13/02/2012 atualizado às 11:35

Cimeira da CPLP

Acordo ortográfico decidido a oito

Ao assumir a presidência da CPLP, primeiro-ministro anuncia convocação de reunião dos oito para decidir entrada em vigor de acordo ortográfico.

Luísa Meireles
19:50 Sexta feira, 25 de julho de 2008
José Sócrates: "Agora é connosco, agora somos nós que temos o dever de liderar a CPLP"
José Sócrates: "Agora é connosco, agora somos nós que temos o dever de liderar a CPLP"
Miguel A. Lopes

O primeiro-ministro José Sócrates anunciou hoje no final da 7.ª cimeira da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa que vai convocar uma reunião de ministros dos oito países da CPLP para se entenderem quanto à data da entrada em vigor do acordo ortográfico.

No início da reunião dos chefes de Estado e de Governo, hoje de manhã, o ministro da Educação do Brasil, Fernando Haddad, havia anunciado que o seu país projecta dar esse passo em 2011 ou 2012. 

O anúncio marcou os trabalhos da cimeira, realizada sem a presença dos presidentes de Moçambique e de Angola, e deu início à segunda presidência portuguesa da organização.

"Agora é connosco, agora somos nós que temos o dever de liderar a CPLP, que constitui a prioridade das prioridades da política externa portuguesa", afirmou José Sócrates, no final dos trabalhos, que decorreram no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

Portugal definiu como ponto central da sua presidência o reforço e promoção da língua portuguesa, um tema que, segundo o Presidente Cavaco Silva, reúne o consenso de todos os membros: "Esta cimeira ficará como marco da afirmação do português na cena internacional".

Em 2010, Portugal cederá a presidência a Angola, que organizará então a próxima cimeira, segundo anunciou o Primeiro-ministro, Fernando da Piedade (Nandó).

O primeiro-ministro angolano revelou também que a ratificação do acordo ortográfico será uma tarefa prioritária para o novo Parlamento, que sair das eleições legislativas marcadas para 5 de Setembro.

A cimeira deu o seu aval ao programa apresentado por Portugal, que se centra em torno de quatro prioridades: a língua portuguesa, o estabelecimento de um estatuto de cidadão lusófono, o reforço da concertação político-diplomática nos fóruns internacionais e a cooperação nos sectores da educação, cultura, energia e segurança alimentar, esta última acrescentada por proposta de Cabo Verde e S.Tomé e Príncipe.

No domínio da energia, Sócrates anunciou que a presidência portuguesa irá convocar para breve uma reunião sectorial para debater o tema, mas que esse diálogo não implicará a concretização de nenhum acordo comercial.

A criação de uma rede de escolas e bibliotecas, bem como de uma televisão por Internet gerida em conjunto pelos oito membros da Comunidade são alguns dos objectivos previstos no programa da presidência portuguesa.

Entre as decisões da cimeira consta também a nomeação de um novo secretário-executivo da CPLP, o guineense Domingos Simões Pereira, e a aceitação do Senegal como observador associado da organização. Neste momento, já têm esse estatuto a Ilha Maurício e a Guiné-Equatorial, e Marrocos pediu oficialmente para o ser.

A Guiné-Equatorial, considerada um dos países mais repressivos de África, fez saber que pretende tornar-se membro pleno da organização, uma questão que, segundo afirmou o ministro Luís Amado aos jornalistas, não é pacífica entre a comunidade.

Palavras-chave  PALOP, CPLP, Lusofonia, CPLP
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OA
nick100 (seguir utilizador), 1 ponto , 20:57 | Sexta feira, 25 de julho de 2008
Já é loucura a mais.
 
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    Re: OA - Wikilusa a enciclopédia de Portugal    Ver comentário
|-| (seguir utilizador), 1 ponto , 21:26 | Quarta feira, 8 de outubro de 2008
PORTUGAL "COLONIZADO" PELO BRASIL
tinente (seguir utilizador), 1 ponto , 21:29 | Sexta feira, 25 de julho de 2008
Que dizer de um autêntico continente (Brasil) com cerca de 170 milhões de habitantes, perante uma pequeníssima nação (Portugal), entalada entre a Europa e o Oceano Atlântico, com pouco mais de 10 milhões de habitantes? É evidente que se Portugal quiser assumir posição de vanguarda nos CPLP, terá de fazer cedências. É natural que a maioria dos portugueses esteja contra, eu próprio também discordo parcialmente, mas se realmente esse acordo ortográfico trouxer benefícios económicos para o nosso país, porque não concordar e aplaudir. Vai ser difícil aos portugueses habituarem-se a escrever e até falar novas palavras, mas será tudo uma questão de prática. Aliás, existem já termos abrasileirados que estão em pleno uso, como "tá tudo?", "Oi", "xau", "olá meu", "alô" e muitas outras que facilmente entraram no vocabulário da maioria dos lusos, com maior incidência nas classes jovens. Tudo será uma questão de tempo! Não iremos saír penalizados pelo novo tratado ortográfico.
 
