autores do famigerado Acordo Ortográfico.
É isso que esse sr. merece: ficar entre os tipos que moeram a paciência ao povo lusitano e foram por este colocados para motivo de riso e sátira.
QUEREMOS UM AMPLO DEBATE NACIONAL E A REVOGAÇÃO DO A.O-.90. Junte-se, exprima-se e combata por esta causa meritória.
 
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