11/02/2012 atualizado às 14:21
Página Inicial » Atualidade » Acórdão já não será entregue hoje aos advogados

Acórdão já não será entregue hoje aos advogados

Depois de dois adiamentos, um "problema de formatação dos textos" voltou a atrasar a entrega do acórdão do processo Casa Pia aos advogados, o que estava previsto para as 17h00.

15:38 Quinta feira, 9 de setembro de 2010

O acórdão final do processo Casa Pia já não será disponibilizado hoje às partes, de acordo com informação que a juíza presidente do coletivo que julgou o caso, Ana Peres, transmitiu esta tarde a advogados e que estes deram conta aos jornalistas.

Anteriormente, o advogado Adelino Granja, que defende uma das vítimas do caso, disse que um "problema informático" atrasou hoje a entrega do acórdão do processo Casa Pia aos advogados, o que estava previsto para as 17h00.

"O Conselho Superior da Magistratura (CSM) cometeu um erro crasso, porque na quarta feira anunciou que o acórdão não era entregue nesse dia por causa dos prazos, mas, afinal, era um problema informático", criticou Adelino Granja. 

Texto desformatado


Num esclarecimento à agência Lusa, uma fonte oficial do CSM confirmou que, conforme comunicou a juíza presidente, surgiu um problema informático devido à impressão e gravação do acórdão em suporte digital".

Fonte ligada ao processo explicou depois à Lusa que se tratava de um "problema de formatação dos textos" que compõem o acórdão e que a juíza Ana Peres estava a ter o apoio de um técnico da Direção Geral da Administração da Justiça.

"Logo pela manhã"


Um comunicado de quarta feira do CSM refere que a juíza presidente do tribunal coletivo, Ana Peres, "muito embora tivesse já o acórdão pronto para depósito", entendeu fazê-lo só hoje, "logo pela manhã, pois que só então o tribunal disporá dos suportes informáticos e em papel para entrega a todos os intervenientes processuais".

"Este entendimento deveu-se à circunstância de, começando a correr o prazo para recurso com o depósito do acórdão, se garantir o efetivo exercício desse prazo com tal entrega", mencionou o CSM no seu site.

O CSM o órgão de gestão, administração e disciplina dos juízes.

Juíza falta ao prometido


Na sexta feira passada, durante a leitura da súmula do acórdão, a juíza presidente do coletivo que julgou o caso, Ana Peres, comunicou às partes que o acórdão seria disponibilizado na última quarta feira na íntegra.

No próprio dia em que foram conhecidas as condenações de seis dos sete arguidos, algumas das defesas criticaram o facto de não terem tido acesso imediato ao acórdão na íntegra com a fundamentação de todos os factos.

O julgamento do processo de abusos sexuais na Casa Pia chegou na sexta feira passada ao fim com a leitura do acórdão final, quase seis anos depois de ter começado.    

A pena maior foi atribuída a Carlos Silvino, com o ex-funcionário da Casa Pia a ser condenado a 18 anos de prisão efetiva.   

O apresentador de televisão Carlos Cruz foi condenado a sete anos de prisão efetiva, o diplomata aposentado Jorge Ritto a seis anos e oito meses e o ex-provedor-adjunto da Casa Pia Manuel Abrantes a cinco anos e nove meses.   

A 8.ª Vara Criminal, no Campus de Justiça de Lisboa, aplicou ainda ao médico Ferreira Diniz a pena de sete anos de prisão efetiva e ao advogado Hugo Marçal a de seis anos e meio.   

Gertrudes Nunes, dona de uma casa em Elvas onde alegadamente ocorreram abusos sexuais, foi absolvida.


Faça login pelo Facebook e comente este artigo!
Página 1 de 1   
ordenar por:
mais votados ▼
E continuam as desculpas inaceitáveis
makiavel (seguir utilizador), 2 pontos , 17:03 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
Isto não pode ser.

Em nome da transparência e do longo tempo que as vítimas já esperaram, o acórdão devia ter saído a tempo e horas.
Não sai, e chegamos à conclusão que é precisa formação em ferramentas Office - principalmente Word - para toda aquela gente.
Vai uma ajuda : http://office.microsoft.c... x

Pergunta makiavélica: este tempo está a contar para a prescrição dos crimes?
 