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THUNDERSTORM1 (seguir utilizador), 1 ponto , 22:06 | Sexta feira, 25 de julho de 2008
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Bandaranaik (seguir utilizador), 1 ponto , 18:03 | Quinta feira, 7 de agosto de 2008
Lusofonia ou Portugalidade, este estar comum
Eremitão (seguir utilizador), 1 ponto , 0:31 | Sábado, 26 de julho de 2008
Custa passar da relação imaginda em "pai-filhos". Para a de irmãos, iguais entre si na Portugalidade. Não há cedências. Há a normalização do "superior-inferior" para o IGUAIS, LIVRES mas todos dependentes da Portugalidade. Incluindo nós neste canto europeu. Apenas. O resto vem por arrasto. os seres naturais da "portugalidade" do Pacifico e Indico (Asia), Atlantico Sul (America e Africa) e Atantico Norte (Europa), encarnadas em 300.000 milhões de seres de várias cores são ESTE TEMPO. Copie-se a UE no grande espaço da PORTUGALIDADE com os vectores europeu, africano e asiatico. Dinheiro comum no sentido da Defesa, Ciencia, Investigação, Luta contra Fome, Saude, Educação, Liberdade de circulação de Pessoas e Bens. E há recursos suficientes; assim haja vontade.
.
Quem tem medo do Tempo, não é Tempo. É história registada em letras impressas em livros. Papéis. Mortos.
.
Não registadas em almas, seres e fés. Humanas. Vivas.
 
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Nem pessimismo nem o(p)timismo. Apenas realismo.
Xico Taxista (seguir utilizador), 1 ponto , 10:40 | Sábado, 26 de julho de 2008
Não sou de forma nenhuma um entendido nesta matéria. O Português é a minha língua materna, da qual eu sou um simples utilizador e, admito, tenho alguma tendência para ado(p)tar uma posição purista relativamente à Língua de Camões, na sua versão europeia.

Creio no entanto, que tem havido demasiada a(c)tividade de "secretaria" em torno deste assunto porque, qualquer língua viva, não evolui por decreto, mas sim pelo uso (bom e cuidado) que dela fazem.

É um fa(c)to, que o Português, juntamente com o Inglês, Espanhol e Francês, são as quatro línguas europeias que se falam fora dos continentes onde surgiram.
E é também um fa(c)to que, o nosso maior património é a Língua de que dispomos. Segundo dados emanados de organismos oficiais, são já cerca de 244 milhões, o número de falantes de Português espalhados por 4 continentes.
Para que este número continue a crescer (neste momento está em franca ascensão), e não se verifique o aparecimento de versões do Português, de tal forma enviesadas da matriz original, que levem a pensar tratar-se de línguas diferentes, os povos dos 8 países Lusófonos, não podem estar de costas voltadas uns para os outros, ignorando-se mútuamente.

Não devemos ter complexos, pelo fa(c)to de em Portugal+África+Timor se falar e escrever com algumas diferenças relativamente ao Brasil. Com o Inglês o Espanhol e o Francês, isso também acontece.

Não querendo ser exautivo (até porque como referi, não sou nenhum especialista), gostaria de dar alguns exemplos:

Nos EUA chama-se "elevator" àquilo que no Reino Unido se chama "lift".
Nos EUA escreve-se "shopping centER enquanto no Reino Unido se escreve "shopping centRE"
Nos EUA chama-se "soccer" ao que os ingleses chamam "football".

Os exemplos nunca mais acabam, e os Ingleses, sempre tão nacionalistas em tudo (são o único país da Europa que conduz pela esquerda, e nunca mais aderem ao sistema de unidades SI), não se sentem de maneira nenhuma inferiorizados, pelo fa(c)to da sua versão do Inglês (en-UK) ser muito menos falada internacionalmente que a versão dos EUA (en-US), pela simples razão que NÃO HÁ versões superiores ou inferiores da sua língua.

O que se verifica com o Inglês, também se verifica com o Espanhol de Espanha, quando comparado com o Espanhol do México, Argentina, Colômbia, etc., ou entre o Francês de França e o Francês do Quebec.

Também nós, Lusófonos, quer utilizemos o Português de Portugal (pt-PT) ou o do Brasil (pt-BR), não devemos considerar que a "nossa" versão é a corre(c)ta e a "outra" versão é a errada.
O que deve ser feito, é aumentar as relações académicas, científicas, culturais, comerciais, etc. entre todos os estados lusófonos, e criar-se-á paulatinamente uma única versão coerente e coesa da língua.
Não é por decreto que uma língua evolui.

Uma das coisas que eu pessoalmente, penso que já deveria existir há muito tempo, é um género de uma CNN-Lusófona.

A Al Jazeera tem a sua sede no Qatar, mas é uma estação de televisão pan-árabe. Nós, Lusófonos, também precisamos urgentemente de ter uma estação via satélite Pan-Lusa.

 
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    A Língua portuguesa: agora é patrimônio dos oito    Ver comentário
Josu_brazuca (seguir utilizador), 1 ponto , 19:19 | Domingo, 10 de agosto de 2008
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