13/02/2012 atualizado às 14:38
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Acelerador de partículas atinge velocidade recorde

O grande acelerador de partículas (LHC), destinado a desvendar os segredos da criação do Universo, atingiu hoje uma velocidade nunca antes alcançada, anunciou o Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN).

Maria Luiza Rolim (www.expresso.pt)Com agências
14:15 Segunda feira, 30 de novembro de 2009

Um comunicado divulgado hoje pelo Laboratório Europeu de Física de Partículas do CERN refere que o "LHC tornou-se hoje o acelerador de partículas mais poderoso do mundo, ao impelir os seus dois feixes de protões a uma energia de 1,18 teraelectrão-volt (TeV) esta manhã".

Até hoje, o recorde era detido por um dos concorrentes do CERN, o Fermilab de Chicago, nos Estados Unidos, que conseguiu atingir uma velocidade de 0,98 TeV em 2001.

"É fantástico", congratulou-se o director geral do CERN, Rolf Heuer. "Mas vamos continuar a proceder por etapas porque há ainda muito a fazer antes de começarmos a fazer física em 2010", acrescentou.

14 meses parado


O objectivo do LHC é criar condições para a colisão de protões a uma velocidade próxima da luz e assim simular os primeiros milésimos de segundo do Universo, há cerca de 13,7 mil milhões de anos, no que será a maior experiência científica do século.

A estrutura foi reactivada a 20 de Novembro, após 14 meses de paragem devido a uma avaria grave provocada por uma ligação eléctrica defeituosa, tendo as primeiras colisões ocorrido três dias depois.

A falha provocou deteriorações mecânicas e uma fuga de hélio das massas frias de um íman, o que implicou uma prolongada reparação, tornada mais demorada pelo tempo necessário ao reaquecimento do sector afectado do LHC,já que funciona a temperaturas de até dois graus Kelvin (-271º C), e ao posterior arrefecimento, além de que toda a estrutura foi encerrada durante o último Inverno devido aos elevados custos energéticos.

Portugueses envolvidos


No CERN, e mais concretamente neste projecto, participam dezenas de portugueses, tendo a sua construção envolvido várias empresas portuguesas, como o Instituto de Soldadura e Qualidade , o grupo Efacec , a A. Silva Matos Metalomecânica e a ACL - Indústria de Componentes .

A construção da estrutura prolongou-se por mais de 12 anos, ao custo de 3,76 milhões de euros, e mobilizou milhares de físicos do mundo inteiro.

Portugal é membro do CERN desde 1986.

 

Palavras-chave  Ciência
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