 Regras da comunidade
    Re: E continuam as desculpas inaceitáveis    Ver comentário
Xyzt (seguir utilizador), 1 ponto , 17:31 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
Já se perdeu a vergonha na Justiça!
D. Fuas Toucinho (seguir utilizador), 2 pontos , 17:42 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
Já disse, e repito mais uma vez, que não sei se os condenados são culpados ou não porque nada vi e nada sei sobre as suas actividades.
Como leigo em matéria de Justiça, estranho todo este triste espectáculo à volta de uma matéria que não admite avarias de sistemas informáticos nem qualquer outra desculpa.
A sentença tinha de ser entregue a toda a gente interessada no final do julgamento. Ponto final.
Escrita em word, à mão, pintada na parede, gravada à mão em pedras, impressa em papiro, escrita em rolos de papel higiénico, fosse como fosse a sentença já deveria ser pública.
Se os próprios juízes não cumprem a Lei como lhes confiar a Justiça?
Não há desculpas para mais um DESLEIXO incompreensível da Justiça !
 
 Regras da comunidade
    Re: Já se perdeu a vergonha na Justiça!    Ver comentário
Nuno.Miguel (seguir utilizador), 1 ponto , 18:59 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
Deadline
George Rupp (seguir utilizador), 1 ponto , 16:09 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
Se eu falhar uma "deadline" na submissão electrónica de um novo projecto, mesmo que seja apenas por 5 minutos, não adianta nada eu justificar-me com "problemas de formatação" ou outras desculpas de mau pagador. O projecto fica sem efeito. "Dead" é mesmo "dead". Na área da justiça, as regras parecem outras.
 
 Regras da comunidade
    Re: Deadline    Ver comentário
eng7 (seguir utilizador), 1 ponto , 16:34 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
    Re: Deadline    Ver comentário
George Rupp (seguir utilizador), 1 ponto , 16:40 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
Acabou o gás
tronco (seguir utilizador), 1 ponto , 16:25 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
Em qualquer cozinha pode muito bem acabar o gás, e de repente, como qualquer "bom" cozinheiro sabe.
 
 Regras da comunidade
    Re: Acabou o gás    Ver comentário
George Rupp (seguir utilizador), 1 ponto , 16:35 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
    Re: Acabou o gás    Ver comentário
Xyzt (seguir utilizador), 1 ponto , 17:21 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
E continua a tanga...
eng7 (seguir utilizador), 1 ponto , 16:33 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
Vale tudo, estes senhores juízes deviam ir trabalhar para o privado, com os prazos dados pelos organismos públicos para a submissão de propostas e queria vê-los a apresentarem 5 minutos depois do prazo. Depois em tribunal não adianta reclamar porque prazo é prazo e é para cumprir, isto é, só para os outros. Que circo se está a fazer desnecessariamente que em nada credibiliza a Justiça.
 
 Regras da comunidade
    Re: E continua a tanga...    Ver comentário
Xyzt (seguir utilizador), 1 ponto , 17:26 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
Para lá de incompetente
Xyzt (seguir utilizador), 1 ponto , 17:21 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
LOL - e está tudo dito.
 
 Regras da comunidade
Lamentável!!
Campos dos Santos (seguir utilizador), 1 ponto , 17:26 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
Lamentável, ridiculo e vergonhoso!!! A pergunta para a Sra. Dra. Juiza Ana Peres, não sente vergonha? Aparentemente não, mas também que pergunta absurda e desrespeituosa a minha, a dum simples mortal, os juizes neste país são como deuses, tudo lhes é permitido, é no mundo real que os reles mortais ficam a trabalhar até altas horas da madrugada para cumprir prazos e honrar compromissos; mas que audácia pertinente a minha, querer questionar os deuses, melhor calar-me e voltar para o meu canto porque suas eminências, os juizes portugueses, regem o seu tempo de trabalho e seus compromissos como muito bem entendem e o resto do povo que se dane e vá para a prisão mesmo que não saiba em detalhe o porquê mas isso pouco interessa, toda esse povão não têm direitos perante o mundo celestial de suas eminências, os juizes portugueses!!
 
