O trânsito em Skope parece normal. De longe. As vias do centro da cidade são largas, fazendo justiça à construção desafogada de gosto soviético, os semáforos têm as cores estabelecidas pelas regras universalmente estabelecidas, até acendem e apagam, mas o facto de praticamente nenhum taxista ou outro condutor falar uma palavra de nenhuma língua que não a sua, faz que a expressão do pânico perante a maior parte das manobras inesperadas seja feito directamente em português e aos gritos!
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da enviada do Expresso à Bienal "Jovens Criadores da Europa e Mediterrâneo", em Skopje |
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Os Trabant já desapareceram da Alemanha há muito tempo, os Zastavas, os Ladas e os Volga já devem apenas constar em museus de automóveis, mas ainda há Yugos em Skope!
Uns quadrados com rodas brancos acinzentados, vermelhos rosados, muito desbotados e com algumas partes em falta, mas Yugos, orgulhosos, resistentes (não?) que nunca ouviram falar em encostos de cabeça nem em "airbags". A peça mais preciosa que têm é a buzina. E o acelerador. Os dois associados fazem maravilhas na definição das prioridades nos cruzamentos mais problemáticos.
A banda sonora que resulta é confusa: haviam de ouvir o barulho associado das buzinas dos Yugos à determinação em passar dos carros mais potentes com os gritos dos passageiros menos habituados às regras de Skope...