 Regras da comunidade
    Re: Lamentável!!    Ver comentário
Xyzt (seguir utilizador), 1 ponto , 17:35 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
Mais canalhisse?!
marcelo junior (seguir utilizador), 1 ponto , 18:07 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
Não há dúvida que as coisas deviam funcionar melhor nestes e noutros aspectos.No entanto,não é por aí que o gato vai às filhoses.O que eu penso é que não se devía dar o direito de contestar,a nenhum dos intervenientes no processo,sob o risco de recurrerem à comunicação social,com o intuito de se defenderem,de alegadas irregularidades,cometidas pelo tribunal.Estamos já a assistir,a uma verdadeira cruzada,-recurrendo à televisão,-por parte de um dos arguidos do processo.Agora até fala,-acerca dos problemas no seu site,-de sabotagem;só falta dizer,que é o tribunal que o está a prejudicar.
 
 Regras da comunidade
e o povo pah?!?!??
Diog0 (seguir utilizador), 1 ponto , 18:11 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
Nada tenho a comentar sobre o assunto porque não sei porquê mas isto já me cheirava que ia suceder....

E agora pergunto eu...

Os Juizes tem (se há quel possa pensar que não é regra geral... neste caso devem o ter de certeza porque até os Srs. Juizes estão em regime de exclusividade para este processo) ao seu dispor funcionários e mais funcionários administrativos e até agora técnicos de informática do Serviço "XPTO".... e pergunto-me eu inocentemente .... Se não se consegue ultrapassar/resolver um problema informático como é que querem combater as fugas ao segredo de justiça?!?!?!?!
 
 
 Regras da comunidade
Fim
Joaquimalbertodias (seguir utilizador), 1 ponto , 18:32 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
Mas já toda gente se esqueceu de como tudo isto começou?
Eu lembro, no dia 03/09/2010 estava previsto que na 8ª vara do campus da justiça em Lisboa se ia fazer a leitura da sentença do chamado caso Casa Pia, era suposto começar por volta das dez horas da manhã, agora adivinhem a que horas começou. Toda gente sabe, só que naquele dia, com a esteria coletiva em torno da provavel condenação de uma figura pública, como é Carlos Cruz, passou a ser um dado acessório ( começou 1ª hora e 15 minutos depois do agendado ), por aí já se adivinhava o que poderia vir a seguir.
Sem querer entrar na defesa ou ataque dos arguidos, parece que o tribunal está a tentar arranjar pretextos para o julgamento ser considerado nulo, a ver vamos.
Esquecimentos da juíza a ler acusações, ocultação de fundamento de culpa, sou um leigo na matéria, quem de direito que me corrija, mas se no caso de Hugo Marçal a relação considerar procedente o recurso na leitura das acusações dadas como provadas, não pode considerar o julgamento nulo, todo ele?
 
 Regras da comunidade
Regresso ao futuro
themissinglink (seguir utilizador), 1 ponto , 19:05 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
Admirados porquê?
Formatar documentos em Word e digitalizá-los a seguir não é obra que se peça a contemporâneos mentais de Torquemada. Por alguma razão Direito não inclui ciências exactas.
Os poucos juristas com algum espirito geométrico não estão na função pública mas sim nos escritórios de advogados onde o negócio são números. Ou no futebol onde os números é que são negóciol.
 
 Regras da comunidade
Página 1 de 1   
PUB
 
Email
O Expresso no
PUB




Cavaco: UE deve avançar no crescimento e emprego
13:33 Sábado, 11 de fevereiro de 2012,
Espanha: manifestação terminou em confrontos
13:14 Sábado, 11 de fevereiro de 2012,
Nicolau Santos comenta o Expresso desta semana
12:25 Sábado, 11 de fevereiro de 2012, 1
Veja as imagens inéditas após o naufrágio do Costa Concordia
12:11 Sábado, 11 de fevereiro de 2012, 1
Maldivas: membro do governo americano reuniu-se com novo presidente
11:08 Sábado, 11 de fevereiro de 2012,
Filho de Kadhafi promete regressar
10:47 Sábado, 11 de fevereiro de 2012, 2
OCDE sem embaixador português há quase um ano
9:14 Sábado, 11 de fevereiro de 2012, 4
Alegado estripador continua em prisão preventiva
8:59 Sábado, 11 de fevereiro de 2012,
CGTP: 'manif' promete reunir milhares
8:17 Sábado, 11 de fevereiro de 2012, 16
Leia aqui toda a informação das últimas 24 horas | últimos 2 dias |  anterior »
MBA
Grupo ImpresaACAP